sexta-feira, 24 de novembro de 2017

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Após a acachapante derrota para o Los Angeles Chargers na última rodada, uma coisa ficou bem clara para todos: o Dallas Cowboys não é um bom time de futebol americano em 2017. Após vencer 13 de 16 jogos na temporada regular o ano passado e criar muita expectativa para si neste campanha, o time de Arlington não consegue qualquer tipo de sintonia em quaisquer das unidades (ofensiva ou defensiva) e já vê ameaçada sua vaga nos playoffs na competitiva NFC após ser a melhor equipe em aproveitamento de vitórias em 2016. A defesa do título da charmosa NFC Leste então já está virtualmente extirpada com o Philadelphia Eagles tendo o melhor recorde da NFL com nove vitórias em dez jogos e a confortável liderança dentro da divisão, o que garante pelo menos um jogo em casa durante os playoffs.

O Cowboys perdeu agora três partidas consecutivas e o ápice do desempenho pífio daquela que deveria ser a temporada de afirmação do jovem ataque é justamente a unidade ofensiva: nas citadas três derrotas consecutivas, o ataque anotou nove, sete e seis pontos contra seus adversários. Prova do desempenho histórico (não de uma maneira positiva) do ataque comandado por Dak Prescott é que nunca na história da franquia o time foi reduzido a apenas um dígito de pontuação (ou seja, menos que dez pontos) em três partidas consecutivas, ou seja, Prescott já está na história do Dallas Cowboys neste quesito. Outra estatística que atesta para o principal culpado desta maré de derrota do time do Texas é que os 22 pontos anotados nesta sequencia negativa é a menor marca entre os 32 times da NFL neste ano.

Jason Garrett está em sua sétima temporada completa como o técnico principal da equipe. o ex-QB na NFL já foi mais contestado porém após a ótima temporada de 2016 era esperado que a equipe começasse uma nova dinastia na gloriosa história da franquia, mas não é o que vem acontecendo neste ano com a equipe tendo um recorde negativo até agora (5-6). Quando perguntado se iria reavaliar o comando técnico da equipe durante a temporada ou mesmo ao final dela, Jerry Jones foi seguro ao afirmar que não, e que Garrett está seguro como o técnico principal, a meu ver uma escolha acertada nesta altura.

Mesmo com o citado problema no ataque, a defesa também não está fazendo muito para manter a equipe viva dentro das partidas. Claro que a média pífia de pontos nas últimas semanas impede qualquer chance de competitividade, mas é notória a queda de desempenho da unidade, principalmente na volta do intervalo. Com isso em mente, esta temporada poderá ser a 21ª consecutiva que o time não conseguirá dez ou mais vitórias em dois anos consecutivos caso aconteça alguma derrota nas cinco partidas que restam à Dallas em 2017. Com o recorde citado de 5-6, terão a possibilidade de voltar aos 50% de aproveitamento contra o Washington Redskins, na renovação anual de uma das rivalidades mais intensas de toda a NFL.

Na última partida, o ataque anêmico da equipe perdurou durante boa parte do confronto, salvo por algumas jogadas dinâmicas que podem ser contadas nos dedos. A principal foi a corrida de 34 jardas de Prescott até a end zone que traria o jogo ao placar de 09 x 07 e representaria a injeção de ânimo dentro da partida, porém, uma falta de holding do LT Tyron Smith anulou todo o avanço e o time precisou ir para o punt. Na campanha seguinte o Chargers marchou 92 jardas até a end zone e colocou o jogo em 16 x 00 para os visitantes, vantagem irreversível para um ataque com Prescott errático e sem Ezekiel Elliott. Há de citar que, o TD do FB Rod Smith no quarto período foi o primeiro do time em aproximadamente dez quartos (desde o TD no primeiro período da derrota para o Atlanta Falcons há duas semanas), enfim, é um desempenho ruim do ataque se espalha como um vírus por todos os setores do time.

Porém não há tempo para lamentações, pois o duelo contra o Redskins representa não apenas a possibilidade de sair da fila das equipes com recorde positivo, mas pode ser a injeção de ânimo no mês de Dezembro, afinal, Garrett precisará focar seus jogadores no próximo adversário (e não no contexto geral), afinal, cinco vitórias consecutivas da equipe (embora improvável nesta altura) colocarão o recorde de 10-6 ao final da temporada e a possibilidade real de classificação para a pós-temporada.


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