quinta-feira, 8 de Fevereiro de 2018

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MVP da NFL pela terceira vez, campeão da AFC pela oitava vez, selecionado para o Pro Bowl pela décima terceira vez. Aos 40 anos, Tom Brady continuou desafiando números e recordes do futebol americano e escrevendo seu nome na história em 2017. Até mesmo no último domingo, quando saiu de campo derrotado, ultrapassou sua própria marca de maior número de jardas aéreas em um Super Bowl: nada menos de 505 (contra 466 do ano anterior).

Ao olharmos para esses dados brutos, não existem sinais de declínio no quarterback do New England Patriots. Ele continuou conduzindo viradas, acertando seus recebedores, queimando as blitzes. Mas o que as estatísticas e as métricas de performance tem a nos dizer sobre o Tom Brady da temporada 2017 em relação ao das anteriores?

Alex Linhares (@alexlinhares89) enviou a seguinte questão: “Tom Brady está em decadência? Ou na temporada que vem ele ainda estará no auge?”. Ela foi selecionada para ser dissecada na coluna dessa semana. Para ter a sua dúvida analisada aqui na próxima quinta-feira, envie-a no Twitter para @massaricarlos!

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Na comparação entre 2017 e 2016, vemos um declínio de Brady em todas as principais estatísticas brutas de um quarterback – a proporção entre touchdowns e interceptações foi de 14:1 para 4:1, talvez o mais alarmante dos números, mas a porcentagem de passes completados caiu de 67,4% para 66,3% e as jardas por tentativa de 8,2 para 7,9. O rating foi de 112,2 para 102,8.

Porém, a temporada de 2016 de Brady foi excepcional, fora dos padrões até para ele. Havia sido sua melhor desde a performance absurda de 2011. Entre 2012 e 2015, ele esteve bem mais próximo da normalidade, e 2017 é superior a todos esses anos. Neles, ele variou entre 87,3 e 102,2 em rating, 60,5% e 64,4% em porcentagem de passes completados, 6,9 e 7,6 em jardas por tentativa e chegou a ter uma proporção entre touchdowns e interceptações de pouco mais que 2:1 em 2013.

Ainda com o declínio de 2016 para 2017, ele ficou próximo ao topo em quase todos esses números brutos: terceiro lugar em rating (atrás de Alex Smith e Drew Brees), quinto lugar em porcentagem de passes completados e em jardas por tentativa. Apenas o ex-Kansas City Chiefs e Carson Wentz, que se lesionou antes do final da temporada regular, tiveram melhores proporções entre touchdowns e interceptações.

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O ProFootball Focus ranqueou Brady como o melhor quarterback da temporada, com nota de 94,9. Ele fica em sétimo lugar na porcentagem ajustada de passes completados, levando em conta drops e bolas jogadas fora, com 76%, e foi o terceiro signal caller com menos passes interceptáveis. Continuou sendo o melhor da NFL contra a pressão. O único número que pode levantar um pouco de preocupação é o rating em passes longos (mais de vinte jardas no ar) – 88,5, décimo nono melhor da liga. Talvez isso demonstre que seu braço não é mais o mesmo, mas a performance do Super Bowl nos deu motivos para acreditar no contrário.

Outra métrica que tenta ver o futebol americano além das estatísticas é a do Football Outsiders, medindo a performance além do resultado de cada lançamento. Nela, Brady também aparece como melhor quarterback da temporada 2017. Um número que chama a atenção é o de Effective Yards, que projeta quantas jardas deveriam ter sido ganhas pelos recebedores em drops e outras situações de jogo, além de tirar as de passes que exigiram recepções mirabolantes ou deveriam ter sido interceptados. O jogador do New England Patriots aparece com 5474 jardas efetivas, mais de 1000 além das que realmente teve. Isso nos mostra que provavelmente o declínio citado de 2017 para 2016 tem mais a ver com seu elenco de suporte que com o próprio signal caller.

Com todas essas informações, podemos chegar à conclusão que não há sinais de que Tom Brady esteja em declínio. Suas duas últimas temporadas, com 39 e 40 anos, foram melhores que todas entre os 35 e os 38. Ele continua atuando em nível altíssimo, inimaginável para quase todos os demais quarterbacks da NFL.

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Não há como especular o futuro. Qualquer palpite sobre por quanto tempo o quarterback do Patriots ainda será dominante é mero achismo – tamanho domínio para um atleta na quinta década de vida é praticamente inédito no esporte de alto nível. Ao menos quanto a 2018, porém, não há motivos para que o torcedor de New England se preocupe com seu principal jogador.

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