segunda-feira, 12 de março de 2018

Compartilhe

Depois de sofrer a derrota do New England nos playoffs da temporada passada, o front office dos Titans decidiu por demitir Mike Mularkey e sua comissão técnica, e rapidamente anunciaram um substituto, Mike Vrabel. O ex-linebacker e ex-coordenador defensivo foi contratado, mas, junto com sua contratação surgiram dúvidas se Vrabel estaria preparado para ser HC na NFL.

Vrabel nunca foi técnico em algum time de futebol americano, porém, ocupou cargos defensivos em times importantes. Ele foi técnico de linebackers em Ohio State em 2011, e foi de 2012 a 2013 tecnico de linha defensiva da faculdade de Ohio. Seu primeiro trabalho na NFL foi com o Houston Texans, onde começou em 2014 e ficou até 2017.

No último ano a defesa dos Texans comandada por Mike não teve um bom desempenho, sendo a pior da liga em pontos cedidos, consequência de ter vários jogadores importantes lesionados, JJ Watt e Whitney Mercilus são bons exemplos, além de terem perdido o melhor jogador da secundária para a Free Agency, estou falando de Aj Bouye.

Mesmo com números ruins, Vrabel fez coisas boas em Houston, ele ajudou no desenvolvimento de Zack Cunnigham, Bernadick McKinney e Jadeveon Clowney, além de ter trabalhado em Ohio State com Joey Bosa e Ryan Shazier, sendo os três últimos jogadores considerados como elite players em suas posições.

Mike tem um diferencial que poucos técnicos possuem, Vrabel já foi jogador da NFL, sendo 3 vezes campeão do Super Bowl com os Patriots. Ele é um “herdeiro” de um dos maiores coaches da história da liga, Bill Belichick. Com isso, o ex-jogador e agora técnico possui um mindset vitorioso e, que com as experiencias vividas em campo, pode ajudar seus jogadores em determinadas situações. Contribui também o fato que ele atuou em várias posições, seja como pass rusher, linebacker de 4-3, e até mesmo recebendo passes em formação goaline, ou seja, Vrabel é basicamente completo em entendimento de jogo e também possui uma boa relação com o GM dos Titans, Joe Robinson.

Porém, há certos questionamentos sobre a parte ofensiva. O ex-Patriot tem uma origem defensiva, com isso não possui tanto conhecimento ofensivo, que era o maior problema de Tennessee quando comandado por Mularkey. Com um conceito ofensivo um pouco ultrapassado (Smashmouth Football), não foi possível ter uma evolução tão grande de Marcus Mariota pois, o sistema mais prejudicava do que ajudava o quarterback. Pensando nisso os Titans contrataram Matt LaFleur para ser coordenador ofensivo.

LaFleur foi coordenador ofensivo dos Rams em 2017, sendo assim um dos responsáveis pela evolução surpreendente de Jared Goff. Ele também trabalhou como técnico de Quarterbacks no Atlanta Falcons em 2016, sendo assim, Matt trabalhou nos dois melhores ataques das duas últimas temporadas e gerando uma grande expectativa que as armas ofensivas do time de Nashville sejam potencializadas. Por exemplo, sem Dermarco Murray (cortado), Derrick Henry se torna a chave do jogo terrestre, o camisa 22 já mostrou que pode executar bem a função (só ver o jogo contra os Chiefs nos playoffs) e é esperado que conceitos como a read option e/ou a run-pass option sejam incluídos no livro de jogadas de Tennessee.

Por fim, Mike Vrabel tem muitos recursos para ser um bom técnico na NFL. Além de ter a experiência vivida em campo como jogador, ele já trabalhou em uma das melhores defesas dos últimos anos no College, Ohio State. Como se não fosse o bastante, ele conta com um ótimo coordenador ofensivo, que certamente o ajudará na parte ofensiva, fazendo com que Vrabel foque na defesa tentando buscar melhoras na unidade defensiva. Vai ser interessante saber como os talentos do Titans jogarão na próxima temporada, tanto os da parte ofensiva (Mariota, Henry, Corey Davis e etc), como os da parte defensiva (Jurrell Casey, Adoree Jackson, Kevin Byard e cia).

Compartilhe

Leave A Reply