quinta-feira, 4 de Janeiro de 2018

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Estamos na melhor época do ano para quem gosta de futebol americano. Depois de uma série de Bowls universitários emocionantes (a final do College Football acontece no dia 8), incluindo um Rose Bowl histórico, passando por uma briga pelas últimas vagas nos playoffs da NFL, é chegado o momento do mata-mata. É aqui que separamos os meninos dos homens! Sobraram 12 times dos 32, onde, em tese, os mais qualificados elencos darão a vida para avançar até o Super Bowl. Playoffs cheira a emoção, a clássico e a jogo para ficar na memória por muitos anos. Que o ano de 2018 comece com uma série de duelos inesquecíveis. Vamos, então, apontar algumas características de cada uma das 12 franquias ainda vivas na disputa para que você não perca nenhum detalhe.

OBS: “O pode fazer nos playoffs” é uma mera previsão e a parte menos importante da matéria.

                                                                 CONFERÊNCIA AMERICANA

                                                                     NEW ENGLAND PATRIOTS

O que fez na temporada regular: Com uma campanha 13-3, o Patriots cumpriu o que dele se esperava e chegou aos playoffs sem dificuldades. São 28.6 pontos por partida (1º), 394.2 jardas totais (1º), sendo 276.1 jardas aéreas (2º) e 118.1 jardas terrestres por jogo (10º). Na defesa, cede 251.2 jardas pelo ar em média (30º) e ocupa a 20ª posição em termos de defesa contra a corrida.

O grande destaque é Tom Brady, claro, jogador candidato forte ao prêmio de MVP e que lançou para mais jardas nessa temporada da NFL, com 4.577.

O que pode fazer nos playoffs: O New England Patriots é um fortíssimo candidato ao Super Bowl por alguns motivos. Tem muita tradição nos playoffs, é o time de melhor campanha na AFC e vai decidir sempre em Foxboro e conta com a dupla Brady e Belichick que são cirúrgicos em jogos contra o Steelers, apontado como a segunda força da conferência.

Fatores que podem pesar no mata-mata: A defesa do Patriots apresentou algumas fragilidades no decorrer da temporada, boa parte delas na secundária e envolvendo Stephon Gilmore. Os problemas de comunicação no setor foram minimizados, mas o ponto mais relevante é que apesar de o time ceder uma média alta de jardas por partida, consegue ser muito eficiente nas últimas 20 jardas do campo e é capaz de segurar os adversários e evitar touchdowns. É a quinta melhor defesa em pontos cedidos que é o que mais importa em um jogo para esse lado da bola. Ofensivamente, o time conta com o melhor QB da temporada, dono de vários anéis de Super Bowl e que não vai estar nada pressionado jogando em Foxboro até a final (caso cheguem lá).

                                                                              PITTSBURGH STEELERS

O que fez na temporada regular: Com uma campanha 13-3, o Steelers perdeu a chance de ser o cabeça de chave número 1 e decidir sempre em casa na derrota para o Patriots. Com seu respeitado ataque, soma 25.4 pontos por jogo (8º), 377.9 jardas totais (3º), sendo 273.8 pelo ar (3º) e 104.2 por terra (20º). Na defesa, cede 201.1 jardas aéreas em média (5º) e 105.8 jardas terrestres (10º).

O grande destaque da equipe na temporada foi Antonio Brown, o melhor wide receiver da NFL em 2017. Novamente em um grande ano, o jogador emendou uma sequência de jogos com números absurdos a ponto de ter sido cogitado como um possível MVP. Algo inédito para a posição em que ele atua.

O que pode fazer nos playoffs: Com um ataque capaz de desafiar qualquer oponente e uma defesa que não deve comprometer, o Steelers é a segunda força da AFC no papel. Automaticamente, é um candidato a chegar no Super Bowl. Menos que isso, vai gerar frustração entre seus torcedores.

Fatores que podem pesar no mata-mata: Conhecido por sofrer contra times ruins e jogar bem contra os fortes, nos playoffs o time deve estar com muitos motivos para jogar ligado na tomada. A defesa perdeu Ryan Shazier, talentoso linebacker, e o WR Antonio Brown sofreu uma lesão na panturrilha contra o Patriots, mas deve jogar mesmo não estando 100%. Resta saber até que ponto o melhor wide receiver da temporada conseguirá repetir sua sequência de atuações pré-lesão que o colocaram na discussão para MVP. Ben Roethlisberger cresceu na reta final muito por conta dessa conexão entre os dois e isso será fundamental se o Steelers quiser ir longe.

Nos últimos 6 jogos, Le’Veon Bell só correu para mais de 100 jardas em um deles e vai precisar mostrar mais que isso nesse que é apenas um dos aspectos do seu jogo. Em estádio aberto e com o tempo louco de janeiro, o jogo terrestre cresce em relevância. No outro lado da bola, Cameron Heyward (12 sacks) e T.J. Watt (7 sacks) vão ser muito importantes para gerar pressão sem necessidade de mandar mais que 4 homens para cima do QB. Vince Williams (8 sacks) é outro nome que pode ajudar vindo de trás como ILB. O bom desempenho da secundária contra New England jogando no homem a homem é um motivo para ter mais confiança no grupo.

                                                                             JACKSONVILLE JAGUARS

O que fez na temporada regular: Com uma campanha 10-6, o Jacksonville Jaguars conquistou muitas de suas vitórias com aquela que é considerada a melhor defesa da NFL hoje. 26.1 pontos em média (5º), 365.9 jardas por jogo (6º), 224.6 pelo ar (17º) e 141.4 por terra (1º). No setor defensivo, cede 169.9 jardas aéreas (1º) e 116.2 jardas terrestres (21º).

Como maior destaque do time, vamos selecionar um jogador da melhor defesa da NFL. Poderia ser Telvin Smith que é um dos melhores LBs da liga ou mesmo Jalen Ramsey que está anulando recebedores jogo após jogo, mas ficamos com Calais Campbell. Líder do time em sacks e segundo em toda a NFL – só atrás de Chandler Jones – com 14.5 sacks.

O que pode fazer nos playoffs: O time é favorito contra o Bills, mas chegar a uma final da AFC parece ser o teto, o que já seria algo espetacular para um elenco de um futuro promissor.

Fatores que podem pesar no mata-mata: É uma equipe que pode definitivamente surpreender por ter uma base de jogo muito bem definida. Jogo corrido forte com Fournette mais uma defesa top da NFL é sempre uma mistura de risco para quem enfrentá-los. Porém, há uma limitação clara na posição de QB graças a Blake Bortles que teve seus momentos bons mais pro fim da temporada, mas não deixou de ser um quarterback abaixo da média. Se o Jaguars chegar a depender dele para vencer, tem boas chances de se complicar. Bortles vai ter que cuidar da bola e evitar turnovers.

                                                                               KANSAS CITY CHIEFS

O que fez na temporada regular: Com uma campanha 10-6, o Chiefs foi um dos times mais inconstantes da temporada. O ataque conseguiu 375.4 jardas por jogo (5º), 25.9 pontos em média (6º), sendo 256.5 jardas aéreas (7º) e 118.9 jardas terrestres (9º). Na defesa, 247 jardas pelo ar cedidas por jogo (29º) e  118.1 por terra (25º).

O destaque do time não poderia deixar de ser Kareem Hunt, líder da NFL em jardas terrestres com 1.327. Hunt oscilou com o próprio time depois de um começo avassalador, mas de forma geral teve uma temporada fantástica.

O que pode fazer nos playoffs: Cedendo uma média de 21.2 pontos por jogo, o Chiefs terá problemas contra Steelers ou Patriots caso derrote o Titans como é o esperado. É um time para chegar nas semifinais de conferência (Divisional Round).

Fatores que podem pesar no mata-mata: O fator Kareem Hunt é o de maior peso, certamente. Com ele estendendo as campanhas e conseguindo ganhos consideráveis por terra, o jogo fica mais fácil para todo o ataque. Alex Smith pode abusar de play actions e options envolvendo ameaças de corridas e Andy Reid passa a ter a possibilidade de abrir mais o seu playbook com a criatividade que lhe é peculiar. A defesa é um grande problema, de maneira que quanto mais o jogo terrestre funciona, mais o ataque fica em campo e limita a exposição do seu calcanhar de Aquiles.

                                                                                  TENNESSEE TITANS

O que fez na temporada regular: Com uma campanha 9-7, o Titans se beneficiou dos problemas que o Chargers teve com seus kickers. A franquia de Los Angeles apresentou um potencial maior que Titans e Bills, por exemplo. Mas foi Tennessee que avançou para colocar duas franquias da AFC Sul nos playoffs. Anotando 20.9 pontos por jogo (19º), 314 jardas em média (23º), sendo 199.4 aéreas (23º) e 114.6 por terra (15º). Na defesa, cede 239.2 jardas por jogo pelo ar (25º) e 88.8 por terra (4º).

O grande destaque é o safety Kevin Byard que acumula 8 interceptações e 16 passes defendidos ao longo da temporada. Mesmo com esse desempenho fantástico, o resto da secundária não colabora e o setor é mais um daqueles considerados problemáticos para a equipe.

O que pode fazer nos playoffs: O Tennessee Titans é um time que está nos playoffs muito mais por conta do baixo nível técnico da AFC que por sua qualidade. Não deve passar da fase Wild Card.

Fatores que podem pesar no mata-mata: A inconsistência de Marcus Mariota na temporada decorre, além da sua parcela de culpa, do esquema de jogo ultrapassado que ele está inserido. O Titans não tem um ataque que mete medo nem uma defesa que inspira confiança. É um time que não aproveita o seu maior talento e não consegue estabelecer o jogo terrestre da maneira que gostaria com DeMarco Murray em uma temporada aquém do seu potencial e Derrick Henry que tem sido utilizado de maneira frustrante pela comissão técnica. Com a lesão de Murray no joelho e seu status questionável para o jogo, Henry deve ser mais utilizado. O que também não deve mudar muito as perspectivas da equipe.

                                                                                     BUFFALO BILLS

O que fez na temporada regular: Depois de uma seca de 17 anos sem chegar aos playoffs, o Bills contou com a vitória do Bengals e com sua campanha 9-7 para quebrar o tabu. Somando 18.9 pontos em média (22º), 302.6 jardas por jogo (29º), sendo 176.6 jardas aéreas (31º) e 126.1 por terra (6º). Na defesa, cede 230.5 jardas pelo ar (20º) e 124.6 (29º) por terra.

O destaque é o running back LeSean McCoy, responsável por mais de 32% das jardas que o ataque conquistou pelo ar ou por terra. Para efeito de comparação, Todd Gurley que é um dos melhores jogadores do ano conseguiu 35,8% das jardas ofensivas do Rams.

O que pode fazer nos playoffs: Pode até eventualmente surpreender o Jaguars, mas não tem força o suficiente para passar de uma rodada de semifinais dos playoffs (Divisional Round).

Fatores que podem pesar no mata-mata: O Jaguars é o favorito no Wild Card, mas com uma defesa que tem como ponto fraco o combate ao jogo terrestre, é possível que o Bills explore esse ponto a seu favor com LeSean McCoy (que se recupera de lesão no tornozelo e deve jogar no sacrifício) e Tyrod Taylor que também pode castigar por terra. O ideal era conseguir tirar o jogo do Jaguars do Fournette e fazer o Blake Bortles soltar o braço para tentar vencer, porém o Bills não é lá grande coisa se defendendo das corridas. Vai precisar se superar nesse aspecto para avançar. Em uma improvável aparição nas semifinais, não podemos esperar muito. O torcedor do Bills já está muito feliz por ter finalmente voltado aos playoffs e esse já foi um passo importante para que a franquia veja o seu futuro com olhos mais otimistas.

                                                                            CONFERÊNCIA NACIONAL

 

                                                                             PHILADELPHIA EAGLES

O que fez na temporada regular: Com uma campanha 13-3, o Eagles em algum momento foi o melhor time da NFL, mas a perda do seu QB titular preocupa. Foram 28.6 pontos em média (3º), 365.8 jardas totais (7º), sendo 233.6 aéreas (13º) e 132.2 terrestres (3º). Defensivamente, a equipe cede 227.3 jardas por jogo pelo ar (17º) e 79.2 por terra (1º).

O grande destaque da temporada foi o QB Carson Wentz que chegou a ser candidato a MVP graças à sua perfomance de ótimo nível. Como ele está fora da temporada, o DE Brandon Graham e seus 9.5 sacks e 2 fumbles forçados, além de incontáveis pressões, é um nome forte que pode pesar a favor do Eagles nessa pós-temporada.

O que pode fazer nos playoffs: Dentre as maiores probabilidades, o Eagles tem tudo para enfrentar o Saints nas semifinais de conferência (Divisional Round), o que representa um jogo bem complicado logo de cara. É um time que deve sofrer para passar por essa fase e, caso passe (não é a lógica), não deve vencer a NFC na final. Mas a temporada de 2018 com Wentz de volta promete.

Fatores que podem pesar no mata-mata: Nick Foles é o pior quarterback dos playoffs e isso diz muito porque Marcus Mariota está entre os QBs que vão atuar na pós-temporada vindo de um ano terrível. Isso fez com que o Eagles saísse do patamar de forte candidato a Super Bowl para um time que não é o mais qualificado para ir longe dentro da conferência. É isso que dá ter Nick Foles como seu “signal caller”. Como todo mundo sabe, no entanto, playoffs é outro campeonato e se Foles conseguir ao menos não comprometer, o ataque tem armas para estabelecer o jogo terrestre e facilitar o trabalho do reserva de Carson Wentz.

No setor defensivo, a equipe joga em single high principalmente nas primeiras duas descidas, o que permite a presença de mais um homem no box. Como o front seven é muito talentoso, esse grupo vai parar a corrida e vai conseguir pressionar o QB. Não à toa é uma das melhores defesas da NFL e se o ataque do Eagles lhe der uma chance, ela pode garantir uma vitória importante no mata-mata.

                                                                              MINNESOTA VIKINGS

O que fez na temporada regular: Com uma campanha 13-3, o Minnesota Vikings é um dos times mais fortes da liga. São 23.9 pontos anotados por partida (10º), 356.9 jardas totais (11º), sendo 234.6 aéreas (11º) e 122.3 terrestres (7º). Na defesa, a equipe cede 192.4 jardas pelo ar (2º) e 83.6 por terra (2º).

O grande destaque da franquia na temporada é o safety Harrison Smith, o mais eficiente defensive back em toda a NFL. Extremamente versátil, ele se alinha em diversas posições diferentes ao longo de uma partida e dificulta demais qualquer passe em sua direção. Os quarterbacks que arriscam tem, na média, um rating 22.0 contra ele. Monstro.

O que pode fazer nos playoffs: Candidato muito forte para chegar ao Super Bowl.

Fatores que podem pesar no mata-mata: O Minnesota Vikings é um time sólido nos dois lados da bola e muito bem treinado. Após a triste lesão do promissor running back calouro Dalvin Cook, Latavius Murray e Jerick McKinnon assumiram a responsabilidade e foram uma boa dupla na temporada mesmo com a queda de uma jarda em média por carregada em relação a Cook. A linha ofensiva foi o setor que mais evoluiu de um ano para outro e está sendo efetiva tanto na proteção quanto nos bloqueios para as corridas. O corpo de recebedores com a dupla Diggs/Thielen e o TE Kyle Rudolph é de muito respeito. Thielen se transformou em um dos melhores recebedores da NFL. O único ponto mais questionável do ataque – não na temporada regular, claro – é Case Keenum. Como ele vai atuar nos playoffs? Vai sentir o peso? Caso jogue como de costume, o Vikings é o grande time da NFC.

No outro lado da bola, não falta talento. Linval Joseph, Everson Griffen, Anthony Barr, Danielle Hunter, Xavier Rhodes, Harrison Smith…é uma seleção comandada por um ótimo técnico em Mike Zimmer. A segunda melhor defesa da NFL em DVOA só perdendo para a do Jaguars. Com a vantagem em relação a Jacksonville de ser bem superior no ataque. É incrível a quantidade de nomes talentosos presentes nesse elenco que já está dentro da sua “janela de Super Bowl” que é um prazo teórico que todo time eventualmente tem para disputar um SB.

                                                                               LOS ANGELES RAMS

O que fez na temporada regular: Com uma campanha 11-5, o Rams tem uma média de 29.9 pontos por jogo (1º), 361.5 jardas totais (10º), sendo 239.4 aéreas (10º) e 122.1 terrestres (8º). Na defesa, cede 217.2 jardas pelo ar (13º) e 122.4 por terra (28º).

O grande destaque é Todd Gurley que muitos consideram o MVP da NFL. Foram 2.093 jardas de scrimmage e 19 touchdowns – mesmo não tendo jogado na semana 17. Ele acumulou 1.305 jardas terrestres e 788 jardas aéreas. Essa versatilidade do running back foi de grande valia para o jovem treinador Sean McVay que soube explorar essa arma como poucos.

O que pode fazer nos playoffs: O Rams é mais um time na NFC que tem um bom equilíbrio com qualidades no ataque e na defesa. O possível cruzamento com o Vikings em uma eventual semifinal não ajuda.

Fatores que podem pesar no mata-mata: o Los Angeles Rams é a maior surpresa da temporada pela qualidade ofensiva se lembrarmos do que falava-se de Jared Goff e até de Todd Gurley – que caiu de produção em seu segundo ano – em 2016. O ataque mudou da água para o vinho nas mãos de Sean McVay e a capacidade que ele tem de facilitar o jogo para o seu QB (até mesmo fazendo as leituras pré-snap para ele) e explorar os pontos fracos do oponente vão ajudar demais a equipe também nos playoffs. Gurley está em uma temporada de MVP e pode ser o principal fator do time porque ele é o grande jogador do ataque capaz de mudar uma partida. Na defesa, Aaron Donald é o grande âncora e um dos grandes defensores de toda a liga. Ele vem fazendo a temporada da vida com 11 sacks e 5 fumbles forçados – isso porque perdeu dois jogos. Se tem um time que pode surpreender o fã da NFL menos ligado, esse é o Rams.

                                                                              NEW ORLEANS SAINTS

O que fez na temporada regular: Com uma temporada 11-5, o Saints somou 28 pontos por jogo (4º), 391.2 jardas totais (2º), sendo 261.8 aéreas (5º) e 129.4 terrestres (5º). Na defesa, cedeu em média 224.8 jardas pelo ar (15º) e 111.7 por terra (16º).

O grande destaque é Cameron Jordan, responsável por infernizar a vida dos quarterbacks e subestimado demais na NFL. Ele conseguiu um triplo-duplo que só J.J. Watt havia conseguido. Foram 13 sacks, 17 tackles para perda de jardas e 11 passes desviados.

O que pode fazer nos playoffs: O New Orleans Saints tem ataque e defesa capazes de chegar até o Super Bowl e um quarterback de renome e muita qualidade, além de experiência vencendo no grande palco da liga.

Fatores que podem pesar no mata-mata: Marshon Lattimore e Alvin Kamara chegaram mudando a cara do ataque e da defesa do time e, por isso, são candidatos a calouro do ano no seu respectivo setor. O Saints não tinha uma defesa digna há um bom tempo e agora não só conseguiu superar esse obstáculo como também mudou a forma de jogar ofensivamente, tirando todo o peso das costas de Drew Brees e fazendo uso de um monstro de duas cabeças chamado Kamara-Ingram. Sean Payton é uma das grande mentes ofensivas da NFL e ele sabe que apesar de ter um time mais equilibrado nos dois lados da bola, sempre que necessário também tem um dos quarterbacks mais precisos da história da liga para liderar a equipe.

                                                                              CAROLINA PANTHERS

O que fez na temporada regular: Com uma campanha 11-5, o Panthers somou 22.7 pontos por jogo (12º), 323.7 jardas totais (19º), sendo 192.3 aéreas (28º) e 131.4 terrestres (4º). Na defesa, cede em média 229.1 jardas pelo ar (18º) e 88.1 jardas pela terra (3º).

O grande destaque do Panthers é uma dupla: Cam Newton e Luke Kuechly. Cam tem oscilado na temporada, mas é ele o cara capaz de fazer a franquia vencer, sendo bem objetivo. Quando o QB que já foi MVP da NFL consegue encaixar seu jogo, é difícil parar sua dupla ameaça constante. Já Kuechly é um dos melhores linebackers dos últimos tempos e continua a acumular boas performances jogo a jogo.

O que pode fazer nos playoffs: O confronto no Wild Card é bem difícil. No papel, o Panthers é time de playoffs, mas nada além disso. Precisa de mais para poder ir longe.

Fatores que podem pesar no mata-mata: O grande xis da questão para o Carolina Panthers é, definitivamente, Cam Newton. Vai estar no dia dele? Se Newton conseguir proteger bem a bola no jogo aéreo, superar as dificuldades de ter à disposição um corpo de recebedores limitado e, principalmente, correr bem com a bola a ponto de deixar a defesa adversária com uma pulga atrás da orelha em toda jogada de play action, options (RPO em especial), as chances da franquia aumentam consideravelmente na pós-temporada. O Panthers tem uma defesa de muita qualidade, com destaque para seu front seven sufocante. A conclusão óbvia é que o time pode contar com sua defesa para vencer desde que o ataque faça o mínimo para dar aos seus defensores uma chance de assegurar uma vitória.

                                                                               ATLANTA FALCONS

O que fez na temporada regular: Com uma campanha 10-6, o Falcons se classificou apenas na última semana. É o terceiro time da NFC Sul nesses playoffs. São 22.1 pontos por jogo (15º), 364.8 jardas totais (8º), sendo 249.4 aéreas (8º) e 115.4 terrestres (13º). Na defesa, cedem 214.3 pelo ar (12º) e 104.1 por terra (9º).

O grande destaque é o recebedor Julio Jones que vem deixando a desejar no que diz respeito ao seu desempenho na red zone – e end zone – com apenas 3 TDs. Mas não se pode negar que ele foi uma grande arma para Matt Ryan novamente com as suas 1.444 jardas recebidas, segunda melhor marca da liga.

O que pode fazer nos playoffs: O Falcons é mais forte na teoria que na prática. Tem boas chances de cair na fase Wild Card, mas caso surpreenda e passe pelo Rams, tem uma possibilidade interessante de bater o Eagles. A final da NFC seria mais do que esse time merece.

Fatores que podem pesar no mata-mata: No papel, uma defesa com jogadores interessantes, rápida, dinâmica e jovem. Um ataque que na última temporada foi um dos maiores da história da NFL. Mas na realidade o Falcons tem sido uma equipe bem frustrante de se ver jogar, pois regularmente entrega menos do que o esperado pela capacidade que possui. A saída de Kyle Shanahan fez muito mal ao time que ainda tem um bom ataque – seria quase impossível não ter -, mas não é nem de longe tão explosivo e dominante. Apesar de ter um setor defensivo que tem lá os seus momentos, não é ele que vai ser capaz de fazer Atlanta avançar bem nos playoffs, então fica bem claro que esse peso recai sobre o ataque. Acontece que essa pontuação mediana jogo a jogo – precisam melhorar o desempenho nas últimas 20 jardas do campo – não credencia os comandados de Dan Quinn como uma das grandes forças da qualificada conferência nacional.


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  • Caio Pacheco

    Melhor defesa da NFL é a dos Jaguars? …. #skol

  • Tiago Araruna

    A do Vikings é a segunda melhor em DVOA – statística avançada que mede o desempenho em todos os aspectos do jogo.