Raio X dos Playoffs – Wild Card: Jogos do domingo

6 de janeiro de 2017
Tags: dolphins, giants, igor seidl, packers, steelers,

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Hoje é dia de dar continuidade no raio-x dos playoffs com os jogos que ocorrerão no domingo.

Leia mais: Raio-x dos playoffs – Wild Card: Jogos do sábado

Miami Dolphins (AFC, seed 6) em Pittsburg Steelers (NFC, seed 3)

O primeiro jogo do domingo promote não ser nada fácil para o Dolphins, mas não se enganem, esse não é o time apático dos últimos 3 anos. Adam Gase chegou para mudar a cultura da equipe e parece estar tendo sucesso. Ao invés das mesmas velhas desculpas a cada contratempo a equipe vem superando dificuldades, tal como a perda do seu QB titular, Ryan Tannehill, que vinha jogando muito bem, e nos momentos difíceis, como na partida contra o Bills na semana 16, está se superando. Agora, a questão é se estarão preparados para o maior desafio da temporada até agora.

O Steelers tem uma das equipes mais equilibradas da liga, como pode ser visto nos diagramas das notas da PFF mais abaixo e como demonstram seus números gerais: 10º no ataque geral, sendo 5º no passe e 14º na corrida e 10 na defesa, sendo 16º contra o passe e 13º contra a corrida. O único número fora da curva da equipe é o retorno de chutes, que está em 29º. A equipe pode ter variado muito no começo da temporada mas se equilibrou depois do bye.

Defesa do Dolphins (acima), ataque do Steelers (abaixo)w18b-01-dolhpins-at-steelers
Defesa do Steelers (acima), ataque do Dolpins (abaixo)

Um fato que a figura acima ilustra claramente é a eficiência da linha ofensiva do Steelers, que contribui tanto para a proteção ao Big Ben, permitindo assim as jogadas mais explosivas em passes longos, quanto na abertura de linhas para as corridas do perigosíssimo Le´Veon Bell.

Se o histórico recente diz alguma coisa é que o Dolphins terá sérios problemas com o Le´Veon Bell no domingo. Pelas medida dos NEPs da number fire o Dolphins é 29ª defesa contra o jogo corrido e pelos nos números gerais de pro football reference ela é a 30ª e pelo DVOA. Complicando ainda mais essa situação tem o fato de que essa defesa contra o jogo corrido conseguiu ser ainda pior nos últimos jogos. Nos 9 jogos após o bye de Miami eles permitiram 203 carregadas aos adversários resultando em um NEP positivo médio de +0,07 e 48,28% de taxa de sucesso  (quando a corrida atingiu o que  era necessário para o down em questão), o que é um desvio enorme em relação à média da liga que é de NEP 0,00 e apenas 40,85% de taxa de sucesso. Uma péssima receita contra o Steelers, que para completar ainda são significativamente melhores em casa do que jogando fora, conforme ilustra a tabela abaixo, e poderão aproveitar todo o aconchego do seu grande pote de mostarda nesse domingo (Heinz Field).

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Tudo isso se soma ao fato de que os recebedores do Steelers não chamados Antonio Brown não vêm muito bem na temporada, o que pode tornar o jogo corrido ainda mais relevante nesse domingo.

Para o ataque do Dolphins, além da questão imediata de impedir que o superveterano James Harrison varra o chão com Matt Moore, será preciso fazer bom uso de Landry e Parker, especialmente em combinações que criem oportunidades pelo meio onde Timmons, Shazier e  Davis são um elo mais fraco na defesa do Steelers. Uma das grandes incógnitas, como sempre, será qual Shazier estará em campo nesta semana. O jogador teve grande atuação nos playoffs passados e quando está bem em campo parece estar em todo lugar por sua grande velocidade e ajuda a elevar o nível de toda a defesa do Steelers, mas também há jogos em que abusa no mal posicionamento ou leituras erradas, produzindo falhas na cobertura que podem ser amplamente exploradas. É essa oscilação que prejudica sua avaliação na PFF e que pode ajudar consideravelmente o Dolphins no domingo – ou não. De toda forma, não é fácil imaginar um cenário com vitória do Dolphins sem uma participação ampla e efetiva de Jay  Ajayi, ajudando a trazer os linebackers para a linha de scrimmage e liberando espaços no meio do campo para os recebedores de Miami.

Pontos para se atentar: atuação de Shazier, encaixe do jogo corrido dos Dolphins.

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The Teams line up. New York Giants v Green Bay Packers GREEN BAY, WI - JANUARY 20:  NFC Championship game at Lambeau Field on January 20, 2008 in Green Bay, Wisconsin.  photo: Sean Ryan  mobile: 07971 400 939 Address: 11 Botley Road, Park Gate, Southampton Hants S031 1AH UK  tel +44 (0)1489 579109.

New York Giants (NFC, seed 5) em Green Bay Packers (NFC, seed 4)

Finalmente chegamos naquele que deve ser o grande jogo dessa rodada de Wildcard!

Dessa vez não teremos mais Tom Coughlin mais vermelho que roupa de papel noel insandesido nas sidelines do gélido Lambeau Field e os torcedores do Packers anseiam por um resultado muito melhor do que o dos últimos dois encontros que tiveram nos playoffs em sua casa, já que ambos resultaram em dolorosas derrotas (e ainda culminaram em títulos do Giants).

Infelizmente para o Packers, nesse final de semana, como naqueles, o Giants chega para a visita nas costas de uma defesa quente e do mesmo sempre imprevisível Eli Manning, para enfrentar uma equipe do Packers que é favorita e está em um bom momento. Será que a história irá se repetir pela terceira vez? Torcedores supersticiosos do Patriots em toda parte torcem também para que não.

Embora a missão do Giants neste domingo não seja impossível, ela definitivamente não será fácil. Ser unidimensional costuma ser um grande problema na NFL e não contar com um jogo efetivo poderoso é especialmente ruim em jogos no frio e frio é o que não faltará no domingo. O Giants tem apenas o 28º ataque corrido em termos de NEP, atrás de “fortes” ataques terrestres como o do Jaguars e é ainda pior nos números absolutos com  apenas a 29ª colocação. Assim, a menos que a equipe encontre a fórmula para um jogo corrido eficaz justamente nessa semana o mais provável é que o caminho para a felicidade do Giants passe pela conexão Manning-Odell, como mostra a imagem abaixo com as avaliações da PFF:

Defesa do Giants (acima), ataque do Packers (abaixo)wk18b-02-giants-at-packers
Defesa do Packers (acima), ataque do Giants (abaixo)

O confronto de Odell e Gunter tem tudo para favorecer amplamente o Giants. Os corners e linebackers (na cobertura) são o ponto mais frágil da defesa de Green Bay e mesmo com seus excelentes safeties é improvável que a secundária consiga sozinha cobrir todas as suas deficiências. Um bom jogo de Julius Peppers pode ser decisivo em apressar Eli e força-lo a erros, mas no final o fiel dessa balança deve ser o próprio Eli, que não precisa de grandes oponentes para fazer besteiras em seus dias ruins, mas que também não parece ser “parável” mesmo por boas defesas nos seus grandes dias. Pena para o Giants é que grandes os grandes dias do Eli não têm ocorrido com grande frequência.

Olhando para Green Bay, sua maior deficiência que é mesmo a secundária, especialmente pelo lado direito, pode favorecer muito as jogadas explosivas do Giants e desequilibrar a partida e por tanto deve ser o principal foco da equipe. O ataque pode ajudar sustentando longas campanhas e mantendo a defesa fora de campo mas para isso será fundamental que o lado esquerdo da sua OL aguente a pressão de Olivier Vernon e Damon Harrison. Felizmente para o Packers, sua OL é excelente e o grande Aaron Rodgers não tem problemas em sair do pocket e improvisar.

Pontos para se atentar: atuação da OL do Packers e uso do Odell contra os jogadores mais fracos da secundária do Packers.


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Igor Seidl conheceu a NFL com o SB XXVII, mas só voltou a assistir seriamente a partir de 2008. Desde então, busca aprender mais sobre o esporte. É editor da Liga dos 32, produz uma matéria semanal e faz revisões. No twitter: @igorseidl