quinta-feira, 15 de Março de 2018

Compartilhe

A péssima campanha de 3-13 em 2017 expôs tanto problemas internos como buracos graves no elenco do New York Giants. Por mais que a falta de pulso e as decisões contestáveis do então head coach Ben McAdoo tenham tido certa parcela de culpa nisso, existe muito mais a ser consertado do que a mera troca dele por Pat Shurmur. Assim, Samoel Oliveira (@OliveiraSamoel) pergunta: o que podemos esperar para o futuro da franquia?

Para ter a sua pergunta respondida aqui na próxima coluna, envie-a no Twitter para @massaricarlos! Toda quinta-feira, uma questão será selecionada para ser dissecada nesse espaço!

Nada é tão importante para uma franquia na NFL como ter um franchise quarterback. Por anos, o New York Giants esteve tranquilo nesse quesito com Eli Manning, mas agora o irmão mais novo de Peyton apresenta claro declínio e está possivelmente no crepúsculo de sua carreira. Ao que tudo indica, ele ainda será o titular em 2018, mas encontrar um bom substituto é fundamental para o futuro da equipe.

LEIA MAIS: Qual o futuro da defesa do Seattle Seahawks?

É provável que isso aconteça no próximo draft, em abril. Com a segunda escolha geral, o Giants está em ótima posição para selecionar alguém do grupo composto por Sam Darnold, Josh Rosen, Josh Allen e Baker Mayfield. Resta saber se a franquia manterá esse posicionamento ou preferirá ter um arsenal maior de escolhas e selecionar mais abaixo: há especulações de que o Buffalo Bills tentará uma grande troca com a franquia de Nova York.

Independente de quem seja o quarterback em 2018, o maior problema a ser contornado é a linha ofensiva. Apesar de ter cedido um número mediano de 34 sacks na temporada, a unidade fez com que os quarterbacks estivessem rotineiramente correndo por suas vidas.

Há boas e más notícias sobre a linha ofensiva do Giants. A boa é que o maior culpado por todo esse problema, o left tackle Ereck Flowers, não será mais o responsável por proteger o blind side de Eli Manning ou seu sucessor: Nate Solder, ex-Patriots, foi contratado nesse quarta-feira. A má é que o bom center Weston Richburgh (que atuou apenas em quatro jogos em 2017) foi embora para o San Francisco 49ers e deixa um grande buraco a ser resolvido pelo meio. Justin Pugh, que vem de péssima temporada, também não deve renovar.

No momento, essa linha tem para 2018 Solder como left tackle, mas só atletas de nível abaixo da média para a NFL pelo resto – Brett Jones, center que pode ser o substituto de Richburg (já o foi em 2017 e recebeu uma tender de segunda rodada), e Patrick Omameh, guard que veio do Jacksonville Jaguars, não deveriam ser titulares de uma linha ofensiva que se preze.

LEIA MAIS: Existe racismo contra quarterbacks negros na NFL?

O fato é que esse é um ataque em reconstrução e que tenta aos poucos colocar suas pedras fundamentais em jogo. Há todo o talento de Odell Beckham Jr (free agent após a próxima temporada, mas a franquia não deve deixar que saia), há o bom Sterling Shepard, há Solder e há a mente brilhante de Shurmur no comando. O resto será colocado pouco a pouco, a partir de um quarterback em abril e das outras peças que o draft conseguir trazer.

Para esse ataque, segundo pior da NFL em 2017 em pontos por jogo, o momento ainda é todo de transição. Melhoras podem ocorrer com a volta de Beckham Jr. e com Shurmur no comando, porém, provavelmente a última temporada de Eli Manning ainda será bem complicada. A partir de 2019, o desenvolvimento de um novo quarterback e a aquisição de outras peças importantes podem levar a dias melhores.

A defesa do Giants também sofreu em 2017. Só que nela existe um pouco mais de talento bem posicionado: Janoris Jenkins e Landon Collins são dois pilares para uma ótima secundária, Jason Pierre-Paul e Olivier Vernon são talentos como defensive ends e Damon Harrison, apesar de uma idade um pouco mais avançada, é excepcional contra o jogo terrestre. O que falta é preencher as demais posições, especialmente com bons linebackers.

LEIA MAIS: Quais são os candidatos a “Eagles de 2018”?

O fundamental para o general manager Dave Gettleman, também novo no cargo, é manter esses talentos já existentes na equipe e conseguir fazer bons drafts nas próximas temporadas para formar um elenco competitivo novamente. É um processo lento e que não acontece de uma hora para outra, especialmente quando há setores inteiros tão carentes – caso da linha ofensiva e do corpo de linebackers.

Por isso, é difícil de imaginar que o New York Giants seja competitivo já em 2018. É de se esperar uma campanha melhor do que 3-13, especialmente se os principais atletas conseguirem ficar saudáveis ou longe de suspensões, mas ainda não há o suficiente para brigar por playoffs.

Se Gettleman e Shurmur se juntarem em um trabalho de alto nível, adicionando boas peças, segurando suas estrelas e, principalmente, acertando na escolha do sucessor de Eli Manning, o Giants pode voltar ao topo dentro de duas ou três temporadas. Mas o caminho da reconstrução é sempre árduo na NFL: recrutamento não é uma ciência exata, erros acontecem e alguns deles jogam sua franquia cinco anos para trás. Para o torcedor da franquia, a esperança é que esses tropeços mais graves não aconteçam.

Mas essa é a NFL: você vai do topo ao fundo do poço rapidamente, a escalada de volta é mais difícil. O Giants chegou ao segundo estágio em 2017 e resta saber em quanto tempo se levantará.

Acompanhe nosso conteúdo mais de perto e fique por dentro de tudo o que rola na NFL e NCAA: Siga nosso Twitter e curta nossa página no Facebook. Para ganhar DEZENAS de benefícios e se tornar um apoiador do site e do nosso trabalho, clique aqui.

Compartilhe

Leave A Reply