TOP 5 – Maiores undrafteds da história da NFL: Wide Receivers

24 de outubro de 2016
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Nesta semana, o TOP 5 continua a listagem de cinco jogadores de uma determinada posição que não foram recrutados, mas souberam passar por todas as adversidades e contribuíram por vários anos com seus respectivos times, mesmo que todos os outros não tenham julgado que o talento apresentado ao sair do College valia o uso de uma escolha de Draft.

5) Miles Austin – Classe do Draft de 2006

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Abrindo o TOP 5, pode-se dizer que o Cowboys encontrou sucesso em assinar com WRs que não foram selecionados no Draft. Austin, ao não ser recrutado após o Draft de 2006, muito graças ao fato de ter jogado pela obscura universidade Monmouth, rapidamente assinou com a franquia do Texas após o Draft, porém teve que trabalhar duro para encontrar seu lugar entre os WRs titulares. Durante os três anos iniciais de sua carreira, Austin trabalhou unicamente nos times especiais, seja na cobertura da punts e kickoffs como o retornador primário destas situações, encontrando muito sucesso. Quando finalmente se tornou um titular no ataque comandado pelo QB Tony Romo, ele simplesmente liderou a NFC em jardas de recepção em 2009, sendo um sucesso instantâneo ao criar uma parceria muito produtiva com o QB Tony Romo. Pode-se dizer que a combinação Romo – Austin é discutivalmente a melhor da história da NFL entre um QB e WR que não foram recrutados no Draft, já que detém diversos recordes de recepção da franquia para atletas neste status, como 36 recepções para TD e mais de 5.000 jardas na carreira. Diversas lesões o impediram de estar em campo por diversas oportunidades, mas enquanto esteve, foi uma importante figura do Cowboys na década passada, o que é um belo feito para quem precisou esperar alguns anos para ser titular.

4) Drew Pearson – classe do Draft de 1973

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O Dallas Cowboys não esperava grandes coisas quando assinou com Pearson após o Draft de 1973, mas foi recompensado com um dos jogadores mais “clutchs” da história da NFL, isto é, capaz de conseguir grandes jogadas quando o jogo – e mesmo o campeonato – está na linha, pois foram tantas recepções decisivas que garantiram diversas vitórias que o apelido de Pearson durante sua carreira foi o de “Mr. Clutch”. Apenas para citar algumas, foi dele a recepção na famosa Hail Mary contra o Minnesota Vikings em 1975, numa das maiores zebras da história da NFL, em jogada que causa calafrios na torcida do Vikings até hoje. No NFC Championship Game de 1981 (o jogo da famosa The Catch pelo 49ers), Pearson quase causou que tal jogada fosse lançada ao ostracismo ao quase conseguir a vitória para o Cowboys, porém sofreu um tackle espírita do CB Eric Wright e o Cowboys foi derrotado. Foi seu também o TD de recepção contra o Rams em 1973, quando transformou um passe curto de sete jardas numa recepção de 83 jardas que só terminou na end zone, selando a vitória de seu time naquele jogo de playoff. Drew foi eleito para o Ring Of Honor do Cowboys em 2011 e, apesar de avançar para as fases finais no processo, ainda está na espera para ser imortalizado no Hall da Fama da NFL, o que pode ocorrer algum dia.

3) Wayne Chrebet – Classe do Draft de 1995

Poucos acharam que o WR, oriundo da desconhecida universidade de Hofstra, teria futuro na NFL devido a falta de habilidades físicas que os olheiros da NFL almejam, mas Chrebet se aposentou sendo um dos recebedores mais prolíficos da história do New York Jets, tanto que detém diversos recordes até hoje, como o 2º em recepções (580), 3º em jardas (7365) e TDs (41). Era um tremendo jogador capaz de trabalhar no slot, a parte suja do campo, e também se notabilizou por fazer diversas recepções críticas em terceiras descidas e no final das partidas, criando uma enorme química com o QB Boomer Esiason. Nunca chegou a jogar um Super Bowl, tendo chegado mais longe no AFC Championship Game de 1998, porém é inegável o impacto de Chrebet durante sua carreira no Jets, sendo a prova que, a união de talento e trabalho duro pode muitas vezes superar diversas adversidades, como o fato de, quando chegou ao Jets, era apenas 11º WR no depth chart oficial divulgado pela equipe. Ele encerrou a carreira como o terceiro jogador não recrutado na NFL com mais jardas na história da NFL.

2) Wes Welker – Classe do Draft de 2004

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Após uma carreira produtiva por Texas Tech, a falta de atributos físicos como altura e velocidade tiraram a atenção de todos os times em Welker. Muitos se lembram dele pelos anos gloriosos com o New England Patriots, porém poucos sabem que Welker assinou com o San Diego Chargers após o Draft e atuou por apenas uma partida, sendo dispensado na sequência, em ação que o HC da época Brian Scottenheimer chama de “pior decisão da história”. O WR então assinou com o Miami Dolphins, por onde atuou por três temporadas com algum sucesso, e em seguida foi trocado para o New England Patriots, onde marcou seu nome na história da NFL. Jogando no slot, Welker simplesmente liderou a NFL em recepções por três temporadas, sendo o principal alvo do QB Tom Brady por vários anos, tendo cinco temporadas combinando mais de 100 recepções e 1000 jardas, um número realmente absurdo. Disputas contratuais o levaram a sair do Pats em 2014, porém ainda foi produtivo atuando com Peyton Manning no Denver Broncos, em temporada que, estatisticamente, o ataque do time do Colorado foi o melhor da história da NFL. Em sua carreira, foram 903 recepções, 9924 jardas aéreas e 50 TDs, nada mal para o atleta que sequer foi recrutado e nunca teve atributos físicos para se impor frente aos defensores adversários.

1) Rod Smith – Classe do Draft de 1994

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Para fechar o TOP 5, o que dizer de um WR que lidera uma franquia em praticamente todas as estatísticas para a posição (recepções, jardas e TDs), e que este atleta sequer foi selecionado ao sair do Draft? Este é Rod Smith, e o time em questão é o Denver Broncos. Smith teve uma produtiva carreira no College, porém ao jogar por Missouri Southern State (da Division II, a “terceira divisão” universitária), naturalmente não atraíria muitos olheiros para si, pela gritante falta de competititivade se comparado ao nível da NFL. Smith teve uma produtiva carreira de 14 temporadas, todas pelo Broncos, e teve papel crucial nos maiores momentos da história da franquia, como suas 152 jardas aéreas em cinco recepções no Super Bowl XXXIII em 1998, na segunda conquista consecutiva da equipe. Na história da NFL, Smith é o 19º na lista de jogadores com mais recepções (849) e o 25º com mais jardas recebidas (11.389) e, se analisados apenas atletas que não foram selecionados, Smith lidera a lista histórica em ambos os quesitos, sendo o único undrafted a atingir a marcar de 10.000 jardas de recepção durante a carreira, sendo seis temporadas consecutivas com mais de 1.000 jardas (entre 1997 e 2002), e oito no total em sua prolífica e gloriosa carreira, que o credita a ser chamado de um dos maiores jogadores da história do Broncos.

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Paulo César é o setorista da NFC LESTE. Analisa Giants, Cowboys, Redskins e Eagles às terças e quintas aqui no site. No projeto setoristas, falamos dos 32 times a cada duas semanas! Siga-o no Twitter para acompanhar mais da cobertura dessa divisão e debater sobre as matérias: @PcesarPJunior