quarta-feira, 18 de Abril de 2018

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Faltando pouco mais de uma semana para a primeira rodada do Draft, é o momento propício para falar sobre um grupo de prospectos que divide opiniões, os Wide Receivers. Após três anos com a maioria dos recebedores escolhidos na 1ª rodada decepcionando, chegamos a classe de 2018. Será que o grupo atual é superior aos últimos? Hoje vamos falar sobre os principais nomes da classe, e o que podemos esperar dos futuros WRs da NFL.

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Após a fantástica classe de 2014 que nos apresentou nomes como: Odell Beckham JR, Mike Evans, Sammy Watkins, Allen Robinson, Brandin Cooks e Jarvis Landry; tivemos, nos últimos drafts, grupos de WRs que deixaram a desejar. Levando em conta, principalmente, os prospectos escolhidos na primeira rodada nos últimos três recrutamentos, é possível observar que, até o momento, as decepções são muitas.

Em 2015, Amari Cooper, Kevin White, DeVante Parker, Nelson Agholor, Breshad Perriman e Phillip Dorsett foram escolhidos na 1ª rodada. No ano seguinte, Corey Coleman, Will Fuller, Josh Doctson e Laquon Treadwell foram selecionados na rodada inicial. Por fim, no ano passado, Corey Davis, Mike Williams e John Ross foram selecionados na etapa inicial do draft e, incrivelmente, dentro do Top 10.

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Observando os 13 nomes acima, a sensação é que pouquíssimos mereciam ser escolhidos na 1ª rodada. Vale lembrar que, obviamente, os jogadores selecionados, principalmente, no ano passado, possuem pouco tempo na liga e ainda podem se tornar jogadores sólidos. Em geral, os analistas entendem que o ideal é aguardar, no mínimo, três anos antes de afirmar que um atleta se tornou o chamado Bust. Se a cautela nos impede de afirmar que muitos desses jogadores fracassaram (vide a última temporada de Agholor), por outro lado, não podemos deixar de constatar que, a grande maioria deles, (exceção, talvez, para Amari Cooper em suas duas primeiras temporadas), não teve o impacto que se esperava para um jogador escolhido na primeira rodada. Algo que fica ainda mais latente se considerarmos que alguns foram escolhidos no Top 10. Dito isto, projetando a classe de 2018, infelizmente, o cenário não parece ser diferente, pois poucos jogadores deste grupo são prospectos sólidos, principalmente, para a primeira rodada.

Olhando para os principais nomes da classe deste ano, a primeira coisa que precisa ser destacada é que nenhum deles é um talento digno do top 10. Mesmo Calvin Ridley, que é considerado pela maioria dos especialistas como o melhor jogador da posição, não possui, em teoria, as ferramentas físicas, para ser um WR 1 na NFL. Além disto, um combine abaixo da média, e sua idade considerada elevada para um calouro (completará 24 anos em 2018), levantaram mais alguns questionamentos sobre o jogador. No entanto, em campo, Ridley demonstra uma precisão incrível em suas rotas, mãos confiáveis e muita agilidade para criar separação dos recebedores. Estas, que são qualidades fundamentais para um grande WR da NFL, tornariam Ridley um digno jogador do TOP 10, porém, quando colocadas lado a lado aos citados questionamentos, acabam deixando Calvin cercado por mais incertezas do que seu talento mereceria.

Outro jogador que, provavelmente, será chamado por Roger Goodell no próximo dia 26 é Courtland Sutton, WR de SMU. Aqui temos um caso que é, em alguns aspectos, oposto ao de Ridley. Jogador alto e forte, Sutton também demonstrou outras qualidades físicas acima do esperado durante o combine. Além disto, o biotipo perfeito para a função coloca o jogador como o mais preparado fisicamente para ser um WR 1 na NFL. Outra qualidade de Sutton que deve atrair muitos interessados é sua efetividade na red zone, onde se utiliza muito bem de seu tamanho e de sua envergadura privilegiada. No entanto, tecnicamente, Sutton carece de um maior aprimoramento. Seja percorrendo rotas, ou mesmo em seu release após o snap, o WR precisa evoluir para que suas outras qualidades possam se sobressair na NFL.

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Mesmo com as observações já feitas sobre os dois principais prospectos da posição, Ridley e Sutton são as duas únicas “certezas” na primeira rodada; o que, inegavelmente, é um alerta em relação ao nível desta classe. O WR de Maryland, DJ Moore, é outro nome que tem despontado nesta reta final do processo e tem boas chances de estar entre os 32 primeiros prospectos selecionados. Um dos jogadores preferidos deste que vos escreve dentre todos os disponíveis neste draft, Moore tem uma combinação muito interessante de velocidade e força. Além  disto, o ex-jogador de Maryland é extremamente dinâmico, atlético (algo comprovado no combine), e bastante versátil. Outra característica de DJ que merece destaque é sua capacidade de conquistar jardas após a recepção, algo muito importante na NFL atualmente. Assim como Ridley, Moore também não possui o tamanho esperado para um WR 1, além de ter tido alguns problemas com drops, no entanto, com todas as suas qualidades, pode se transformar em uma importante arma ofensiva nas mãos de um coordenador criativo.

Em relação aos demais WRs da classe, temos mais alguns nomes que possuem qualidades e, em algum momento, foram cogitados para a primeira rodada. Neste “grupo” encontramos jogadores como: Anthony Miller, Christian Kirk, Michael Gallup, Dante Pettis, James Washington e Equanimeous St. Brown. Todos são jogadores talentosos e que se apresentam como boas opções para as equipes que carecem de reforços na posição. Contudo, estes WRs não demonstram, neste momento, qualidades que os projetem como um WR principal de alguma equipe da NFL. A classe de 2018 nos trás um grupo formado, em sua maioria, por atletas com potencial para colaborar em outras funções no grupo de recebedores, porém, com pouquíssimos prospectos com perfil para ser o chamado recebedor X.

Obviamente isto não é uma certeza, estamos falando de análise de prospectos do draft, a ciência mais inexata do mundo. E nada impede que um jogador, em teoria, avaliado como um WR para uma função secundária, venha a se tornar o principal alvo da equipe. Quem poderia prever, por exemplo, que Antonio Brown se tornaria o que é hoje. Usando um exemplo mais modesto, nos últimos três drafts, temos, ao menos, um jogador que não foi escolhido na rodada inicial e se tornou, em algum momento, o mais relevante de sua classe. São os casos de Stefon Diggs, Michael Thomas e JuJu Smith-Schuster.

Em resumo, a classe de 2018 possui muitas opções interessantes, principalmente, durante as rodadas intermediárias do draft. Jogadores que serão ótimas apostas para as equipes que buscam talento para fortalecer seu grupo pensando a médio prazo. É provável, inclusive, que alguns nomes surpreendam e, como os citados acima, venham a se tornar armas importantes em seus times. No entanto, caso alguma equipe precise de um protagonista com impacto imediato, a classe atual de WRs não parece ser o local ideal para encontrar este jogador.


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