segunda-feira, 26 de Fevereiro de 2018

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A partir de terça-feira, começa o NFL Combine, evento que irá do dia 27/02 até 05/03, com os atletas indo para campo a partir de 02/03. Nele, diversos dos principais prospectos que estarão elegíveis para o próximo Draft irão realizar uma série de testes físicos com o intuito de demonstrar suas capacidades atléticas em provas de velocidade, agilidade, explosão e força. Além disso, o Combine conta com exames médicos e de lógica, medições, treinos específicos para cada posição e permite aos times entrevistarem os jogadores.

Por isso, é muito comum ver as ações de muitos atletas mudarem substancialmente após o evento, o que pode acontecer por diversos motivos. Para ajudar a acompanhar um pouco melhor o que há em jogo no Combine, separamos alguns jogadores que dependem de um grande desempenho na semana para consolidar o interesse da NFL e os dividimos em seis categorias.

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Os quarterbacks

A classe de quarterbacks de 2018 foi amplamente vendida como uma das melhores dos últimos tempos. A grande verdade é que embora seja recheada de bons jogadores e que possa ter até cinco ou seis atletas saindo na primeira rodada do Draft, todos os nomes aqui precisam responder algum grande questionamento. Como os treinos de lançamentos são realizados com recebedores com os quais os QBs nunca tiveram contato, muitas vezes os principais prospectos costumam pular esta etapa do Combine, mas dessa vez todos participarão.

Entre os maiores nomes do Combine, Baker Mayfield (Oklahoma) precisa de uma boa medida oficial para sua altura e responder questões com relação a sua maturidade para os times, Josh Rosen (UCLA) é visto por alguns scouts como uma bomba-relógio no vestiário por sua abertura para falar o que pensa, Sam Darnold (USC) deve ter um bom encontro com as equipes, mas precisa mostrar bom desempenho em campo com sua mecânica alongada de lançamento.

Por fim, Lamar Jackson (Louisville) e Josh Allen (Wyoming) precisam de um Combine completo, com boas exibições como passadores, desempenho acima da média como atletas e entrevistas esclarecedoras, uma vez que são os prospectos mais polarizantes do Draft.

Os que querem se consolidar no topo do Draft

Muitas vezes o Combine serve para fazer com que um jogador esquecido pelos olheiros ganhe atenção com seus resultados nos testes físicos ou que outros consigam ser draftados baseados simplesmente no potencial atlético. No entanto, existem casos como os do DE Bradley Chubb (NC State), OG Quenton Nelson (Notre Dame) e RB Saquon Barkley (Penn State), que poderão consolidar seus postos como talentos de top 5 com uma semana estelar.

Os que precisam de um ótimo teste atlético

O Combine é conhecido como “Olimpíadas de Roupa de Baixo” porque o grande destaque é dado para as provas físicas, que oferecem a possibilidade dos prospectos demonstrarem suas habilidades atléticas. Entre os jogadores que precisam de bons resultados está o WR James Washington (Oklahoma State).Ele foi um dos jogadores mais produtivos no nível universitário ao longo de sua carreira, na qual se mostrou um exímio alvo em profundidade. Contudo, não parece excepcionalmente rápido nem tem um tamanho comum para um recebedor, o que torna seu tiro de 40 jardas essencial para que garanta uma vaga nas duas primeiras rodadas. Esta mesma prova é de extrema importância para alguns wide receivers altos e físicos, como Auden Tate (Florida State) e Marcell Ateman (Oklahoma State), companheiro de Washington.

Outros nomes que precisam se provar atletas de elite são o OT Orlando Brown (Oklahoma), que muitos acreditam ser apenas muito forte e grande, o OT Connor Williams (Texas), que também tem muito a ganhar nas medições e exames médicos, e o pass rusher Marcus Davenport (UTSA), que precisa demonstrar que seu domínio físico contra concorrência de nível baixo é capaz de se traduzir quando comparado ao padrão de atleticismo da NFL.

Os que precisam esclarecer questões fora do campo

É normal que muitos jogadores talentosos tenham diversos problemas durante suas passagens na universidade. Assim, as entrevistas individuais com os times são de suma importância para que possam tentar mostrar seus lados das histórias e esclarecer eventuais dúvidas que possam surgir que impactem suas ações no Draft. Um caso é o do CB Holton Hill (Texas), muito talentoso, mas que supostamente falhou em uma enorme quantidade de exames antidoping, o que inclusive lhe levou a ser suspenso pelo programa.

O WR Antonio Callaway (Florida) é outro caso significativo, uma vez que é um recebedor explosivo e que estaria entre os principais da classe se não fosse a série de problemas extracampo nos quais se envolveu. Primeiro ele teve uma acusação de violência sexual, que foi posteriormente retirada, e, em seguida, uma de fraude de cartão de crédito, o que provocou sua suspensão pela universidade por toda a temporada de 2017. Além disso, ele tem um histórico de consumo de maconha, que ainda é uma substância ilegal para a NFL. Some tudo isso e é fácil perceber os motivos pelos quais os times tem ressalvas e porque o Combine é tão importante para ele.

Entre outros nomes que podem ser citados aqui estão o WR Jordan Lasley (UCLA), de grande produção em 2017, mas que foi suspenso pelo programa em múltiplas ocasiões, e o DE Arden Key (LSU), que entrou no ano como um dos nomes mais visados e decepcionou massivamente, inclusive deixando o time durante a pré-temporada, em uma história que ainda não tem explicação.

Os que precisam de um exame médico limpo

Muitas vezes jogadores de muito talento são derrubados nos rankings dos times por conta de um histórico de lesões severas. Neste sentido, o Combine é um momento chave para que os prospectos que tiveram problemas médicos mostrarem que estão saudáveis e que seus corpos estão preparados para os rigores da NFL.

Dentro deste grupo, o nome que mais se destaca é o do RB Nick Chubb (Georgia). Ele surgiu como uma estrela em 2014, mas sofreu uma terrível lesão no ano seguinte, quando rompeu múltiplos ligamentos no joelho esquerdo. Ao retornar, a sua explosão não era mais a mesma, apesar de ter dado sinais de recuperação em 2017. Por isso, Chubb precisa de exames cristalinos para mostrar para a NFL que ainda pode ser o prospecto de alto nível que era esperado quando apareceu pela primeira vez.

Também será interessante acompanhar as situações do WR Anthony Miller (Memphis), que desistiu de participar do Senior Bowl por conta de um problema no pé, do LB Jack Cichy (Wisconsin), que sofreu rupturas no ligamento cruzado anterior e no músculo peitoral nos dois últimos anos, e o RB Mark Walton (Miami), que teve bom desempenho em 2017 até fraturar o tornozelo direito após apenas quatro jogos, o que lhe fez perder o restante da temporada, mas não foi o suficiente para afastá-lo do Combine.

Categoria Shaquem Griffin

Uma das histórias mais emocionantes do Draft de 2018 é a do LB Shaquem Griffin (UCF). Irmão gêmeo de Shaquill Griffin, atual CB do Seahawks, ele foi peça muito importante no elenco de Central Florida, que terminou a temporada invicta, incluindo uma vitória sobre Auburn no Peach Bowl. Muito rápido, Griffin tem boa habilidade em blitzes e um ótimo alcance para realizar tackles por toda a extensão do campo. Com estas qualidades, sem um histórico de lesões nem de problemas de comportamento, por que Shaquem tem uma categoria própria?

A resposta é simples, ele não tem a mão esquerda. Nascido com uma doença que limitou o crescimento de seus dedos, Griffin teve a mão amputada aos quatro anos para minimizar as dores que sofria. Mesmo assim, seguiu praticando esportes em alto nível com naturalidade. No entanto, para chegar à NFL terá que desempenhar um ótimo papel nos testes atléticos, sanar dúvidas com relação a sua técnica de tackles e mostrar para as franquias que é um grande líder, além de jogador muito produtivo. Dessa forma, Shaquem poderá garantir que vai ser escolhido no Draft apesar de sua deficiência.


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