Quais os principais candidatos à técnicos principais na NFL?

6 de novembro de 2017
Tags: matérias, nfl, paulo cesar,

O cenário da NFL muda rapidamente de uma temporada para a outra. Em uma campanha você é candidato à técnico do ano após um desempenho fantástico com um elenco limitado, o que naturalmente eleva as expectativas sobre o desempenho para os anos seguintes. Então o time fracassa em cumprir tais expectativas e em um cenário que lembra muito nosso campeonato brasileiro de futebol, a alta direção começa a olhar para possíveis substitutos no mercado. Não é a coisa mais justa do mundo, mas é a realidade que temos no mundo da NFL, então como publicamos há alguns dias, já há a lista de técnicos que estão na corda bamba após metade da temporada regular até agora, então nada mais justo que especular quem pode substituir estes técnicos, procurando o desempenho de nomes como Sean McVay e Doug Pederson, dois técnicos que obtiveram muito sucesso de forma imediata.

LEIA MAIS: Quais técnicos estão na corda bamba?

Coordenadores na NFL prontos para (re)assumir a posição principal

Franck Reich – coordenador ofensivo do Philadelphia Eagles

Reich é talvez o melhor nome disponível até agora após o sucesso imediato de Sean McVay. Afinal, Reich orquestra um dos melhores ataques de toda a NFL com um segundo-anista recrutado da FCS, a segunda divisão do College Football. Wentz joga à nível de MVP neste ano no esquema do coordenador, conhecido por utilizar muitos passes e em formações pouco ortodoxas, com linha ofensiva desalinhada e vários recebedores do mesmo lado do campo fazendo rotas diferentes para confundir a defesa adversária.

Scott Linehan – coordenador ofensivo do Dallas Cowboys

Linehan é uma grande mente ofensiva, que não apenas ajudou Matthew Stafford a dar o próximo passo na evolução de sua carreira no Detroit Lions, como montou um dos ataques mais eficientes da NFL com o Dallas Cowboys usando um QB recrutado na 4ª rodada do Draft no centro dele. Falando ainda de Prescott, a segunda temporada normalmente marca uma queda natural do desempenho de QBs devido ao material disponível para estudo, mas graças a Linehan, ele continua evoluindo em seu segundo ano, o que só aumenta o mérito de Linehan nesta situação também.

Jim Schwartz – coordenador defensivo do Philadelphia Eagles

Sei que a primeira experiência de Schwartz como técnico principal não deu muito certo, mas pegar um time que não venceu um jogo sequer na temporada anterior com um QB calouro é uma missão inglória como a que Jim aceitou quando dirigiu o Detroit Lions em 2009. Agora no Eagles, ele transformou uma secundária com discutivelmente o menor talento entre todas as 32 franquias em um dos pontos fortes da equipe: jogadores físicos que sempre estão perto da bola e fazem jogadas de impacto o tempo todo, além de uma linha defensiva capaz de pressionar o QB adversário por 60 minutos. Não se engane, Schartz está pronto para dar as cartas em algum time novamente.

Pat Shurmur – coordenador ofensivo do Minnesota Vikings

Silenciosamente, Shurmur vem se colocando como um nome forte para a próxima classe de técnicos principais da NFL. Com a pior linha ofensiva da liga e Sam Bradford como QB ano passado, ele montou um ataque que se adaptava perfeitamente às necessidades do seu time: passes curtos e um recorde histórico de porcentagem de passes completos para Bradford. Este ano, a linha ofensiva melhorou consideravelmente, mas o time perdeu Bradford machucado e seu RB calouro Dalvin Cook, porém sem problemas: com Case Keenum e Jerrick McKinnon comandando as ações, o ataque continua explosivo como sempre, graças às aparições dos WRs Stefon Diggs e Adam Thielen no esquema planejado por Shurmur.

Paul Guenther – coordenador defensivo do Cincinnati Bengals

Caso alguma equipe planeje elevar uma mente defensiva para o cargo de HC, Guenther é um bom nome a se considerar. O sucesso de Mike Zimmer no Minnesota Vikings, que montou um ótimo time mesmo sem contar com um grande QB é um alento para outros times nesta situação, afinal Guenther aprendeu muito com o próprio Zimmer enquanto este era coordenador no time de Ohio. Extremamente agressivo em suas chamadas, costuma montar suas defesas com os mais variados tipos de blitz para confundir o ataque adversário que, quando funciona, é algo muito bonito de se ver. Muitos jornalistas que cobrem o Bengals ressaltam a paixão que ele traz a seus jogadores, algo muito importante também para um técnico principal.

Técnicos do College Football que valem à pena investir

David Shaw – HC de Stanford Cardinal

Já não é de hoje que Shaw, discípulo de John Harbaugh em Stanford é especulado como um dos ótimos nomes na NCAA para assumir algum cargo de HC na NFL. Shaw é ótimo líder dentro do vestiário e gosta de estabelecer o jogo terrestre de seus times, além de utilizar formações com diversos TEs atléticos que recrutou enquanto técnico do Cardinal. A nível de NFL, com jogadores ainda mais físicos e bem preparados especialmente nas trincheiras, uma grande mente como a de Shaw seria extremamente bem aproveitada por algum time que pense em elevar um técnico do College para a NFL.

Jim Harbaugh – HC de Michigan Wolverines

Para aqueles que dizem que há uma chama interna em Harbaugh para que ele volte à NFL em breve, uma temporada ruim com Michigan pode fazê-lo repensar neste assunto na próxima intertemporada. Não há muito o que falar dele, afinal a recordação de sua passagem pelo San Francisco 49ers ainda deve estar fresca na memória de todos: um ex-QB na NFL que conhece ataques como poucos e ficou a uma jogada de levar o time comandado por Colin Kaepernick ao título máximo do esporte. É um técnico capaz de cativar e ganhar o respeito de todos com uma mentalidade vencedora que rapidamente pode mudar o rumo de qualquer franquia.

Chris Petersen – HC de Washington Huskies

Um GM da NFL declarou anonimamente que Petersen é o HC do College mais bem preparado para assumir alguma franquia da NFL imediatamente, e talvez ele não esteja errado. O tipo de ataque usado pelo Huskies se assemelha e muito com o estilo de jogo utilizado na NFL, com formações usando vários TEs e buscando estabelecer um bom equilíbrio entre corridas e passes, mesmo contando com um ótimo QB em Jake Browning nos últimos anos. Além disso, é de destacar sua habilidade em forçar uma boa comissão técnica com as melhores peças disponíveis no mercado. Simplesmente um vencedor, ele assumiu um programa que não andava bem, levou aos playoffs da NCAA na temporada passada e está na disputa novamente em 2017.

Nick Saban – HC de Alabama Crimsom Tide 

Poucos sabem, mas o grande Nick Saban esteve a detalhes de se tornar o técnico principal do New York Giants em 2015. É notado também que o Indianapolis Colts já fez consultas pelos serviços do técnico de Alabama na mesma época. E o que ambas as equipes tem em comum? Um QB estabelecido dentro da NFL. Alguns vão lembrar a experiência catastrófica dele como técnico do Miami Dolphins no começo da década, mas vocês são capazes de imaginar o que teria acontecido se o time tivesse assinado com Drew Brees na segunda (e última) temporada dele na Flórida? Assim como Harbaugh, acredito que Saban tem em si uma vontade de obter sucesso na NFL para apagar a má impressão dentro da liga, mesmo que signifique abrir mão da máquina de vitórias que ele construiu em Alabama e arriscar tudo novamente para obter tal sucesso. Não por acaso, os mesmos times que o procuraram em 2015 possivelmente estarão sem técnicos ao final de 2017.

Sonho (mas nem tanto)

Jon Gruden – HC aposentado e atualmente comentarista da ESPN americana

Entra ano, sai ano e o nome de Jon Gruden é citado para retornar à NFL após construir uma boa carreira no começo da década passada. Conhecido por montar seus esquemas ofensivos baseado no talento disponível, ele já declarou que só pensaria em retornar à NFL para um time que já tenha um QB da franquia definido, ou seja, ele não quer guiar nenhuma reconstrução nesta altura de sua carreira. Seria Gruden um técnico que contou com a sorte de ter uma defesa monstruosa construída por Tony Dungy em Tampa ou uma incrível mente ofensiva que não explorou todo o potencial devido ao fato de contar com uma das grandes unidades defensivas de todos os tempos? Só há um jeito de descobrir, e é com ele reassumindo uma franquia dentro da NFL.

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Paulo César é o setorista da NFC LESTE. Analisa Giants, Cowboys, Redskins e Eagles às terças e quintas aqui no site. No projeto setoristas, falamos dos 32 times a cada duas semanas! Siga-o no Twitter para acompanhar mais da cobertura dessa divisão e debater sobre as matérias: @PcesarPJunior