quinta-feira, 18 de Maio de 2017

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Ano após ano, no início de uma nova temporada, cria-se uma grande expectativa com o poder de fogo com o ataque do Los Angeles Chargers. Muito disso, deve-se ao fato de ter Philip Rivers como seu quarterback. É sabido que o veterano QB tem a qualidade suficiente ter alta produção.

Durante os 4 anos sob o comando de Mike McCoy (atual coordenador ofensivo do Denver Broncos), o ataque do Chargers sofreu com as oscilações. Quando coordenado por Ken Whisehunt (2013 e 2016), o ataque apresentou uma boa variabilidade nas suas jogadas, e conseguiu extrair o melhor dos jogadores à disposição. Entretanto, nos dois anos sob a liderança de Frank Reich, o ataque apresentou-se bem anêmico, com chamadas ruins e com um Rivers totalmente descontrolado, tentando resolver por conta própria.

Pensando nisso, a direção da franquia arregaçou as mangas e fez uma série de mudanças, buscando melhor a franquia. Saiu Mike McCoy (na famosa Black Monday – dia seguinte ao término da temporada, onde ocorrem demissões). Entrou Anthony Lynn, que era o técnico interino do Buffalo Bills. Além disso, o draft foi usado de forma maciça para atacar algumas necessidades da franquia.

Cá estamos nós nos training camps para mais uma temporada, e surge o questionamento e expectativa sobre como se comportará o ataque do Chargers. Alguns insiders nos EUA tem avaliado o ataque do Chargers como potencial top 5 da liga, e elencados alguns pontos que podem dar sustentação à isso.

  • Ken Whisenhunt

A manutenção de Ken como coordenador ofensivo é um dos pontos do possível sucesso ofensivo do Chargers. Ele se encaixa naquele perfil de técnicos que desempenham um excelente papel como coordenadores, mas são instáveis como técnicos.

Sob a sua batuta, o ataque do Chargers fluiu muito bem. Basta lembrar que o Rivers ganhou o prêmio de Comeback Player of the Year, em 2013. Ano passado ao retornar, deu a sobrevida ao Gordon, após uma temporada para se esquecer como rookie.

Com um ataque baseado na West Coast Offense, Ken busca alargar o ataque dentro de campo, numa mescla de passes curtos e cruzado, buscando avanços progressivos. Além da efetividade, isso é benéfico pois não “gasta” muito o braço do Rivers. Adicionalmente, com uma linha ofensiva melhor estrutura, corpo de WRs melhorado, preve-se um ataque mais fluido em campo.

  • Linha Ofensiva

Como ja mencionado aqui no Liga dos 32, nos últimos anos, a linha ofensiva do Chargers foi considerada uma das piores unidades da liga. Uma linha ruim implica em uma necessidade de release mais rápido por parte do QB, inúmeras pressões, que forçam o QB a sair da condição ideal, sacks, etc.

E para essa temporada, o Chargers fez um verdadeiro rebuild na unidade. Saíram os Guards Orlando Franklin e DJ Fluker, além do Tackle King Dunlap, todos dispensados. Como reforços, chegaram o veterano OT Russell Okung, vindo do Denver Broncos, e os rookies Forrest Lamp e Dan Feeney, ambos Guards.

Os calouros foram duas picks muito acalmadas pelos analistas de draft, e são uma esperança de melhor proteção para Rivers, e ajuda na abertura dos capa necessários para Melvin Gordon continuar suas corridas.

  • Wide Receivers

Apesar de contestada inicialmente, a escolha de Mike Williams faz sentido de olharmos a composição do ataque dos Chargers.

Desde a aposentadoria de Malcolm Floyd, Rivers carece de um alvo que seja seguro em chamadas de endzone, além das chamadas jogadas 50/50. E Mike Williams poderá ser justamente esse cara.

E a sua chegada, mexe diretamente com o principal WR da franquia, Keenan Allen. Allen deverá ser utilizado como slot WR, situação na qual usa do tamanho do agilidade para se sobressair. Foi jogando dessa forma, que ele se destacou até aqui na liga.

Nao podemos nos esquecer também de Tyrell Williams, que se saiu muito bem na temporada passada. É um alvo seguro em chamadas Cross (que deverão ser muito utilizadas, como já dito no texto), além de usar sua explosão para ser um alvo em jogadas em profundidade. E isso sem mencionar as variadas opções com Dontrelle Inman e Travis Benjamim

Como visto, as peças e opções para o sucesso estão na mesa. Linha com grandes chances de ser estável, variabilidade de alvos, um RB que deverá se aproveitar do estilo de seu técnico principal para aumentar seu desempenho, etc. E não seria nenhum exagero vermos o ataque do Chargers, como um dos melhores da liga.


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