quarta-feira, 22 de Março de 2017

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A abertura do mercado de Free Agents é uma das épocas mais insanas do calendário da NFL! Contratações, renovações, trocas, dispensas, especulações e visitas de jogadores à franquias, preenchem os noticiários, tweets e timelines dos fãs de NFL. É sempre cedo e arriscado analisar as movimentações dessa época do ano, são inúmeros os caso de medalhões que chegam com grandes expectativas em um novo clube, ganham um salário enorme e nunca mais rendem o  que já renderam anteriormente. Por outro lado sempre há aqueles caras que chegam desacreditados, custam muito pouco e conseguem fazer um grande impacto. Mesmo com todo o risco envolvido em analisar tão cedo as movimentações dos times, quem somos nós para ter paciência? Vamos logo saber quem são os vencedores e perdedores dessa primeira semana de Free Agency:

O “moneyball” em Cleveland ganhou confiança:

Não é comum ver as pessoas tirando o chapéu para uma movimentação do Browns, mas é muito bom ver sinais de lucidez vindo da direção da equipe. Quando Paul DePodesta assumiu o comando das operações em Cleveland havia desconfiança no ar, apesar do seu histórico cinematográfico no Baseball, ele era considerado por muitos um peixe fora d’água na NFL. Mas a troca que levou Brock Osweiler e uma escolha de segundo round em troca de um alívio financeiro de Houston já deixa um legado de inovação na NFL que merece ser creditado ao executivo. Depois de preparar terreno em 2016, abrindo espaço na folha salarial e acumulando infindáveis escolhas no Draft, o time usou essa Free Agency para arredondar sua linha ofensiva e preparar o terreno para o futuro do ataque. Em um Draft com muito talento defensivo, o Browns terá muitas chances de acertar a mão e construir as bases para um futuro merecedor da sofrida e apaixonada torcida de Cleveland.

O Arizona Cardinals sai muito enfraquecido:

O time está envelhecendo e perdeu algumas das suas peças mais importantes nessa Free Agency. Calais Campbell, Kevin Minter e Tony Jefferson foram peças essenciais na defesa do ano passado e encontraram novas casas. Por outro lado as 3 principais contratações do time nesse período tem uma média de idade superior a 36 anos: S Antoine Bethea (32), LB Karlos Dansby (35) e K Phil Dawson (42). A defesa precisa de muita ajuda, especialmente na linha defensiva e na secundária. A janela da carreira de Carson Palmer e Larry Fitzgerald está fechando, o time falha em montar um elenco capaz de brigar esse ano e falha ao encontrar soluções para o sucesso futuro.

Os jovens CBs da NFL, literalmente, ganharam muito:

Trumaine Johnson assinou sua segunda franchise tag consecutiva com o Rams e é o CB mais pago da NFL em 2017, recebendo mais de US$ 16 milhões por esse ano de contrato. Com isso ele se juntou a categoria que Josh Norman criou em seu contrato com o Washington Redskins na última offseason, esse contrato de Norman já tinha mandado o sinal de alerta para os agentes dos principais CBs com o contrato encerrando e Stephon Gilmore e A.J. Bouye fizeram valer as expectativas mais otimistas com contratos de US$ 65 e 67,5 milhões em 5 anos de contrato para cada um.

A contratação de Gilmore em New England poderia até ser considerada uma má notícia para Malcolm Butler, já que o time estará menos disposto a ceder contratos imensos para dois CBs, mas este último não precisa se preocupar, caso não seja trocado agora, no mais tardar ano que vem ele terá a possibilidade de entrar nesse clube de multi milionários.

Já os RBs veteranos não conseguem achar um par nessa dança:

Tempos difíceis para ser RB na NFL… Adrian Peterson e Jamaal Charles foram os dois RBs mais bem pagos da NFL em 2016 e foram cortados impiedosamente antes da abertura do mercado, Legarrette Blount liderou a NFL em TDs corridos no ano passado com um mísero contrato de US$ 1 milhão por um ano e ainda assim foi preterido em New England. Um ponto comum entre esses 3 jogadores é que eles continuam sem encontrar um time nesse estágio da Free Agency. Até mesmo o aposentado Marshawn Lynch vem sendo especulado, mas esses caras não conseguem achar uma casa nova. A quantidade de bons RBs que virão no próximo Draft pode ser um fator mantendo o interesse nesses medalhões em segundo plano, e é bem possível que algum deles só venha a achar um emprego depois que a poeira do Draft tiver baixado.

Adrian Peterson e Jamaal Charles geram desconfiança pelo passado recente de lesões, mas o status de RB de elite ainda os rodeia suficientemente para que eles não aceitem qualquer merreca no mercado. Acontece que há muitos times com espaço sobrando na folha salarial e não há muitos nomes de impacto disponíveis no mercado, com isso é bem possível que a paciência acabe servindo para esses medalhões. Mais cedo ou mais tarde um time com cap sobrando vai acertar um contrato de um ano com esses caras que sem dúvida ainda podem ajudar muito um time precisando de um RB.

Carson Wentz respira aliviado:

No ano passado Philadelphia abriu mão de mundos e fundos para subir no Draft e selecionar Carson Wentz. Mas o time falhou m proporcionar armas que auxiliassem o sucesso do jovem QB. O time resolveu usar essa Free Agency para tentar proteger e municiar o QB: além de engrossar o caldo da linha ofensiva trazendo o antes promissor G Chance Warmack, o time investiu pesado na posição de WR contratando Alshon Jeffery em um acordo de 1 ano e Torrey Smith por 3 anos. Ainda falta um jogo corrido sólido que o técnico Doug Pederson gosta de contar, mas as perspectivas para o time de Philly são muito mais promissoras do que há um ano atrás.

Envolvidos na experiência Roberto Aguayo:

Bucs pode ter acertado na mosca em duas contratações pontuais: WR DeSean Jackson e DT Chris Baker, mas o que mais me chama atenção aqui são os desdobramentos do último Draft, onde o time fez um trade up para a segunda rodada pela necessidade de garantir os serviços do kicker Roberto Aguayo. Dois erros graves aqui: o primeiro é algo básico e deveria acompanhar o manual de instruções de qualquer GM – ninguém usa uma escolha de segundo round para escolher um kicker (quanto mais dando um trade up); seguidamente, se você vai gastar uma escolha em um kicker, escolha um bom. Buccaneers falhou violentamente nesses dois pontos e agora contrataram o veterano Nick Folk para a posição.

Mike Glennon ganhou o tratamento Osweiler em Chicago:

Mike Glennon foi um dos maiores vencedores dessa offseason, desde 2014 sem fazer um jogo como titular ele conseguiu abocanhar um contrato valendo US$ 15 milhões anuais, por 3 anos em Chicago. Ainda é possível dizer que ele tem mais experiência do que Osweiler tinha quando assinou com Houston, foram 18 jogos como titular, ao contrário dos 7 que Brock havia jogado em Denver, mas ainda assim tratamos de uma incógnita. Isso abre o caminho para que nomes como Jimmy Garoppolo salivem com as possibilidades que o futuro lhe reserva.

O fato de Mike Glennon ter recebido mais do que deveria não necessariamente faz disso um mau negócio para o Bears, já que o time ainda tem bastante espaço disponível na folha salarial. Glennon pode até surpreender e se tornar um bom QB na NFL, braço para isso ele tem. Mas mais do que uma contratação que resolverá os problemas futuros do time, esse dinheiro foi investido em alguém para tapar o buraco e dar tranquilidade para o time achar e desenvolver o seu verdadeiro QB do futuro.

O Washington Redskins não tem identidade:

É muito difícil acreditar em um projeto, quando não há um projeto claro em curso. Os torcedores de Washington se acostumaram em coçar a cabeça com as movimentações do time nos últimos 10-15 anos, mas tudo parecia estar finalmente se encaixando com uma combinação de QB e comissão técnica nova e promissora, aliada a um elenco com muito talento ofensivo. Só que aí acontece a demissão do GM justamente na abertura do mercado de Free Agents. No exato momento em que o time deveria estar executando algum/qualquer plano que tivesse desenhado nos últimos 2 meses, era a hora que o time decidiu que precisava de um novo GM. Scot McCloughan era um cara muito querido no vestiário e sua demissão foi vista com péssimos olhos por boa parte do elenco. Ele foi um dos grandes advogados da renovação de Kirk Cousins há dois anos atrás, e daí surgiu um dos primeiros motivos de desavença entre o GM e a presidência do clube. O time acordou tarde no mercado de Free Agency e conseguiu alguns bons reforços na parte defensiva, mas ainda assim cavou um buraco que talvez seja muito fundo na relação com Kirk Cousins, perdeu dois WRs veteranos que passaram das 1000 jardas no ano passado, sem contar que também perdeu tanto seu Coordenador Ofensivo quanto seu Coordenador Defensivo para o Los Angeles Rams.

Quem mais se deu bem e quem se deu mal nesse início de Free Agency? Deixem suas opiniões nos comentários aqui do site!


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