sexta-feira, 23 de Março de 2018

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Frank Gore. Jamaal Charles. Marshall Linch. Adrian Peterson. Chris Johnson. DeMarco Murray.

Nomes fortes e com carreiras espetaculares, recheadas de recordes e jogadas incríveis. Mas todos entram em 2018 com um fator em comum: a idade.

Running Back está entre as posições com menor vida útil na liga e muito disto se deve ao jogo duro que enfrentam, precisando ganhar espaço na força, enfrentar linhas defensivas ferrenhas e conviver diariamente com tackles. Mesmo desconsiderando o alto risco de lesões, um corredor em média começa a apresentar declínio em seu desempenho aos 27 anos e as franquias já começaram a perceber isto. Este tempo pode se estender um pouco a mais para os jogadores citados acima, que são a nata de suas gerações, mas agora com todos eles trintões suas situações ficam complicadas.

Então, ainda existe espaço para estes jogadores se manterem ativos na liga? Ou será que se aposentar é a única solução?

Apesar da idade, estes jogadores ainda tem lenha para queimar. Poderiam muito bem serem utilizados em sistemas de rotação nos ataques e em condições situacionais onde suas características brilham. Não vão ser aquele running back principal clássico de três descidas, que carrega o piano, ainda mais por esta posição em si parece se caminhar para a extinção na liga. Agora imaginem ter no elenco, por exemplo, um Frank Gore ou um DeMarco Murray para empurrar a defesa adversária naquelas situações na qual o ataque precisa de 1 jarda, ou então um Jamaal Charles para uma jogada aérea para o corredor aproveitando sua ótima habilidade para receber passes. Caso usados no que são excepcionais ainda podem trazer muito valor para o plantel.

Utilizá-los em menos snaps também auxilia a manter a longevidade destes jogadores. Devido a idade e o desgaste sofrido durante a carreira, colocá-los em campo para serem corredores de 3 descidas colocaria uma pressão absurda sobre seus corpos e aumentaria ainda mais o risco de lesões.

Além disso, toda essa experiência e vivência dentro da liga tem a possibilidade de acrescentar demais no vestiário. A influência e liderança de um jogador veterano pode ajudar a desenvolver  jogadores novos, seja indicando para eles o caminho das pedras em relação a carreira, seja dando conselhos para melhorar suas técnicas. E é algo que deve ser levado em consideração, especialmente com as polêmicas extra campo que ocasionalmente assolam jovens talentos. Este suporte ajudaria a moldar o caráter desses jogadores tanto como profissionais quanto como pessoas. Sem contar que, caso usados em rotações com esses calouros, podem ajudar a tirar um pouco a pressão deles.

Mas é claro que essa situação não é nada confortável para essas estrelas da liga. Tão acostumados com os holofotes, o ponto mais crítico que deve ser superado por esses jogadores caso desejam se manter ativos é o orgulho. Apesar de seus conhecimentos e técnicas ainda serem de elite, seus corpos não são mais. Já foram desgastados pela vida dura da posição. E seus rendimentos, infelizmente, também não são os mesmos de outrora. Os veteranos devem se dar conta disso para terem possibilidade de continuar jogando. Na NFL moderna é praticamente impossível ver uma franquia contratando um corredor de mais de trinta anos para ser seu RB número 1.

O passo inicial seria aceitar essa situação da sua carreira e da liga em si. O jogador não terá o mesmo número de snaps que costumava ter e, principalmente, não poderá esperar receber mais como um running back de elite. Provavelmente não será mais o principal corredor do time, sendo usado nas rotações entre corredores que estão cada vez mais comuns. Pode parecer cruel, mas é a realidade tanto da liga quanto da situação que suas carreiras se encontram.

A grande questão é se eles realmente estão dispostos a isto.

 

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