segunda-feira, 19 de Fevereiro de 2018

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O primeiro momento importante da offseason de 2018 já está chegando. A partir de terça-feira, dia 20/02, os times poderão utilizar a Franchise Tag para garantir os direitos de jogadores importantes para a próxima temporada. Esta ferramenta pode ser aplicada até o dia 06/03. Caso os atletas que são designados com a Tag assinem o compromisso, terão um contrato de um ano totalmente garantido.

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Especulando-se que o teto salarial fique em cerca de US$ 178 milhões, a expectativa é de que os valores da Franchise Tag sejam os apresentados abaixo:

CB: US$15,04 milhões
DE: US$17,22 milhões
DT: US$14,00 milhões
LB: US$15,03 milhões
OL: US$14,14 milhões
K/P: US$4,96 milhões
QB: US$23,29 milhões
RB: US$11,90 milhões
S: US$11,34 milhões
TE: US$9,90 milhões
WR: US$16,05 milhões

Com cifras tão elevadas, a decisão de cada equipe quanto a utilização da tag é delicada e costuma ser reservada a jogadores de alto nível. Muitas vezes ela é usada como artifício para fornecer mais tempo para que o time possa ter mais tempo para negociar um novo contrato com o atleta.

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Com isso em mente, analisemos alguns dos principais candidatos a terem a Franchise Tag designada em seus nomes nos próximos dias:

RB Le’Veon Bell – Pittsburgh Steelers

O melhor jogador que pode atingir o mercado em 2018, Bell recebeu a Franchise Tag no ano passado e se revoltou com a incapacidade de chegar a um acordo por um contrato longo com o Steelers. Assim, se apresentou ao time apenas no fim da pré-temporada, mas teve mais uma ótima temporada, consolidando-se cada vez mais como o melhor RB da NFL, após ultrapassar 400 toques na bola e somar mais de 1900 jardas de scrimmage, com 11 TDs.

Bell teve uma carga de trabalho muito elevada ao longo de sua carreira, um histórico de lesões e de falhas em exames antidoping. Junte a isso o fato de que deseja ser pago como o melhor RB da NFL e como um WR número 2 de um time e o Steelers tem uma negociação muito complexa pela frente. O time já declarou que deseja renovar com sua estrela e ele já demonstrou que prefere se aposentar a jogar com a Franchise Tag novamente. De qualquer maneira, caso um novo contrato não seja alcançado nos próximos dias, a expectativa é de que Pittsburgh utilize o artifício independente das ameaças para manter Bell vinculado ao time enquanto busca sair desse impasse.

DE Demarcus Lawrence  – Dallas Cowboys

Outra situação na qual a aplicação da Franchise Tag é óbvia, Lawrence teve o melhor ano de sua carreira em 2017, quando anotou 14,5 sacks e forçou 4 fumbles como um pilar defensivo para o Cowboys, que precisa de novas estrelas no setor. Como o DE sincronizou sua explosão com a temporada na qual seu contrato de calouro expirava, deixou a franquia em uma situação complexa, uma vez que as esperanças para que mantenha este nível de desempenho são altas, mas é difícil apostar um enorme acordo financeiro em um fenômeno de apenas um ano. Por isso, a tag daria a oportunidade para o jogador lucrar enquanto prova que é um atleta de elite, com padrão para ser um dos defensores com salário mais alto da NFL.

WR Allen Robinson – Jacksonville Jaguars

Depois de se tornar uma estrela em ascensão em 2015 com mais de 1400 jardas e 14 TDs, Robinson teve uma queda brusca de valor. Isto se deve a uma temporada muito abaixo do esperado em 2016 e a uma séria lesão que lhe mandou para a Injury Reserve logo na primeira semana do campeonato de 2017. Com alguns questionamentos em relação à sua saúde e real qualidade, dificilmente receberá um contrato muito longo ou recheado de garantias. Mesmo assim, é uma peça importante para o Jaguars e o melhor recebedor no mercado, o que deve levá-lo a ser designado com a Franchise Tag, para demonstrar que 2015 não foi um acaso e contribuir em um time que chegou perto do título no ano passado.

DE Ezekiel Ansah – Detroit Lions

Um atleta muito cru quando entrou na NFL, Ansah mostrou boa habilidade ao longo dos anos. O que lhe impediu de se tornar uma estrela na liga até o momento foram seus problemas com saúde que, apesar de não lhe fazerem perder muitos jogos, limitavam seu potencial e a inconsistência, que pode ser verificada pelo fato de ter terminado 2017 com 12 sacks, mas com metade deles vindo nas duas últimas semanas.

Como um atleta capaz de partidas incríveis intercaladas com outras sumidas, mas de teto muito elevado, Ansah é um sério candidato a receber o maior contrato dessa offseason para um não-quarterback. Para agravar ainda mais a situação do Lions, ele é claramente a única ameaça que o time tem para pressionar os passadores adversários, o que deve levar a equipe a colocar a Franchise Tag nele para evitar que atinja o mercado e possa ter mais tempo para negociar um acordo de longo prazo.

OG Andrew Norwell – Carolina Panthers

Caso de sucesso entre jogadores não draftados, Norwell se consolidou como um dos melhores guards da NFL em 2017, quando foi selecionado como um All-Pro. Integrante de um forte miolo de linha ofensiva no Panthers, deve ser muito bem pago nessa offseason e deveria receber este agrado da atual franquia, com o intuito de proteger Cam Newton. Caso um novo acordo não seja alcançado até a data limite para a aplicação da tag, a expectativa é que ele seja mantido pela equipe através do artifício.

WR Jarvis Landry – Miami Dolphins

Já cogitado como potencial munição em uma troca anteriormente, Jarvis Landry foi uma máquina de recepções ao longo de seus quatro anos com o Dolphins. Um dos principais WRs de slot da liga, provavelmente deve ganhar um bom salário na Free Agency e não parece que a equipe deseja pagar um valor tão elevado para um jogador de papel limitado, que em 2017 se tornou o primeiro a receber mais de 100 passes em uma temporada e não passar das 1000 jardas. Dessa forma, é uma possibilidade para receber a Franchise Tag, mas não conte muito com isso.

CB Kyle Fuller – Chicago Bears

Por mais que a campanha do Bears em 2017 não tenha sido boa, um dos pontos positivos da equipe foi Fuller, que teve o melhor ano da carreira. Selecionado na primeira rodada do Draft de 2014, ele demorou para alcançar o potencial esperado pela franquia, mas agora se mostra uma peça que deve ser desejada para as próximas temporadas como parte importante de uma secundária jovem e talentosa, o que pode possibilitar um acordo para que receba a Franchise Tag.

WR Sammy Watkins ou S Lamarcus Joyner – Los Angeles Rams

O Rams teve uma evolução considerável no primeiro ano de trabalho do treinador Sean McVay e alcançou os playoffs pela primeira vez desde 2004. Entre os investimentos feitos na última offseason esteve a troca por Watkins, que custou uma escolha de segunda rodada. Além disso, o time teve outros jogadores que apresentaram ótimo desempenho sob o comando da nova comissão técnica, como foi o caso de Lamarcus Joyner.

Watkins representa um preço relevante que já foi pago, Joyner parece ser mais importante para a equipe no curto prazo. Alguns jornalistas que cobrem o Rams de perto declararam que o time provavelmente usará a Franchise Tag no recebedor, mas é válido destacar que o ideal seria renovar a longo prazo com um dos dois jogadores e usar a tag no outro, com o intuito de manter o time com uma boa continuidade para a próxima temporada.

DT Sheldon Richardson – Seattle Seahawks

Assim como foi o caso de Watkins, Richardson representou um forte investimento em troca. O Seahawks precisou pagar uma escolha de segunda rodada e o WR Jermaine Kearse para adquiri-lo junto ao Jets e não teve um desempenho estelar em retorno, mas recebeu um jogador sólido para o interior de sua linha defensiva. Nesta situação, o preço que já foi pago pode levar a equipe a usar a Franchise Tag, com o TE Jimmy Graham sendo uma outra opção.

QB Case Keenum – Minnesota Vikings

O Vikings teve uma ótima temporada em 2017 e só foi parado na final da NFC. Com um dos melhores elencos da NFL e um excelente treinador, a equipe tem tudo para se manter entre as maiores candidatas ao próximo título. No entanto, a primeira coisa que deve ser feita é definir como gerenciar sua situação de quarterbacks. No fim do último campeonato, o time tinha quatro passadores no roster ativo, sendo eles Sam Bradford, Case Keenum, Teddy Bridgewater e Kyle Sloter. Como apenas o último está sob contrato em 2018 e não é visto como uma opção para titular no momento, a expectativa é que o GM Rick Spielman traga um ou dois nomes de volta.

Entre as três opções, a única que se encaixa com este texto é Keenum, que teve um ano acima da média e o melhor de sua carreira por larga margem, o que deve levá-lo a receber um bom contrato nesta offseason. Como forma de testar se o QB veio para ficar, o Vikings pode colocar a Franchise Tag nele para determinar se vale uma extensão após a temporada. Contudo, o esperado é que a equipe encontre alguma solução de forma mais barata ou invista em um nome como Kirk Cousins.

QB Kirk Cousins – Washington Redskins

Após a troca do Redskins por Alex Smith, esta é a situação que se apresenta como a mais esdrúxula, mas foi especulada por alguns membros da mídia, então vale algumas palavras. Toda a teoria por trás da aplicação da Franchise Tag em Cousins viria do fato do time de Washington buscar algumas escolhas de Draft por seu QB das últimas temporadas. Entretanto, como ele já recebeu a tag duas vezes seguidas, seu salário escalaria de maneira absurda para cerca de US$ 34,5 milhões, que seriam totalmente garantidos.

Esta seria uma abordagem extremamente arriscada, já que nenhum outro time trocaria por Cousins sem ter a certeza de que teria um contrato renovado a longo prazo em sequência. Além disso, caso ninguém morda a isca, o que parece bastante provável, o Redskins ficaria com quase US$ 60 milhões de sua folha salarial presos em dois quarterbacks, o que destruiria a flexibilidade do time para a offseason. Sendo assim, é amplamente esperado que Cousins atinja o mercado.


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