O que podemos tirar de mais importante de cada equipe da AFC Norte através da pré-temporada?

5 de setembro de 2017
Tags: bengals, browns, fernando mossmann, Notícias do Dia, ravens, steelers,

Na última quinta-feira (31), a pré-temporada 2017 da NFL teve fim. Todos os 16 jogos foram realizados em um mesmo dia, e foi a última oportunidade que tivemos para observar jogadores que já estávamos esperando algo, se surpreender com atletas que tenham mostrado potencial onde não era imaginado, e se decepcionar com algumas possíveis decepções e lesões inesperadas. Dos quatro times da AFC North, três saíram vitoriosos de seus últimos confrontos. O Pittsburgh Steelers bateu o Carolina Panthers por 17 a 14, o Cleveland Browns venceu o Chicago Bears por um sonoro 25 a 0, e o Ravens derrotou o Saints por 14 a 13. O Bengals foi o único que não comemorou uma vitória na quinta-feira após ser derrotado por 7 a 6 pelo Indianapolis Colts em um jogo muito morno.

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Começando a partir da ordem alfabética, o Baltimore Ravens foi o time da divisão norte da conferência americana que menos comemorou nesta pré-temporada, na verdade, praticamente só há motivos para lamentação. A equipe foi a mais prejudicada de toda a liga quanto a lesões. Praticamente todos os setores, tanto do sistema ofensivo quanto do sistema defensivo, tiveram baixas no Training Camp e posteriormente nos jogos da pré-temporada. A lista é grande: Tavon Young (ACL), Alex Lewis (ombro), Crockett Gilmore (MCL), Kenneth Dixon (menisco), Dennis Pitta (costela). Todos esses jogadores sofreram lesões que lhe tiraram completamente da próxima temporada regular. Além disso, o C John Urschel se aposentou de forma inesperada. Além disso, o QB Joe Flacco está lidando com uma lesão nas costas que lhe tirou do TC e dos jogos até aqui, é só voltará a ação na primeira semana da temporada regular. Nesse caso toda atenção é pouca, tendo em vista que a linha ofensiva do Ravens não é das melhores, deve-se atentar para um possível agravamento do problema do QB.

Já o Cincinnati Bengals entrou no mês de agosto com uma grande dúvida em mente. Como essa linha ofensiva, com a saída de Kevin Zeitler e Andrew Whitworth irá se comportar em 2017? O time se reforçou muito bem no ataque trazendo playmakers como o wide receiver John Ross e o running back Joe Mixon, mas nada disso irá ser importante se a linha ofensiva não tiver uma boa performance abrindo espaço para as corridas dos RBs e dando tempo a Andy Dalton para achar a melhor jogada possível. Quanto a isso, os fãs do Bengals tiveram um alívio nesta pré-temporada. Por mais que estes jogos não representem 100% como uma equipe irá performar na temporada regular, os dois substitutos de Zeitler e Whitworth, Cedric Ogbuehi e Jake Fisher, fizeram bons jogos e não mostraram nenhuma falha grave que pudesse comprometer o desempenho do sistema ofensivo. Após uma péssima temporada em 2016, com uma campanha de seis vitórias, nove derrotas e um empate, o Bengals promete vir mais forte em 2017.

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O Cleveland Browns, por sua vez, ao contrário do rival de divisão Baltimore Ravens, tem bastante coisas para comemorar. Primeiramente, Myles Garrett. O calouro que foi a primeira escolha geral deste último NFL Draft tinha muita pressão sobre suas costas, e provou que toda a expectativa sobre ele não irá se transformar em decepção. Garrett fez bons primeiros jogos e com toda certeza vai evoluir ao longo da temporada regular. No sistema ofensivo, a linha ofensiva mostrou uma evolução comparada a formação do ano passado, e DeShone Kizer, sem dúvida alguma, foi uma grata surpresa. O time que há tanto tempo procura por um QB talvez tenha achado, meio “sem querer”, esse atleta em Kizer. O garoto mostrou que pode ser uma ótima opção para a equipe, sendo versátil também para deixar a defesa adversária com um ponto de interrogação na cabeça sobre uma possível corrida dele, apesar de ter se mostrado um bom passador dentro do pocket, algo parecido com Andrew Luck e Russell Wilson. Sem dúvida alguma, acompanhar o que Kizer irá fazer neste ano será muito interessante.

Por fim, mas não menos importante, Pittsburgh Steelers. O time, é claro, continua sendo o favorito para o título da divisão e uma das únicas ameaças ao reinado do New England Patriots na  conferência americana. Big Ben Roethlisberger, por mais um ano, continuará comandando o sistema ofensivo do time, com Le’Veon Bell e Antonio Brown como seus principais aliados. Bell, que fez uma espécie de greve nesta inter-temporada, assinou um contrato de mais um ano e novamente tem tudo para ser um dos, senão o melhor running back da liga. Já Brown terá reforços neste ano ao seu lado, como, principalmente, Martavis Bryant, e o rookie JuJu Smith-Schuster. Isto, assim como no caso de A.J. Green e John Ross, do Cincinnati Bengals, pode fazer o jogador ter uma participação ainda mais importante dentro de campo. Talvez menos recepções e menos jardas, mas um impacto maior em TDs, por exemplo. No sistema defensivo, um novato, com nome de “gente grande”, mostrou ter bastante potencial e que pode ser um destaque bem positivo neste ano. T.J. Watt fez bons jogos e foi também um atleta bastante reconhecido pelo que fez no training camp. No mais, a secundária continua sendo o ele fraco da equipe, mas dá sinais de melhora. O segundo anista Artie Burns têm mostrado uma evolução contínua, e a recente chegada do CB Joe Haden deve melhorar um pouco mais o setor, além de dar mais confiança ao garoto.


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Fernando Mossmann é o setorista da AFC NORTE. Analisa Steelers, Ravens, Bengals e Browns às segundas aqui no site. No projeto setoristas, falamos dos 32 times a cada duas semanas! Siga-o no Twitter para acompanhar mais da cobertura dessa divisão e debater sobre as matérias: @Fernando_insL32