O Super Quarterback S02E02

18 de novembro de 2016
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the fumble - L32

Confira o que rolou no episódio de estreia da Temporada 2 aqui

Em  seu laboratório, Frank preparava para ele uma espécie de armadura. Sua vontade de vingança contra Thomas era o que lhe motiva a trabalhar dia e noite a fio, praticamente sem pausa para descanso.

Thomas estava em sua casa olhando fixamente para seu uniforme de Super Quarterback. Naquele dia ele tinha marcado um encontro com Ellen, quando na verdade ela achava que iria encontrar o Super Heroi. De pé de frente para seu guarda-roupa ele se lembrava da conversa que teve pouco antes com a amiga.

– Thomas… – chamou de forma tímida Ellen.

– Diga!

 – Quero muito te pedir um favor, mas estou sem jeito de falar!

– Mas diga, não precisa ter cerimônia.

– Você conhece o Super Quarterback?

– Sim, tenho contato com ele, por que?

– Queria me encontrar com ele.

Desde que fora salva pelo nosso herói, Ellen não conseguia tirar o pensamento dele. Estava apaixonada, mesmo sem imaginar quem era a pessoa por trás daquele uniforme.

Thomas pensou em dizer que não armaria o encontro, mas não podia negar um pedido de sua amiga.

De volta ao quarto de Thomas, ele já estava pronto, só faltava colocar o capacete. Se olhou no espelho e um sentimento de culpa lhe bateu.

Estava se sentindo mal, pois no fundo estaria enganando sua amiga, ela achava que estava se encontrando com o Super Quarterback.

– Mas ela está se encontrando com ele! – disse para si mesmo. Com ele não, comigo… Droga! O que eu faço?

Se sentou na beira de sua cama e, com o capacete nas mãos, continuava pensando se deveria seguir com aquilo, não queria mentir para Ellen. Seu celular então tocou. Era uma mensagem da garota, dizendo: THOMAS ESTOU NO LUGAR MARCADO, SERÁ QUE ELE DEMORA?

O lugar marcado era no parque da cidade, embaixo de uma árvore.

Thomas se decidiu, vestiu o capacete, se olhou no espelho e disse:

– É melhor ir você ir, não a deixe esperando.

Ele foi e chegando lá se admirou com a beleza de Ellen. A garota vestia um vestido rosa, simples, até na altura dos joelhos. Alças finas deixavam seus ombros à mostra, Os cabelos soltos caiam pelos ombros e a poucos metros, Thomas pôde sentir seu perfume.

Tímido, ele foi chegando de mansinho e a chamou:

– Ellen?!

Ela levou um pequeno susto que a fez virar quase num pulo, mas ao se virar, sorriu ao ver quem lhe chamara. Seu sorriso fez Thomas sentir um leve tremor nas pernas, mas logo se recuperou.

– Não acredito que você veio!

Sem graça, ele respondeu:

– Pois é…

– Desde aquele dia que você me salvou eu não consigo tirar você da cabeça, precisava muito te agradecer.

– Não precisa, fiz meu trabalho. Eu acho.

– Claro que preciso, você é meu herói!

– Sou o único que você conhece pessoalmente, por isso.

Ela riu do comentário.

– Mas então, o Thomas falou de mim?

– Claro, ele te elogiou muito. – Thomas estava se sentindo estranho falando de si mesmo na terceira pessoa. – Te elogiou demais tanto que me convenceu a vir até aqui.

– O que ele disse?

– Ah! Que você é uma garota incrível, em todos os sentidos, Amiga de verdade, companheira, esperta, inteligente…

– Nossa, ele caprichou.

– E linda, ele frisou bem o linda. Ele disse assim: A Ellen é LIN-DA!

– Sempre exagerado esse meu amigo.

Thomas se sentou ao lado de Ellen e os dois ficaram ali conversando. Até que Ellen perguntou:

– Queria saber quem é você. Poderia tirar o capacete.

Thomas ficou em silêncio.

– A resposta é não?

Ele assentiu.

– Por que?

– Todo herói tem que manter a identidade, está no manual.

– Qual manual?

– Não sei, deve ter um.

Os dois riram.

– De onde conhece o Thomas?

– É uma longa história. Ele me ensinou umas táticas.

– Sério?

– Sim, ele é bom.

– Muito, uma pena que ele não pode mais jogar depois do acidente.

– O acidente? – ele fingiu que não sabia.

– Sim, o lustre da escola caiu em cima dele, é uma sorte sem tamanho ele estar vivo.

– Ah, sim. Ele comentou comigo. Devido a isso ele não pode mais ser jogador.

– Sim! Ele ia jogar na universidade. Eu nunca disse ele pra ele, mas senti uma pena imensa quando isso aconteceu.

– Por que não disse?

– Ele não ia gostar de saber que sentimos pena dele.

– Mas isso não é ruim.

– Na minha cabeça é. Sentimento de pena pode ser mal interpretado.

– Isso é.

Thomas a olhou e sentiu ainda mais carinho pela amiga.

– Agora sou eu que quero fazer uma pergunta.

– Diga Super Quarterback.

– Você e o Thomas…

– Eu e ele?

– Você sabe.

– Se namoramos?

– Isso.

– Nunca, somos muito amigos, não daria certo.

Isso feriu Thomas, nem seus ossos de titânio resistiram a essa dor.

– Por que você perguntou? Ele falou algo?

– Não! Foi uma dúvida boba. Eu preciso ir.

– Mas já?

– Estamos há horas aqui.

– Verdade! Obrigada por ter vindo.

Os dois se abraçara.

– Ei, olha isso.

Thomas segurou Ellen pela cintura e acionou seu propulsores. Os dois saíram voando. Ele pousou próximo a rua de onde ela morava.

– Como sabe que eu moro aqui perto?

– Thomas me disse. Pediu para te deixar em casa.

Depois de se despedir de Ellen, Thomas estava voltando para casa quando notou alguma coisa estranha. Algo estava errado em uma parte da cidade…

CONTINUA…

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Carlos Oliveira conheceu a NFL em 2011 e, desde então, se tornou uma de suas paixões. Na coluna “The Fumble”, fala de futebol americano com um toque de bom humor já conhecido através do seu perfil no twitter, o Cantadas NFL (@NFL_Cantadas). Também comanda a seção Bizarro Mundo Oval às sextas.