O que acontece com o Oakland Raiders?

23 de outubro de 2017
Tags: Giovani Natal, matérias, raiders,

Os Raiders em 2016 tiveram um recorde de 12-4, voltando aos playofs após um longo e tenebroso inverno. Possivelmente esse recorde teria sido melhor, caso Derek Carr não tivesse lesionado sua fíbula e permanecesse saudável. Entretanto nesse ano, vimos um time bem inconstante, vivendo verdadeiros altos e baixos na temporada. Uma prova disso, é que em 7 semanas, o Raiders perdeu a mesma quantidade de jogos que na temporada passada inteira.

Com isso, vale a pena refletirmos. O que se passa na franquia da Bay Area?

A essa altura do campeonato, esperava-se um Raiders muito forte, brigando nas cabeças da divisão. Mas se olharmos a tabela nesse momento, veremos um Raiders em último na divisão, com um recorde de 3-4. Apesar de conhecermos a força e imprevisibilidade da AFC Oeste, e necessário realçarmos que esse desempenho está aquém do esperado.

Pensando nisso, elencamos alguns pontos que justifiquem tal lapso de atuação. Sem mais delongas, vamos a eles:

  • Falhas no Sistema Defensivo:

Se havia um ponto de fragilidade no Raiders do ano passado, esse ponto tem um claro nome: sistema defensivo.

Apesar de ter em seu roster um excepcional jogador como Khalil Mack, a defesa da franquia possuía claras fragilidades, principalmente em sua secundária. Cedia muito pontos, muitas jardas, big plays, etc. Além disso, a defesa possuía uma clara limitação em marcar TEs, o que normalmente acabava sendo muito explorado pelos ataques adversários. Isso tudo acabava sendo minimizado pela excelente produção ofensiva, o que fazia com que a equipe ganhasse jogos.

Para 2017, esperava-se reforços para resolver essas questões, mas isso acabou não ocorrendo. A franquia trouxe nenhum nome de peso na offseason e resolveu fazer apostas no Draft para solucionar esse problema, que infelizmente não renderam muitos frutos. O CB Gareon Conley e o S Obi Melifownu, escolhas dos dois primeiros rounds, estão lesionados e pouco acrescentaram a franquia.

E pelo que vimos até aqui na temporada, o panorama continua o mesmo. A defesa tem cedido muitas jardas na temporada (360,6 ypg – 25º na liga), apesar de ter um desempenho melhor em pontos cedidos (22.3 ppg – 17º na liga). O que realmente tem preocupado é o quesito turnovers.

O Raiders é a única franquia na liga que não conseguiu INT na temporada. Uma marca um tanto quanto sombria. Além disso, forçaram apenas 4 fumbles (24º na liga), desviaram apenas 22 passes (28º na liga). Outro ponto preocupante é quando falamos de número de sacks: 12 apenas (29º na liga). Não custa lembrar que estamos falando de uma linha defensiva com Khalil Mack e Bruce Irvin, o que torna esse número muito ruim.

Caso a franquia queira ter qualquer chance de sucesso nessa temporada, é mandatório que se tenha uma sensível melhora em sua defesa. Ele precisa ser mais justas, forçar mais erros do adversário e manter o ataque adversário fora de campo. E as fraquezas da defesa ficaram mais expostas em decorrência da pouca produção ofensiva, que é o nosso próximo tópico.

  • Ineficácia Ofensiva:

Lembra que no inicio do texto falamos sobre o ataque do ano passado que domina as atenções na liga? Pois bem, esse ataque ficou no passado e o que vimos hoje em dia é um ataque completamente diferente, além ser mais “cru”.

Para esse 2017, tivemos uma mudança no coordenador ofensivo da franquia. Saiu Bill Musgrave, que foi para o Denver Broncos como técnico de QBs. Musgrave tinha contrato se encerrando e a franquia achou melhor deixa-lo ir. Em seu lugar, foi promovido o até então técnico de QBs Todd Downing, que vinha fazendo um bom trabalho com Derek Carr. E aí começaram os problemas…

Ao olhar o plano de jogo ofensivo do Raiders desse ano, temos notado um uso excessivo de passes curtos e rápidos. Uma prova disso, é que a franquia usou menos de 15 play actions nesses 7 jogos, deixando de usar a velocidade de Amari Cooper e Cordarelle Patterson, além da boa habilidade de Marshawn Lynch em receber passes. Além disso, as chamadas de corrida com Lynch entre Tackles não tem rendido bons frutos, e o jogo corrido não consegue imprimir um bom ritmo. Isso resulta numa equipe marcando poucos pontos, o que é bem ruim.

Outro ponto importante tem sido a inconsistência de Derek Carr. Após um sensacional ano de 2016, o jovem FQB tem se mostrado bem inseguro dentro de campo, talvez pelas duas lesões sofridas. Apesar de estar com um bom percentual de sucesso nos passes, tem mostrado que quando arrisca passes mais profundos, sua acurácia tem caído bastante, o que ligou o alerta nos torcedores da franquia.

Junte-se a isso ao ruim desempenho de Amari Cooper e da linha ofensiva da franquia. Cooper é um dos WRs que mais dropou passes e 2017, o que é muito preocupante. O sucesso do jogo ofensivo passa também pelo seu desempenho, como vimos na última quinta-feira contra o Kansas City Chiefs, onde carregou a ofensiva da franquia.

Por fim, a linha ofensiva caiu do ano passado pra cá. Donald Penn tem mostrado um desempenho que não tem justificado o holdout feito durante a pré-temporada. Tem cedido um bom número de pressões, bem diferente do ano passado. Além disso, a OL da franquia já cedeu 13 sacks. E isso pode ser uma justificativa para o desempenho aquém de Derek Carr.


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Giovani Natal é o setorista da AFC OESTE. Analisa Chiefs, Chargers, Raiders e Broncos às quartas e quintas aqui no site. No projeto setoristas, falamos dos 32 times a cada duas semanas! Siga-o no Twitter para acompanhar mais da cobertura dessa divisão e debater sobre as matérias: @giovani_natal