Notas e Análises do Draft 2017 – NFC

1 de maio de 2017
Tags: draft 2017, João Gabriel Gelli, Matéria,

A missão de conceder notas para as classes selecionadas no Draft 2017 por cada uma das 32 equipes da NFL poucos dias após a realização do evento pode se provar muitas vezes uma tarefa ingrata. É sempre um risco falar de jogadores que ainda nem fizeram seu primeiro treino entre os profissionais. Todos nós conhecem exemplos de jogadores que chegaram na NFL com grandes expectativas e se tornaram decepções, assim como têm tantos outros que entraram pela porta dos fundos e se tornam grandes estrelas. Contudo, encararemos o desafio, começando com as avaliações da NFC.

NFC LESTE

logo redskins WASHINGTON REDSKINS
#17 DL Jonathan Allen – Alabama 
#49 OLB Ryan Anderson – Alabama 
#81 CB Fabian Moreau – UCLA
#114 RB Samaje Perine – Oklahoma
#123 S Montae Nicholson – Michigan State
#154 TE Jeremy Sprinkle – Arkansas
#199 C Chase Roullier – Wyoming
#209 WR Robert Davis – Georgia State
#230 S Josh Harvey-Clemons – Louisville
#235 CB Joshua Holsey – Auburn

Focando na defesa em suas três primeiras escolhas, o Redskins conseguiu um dos maiores valores do Draft, ao selecionar o ultratalentoso Jonathan Allen na pick #17, por conta de problemas em seus ombros afastá-lo de outros times. Com Allen e Anderson, o front seven ganha duas peças altamente produtivas e que podem transformá-lo. A seleção de Moreau na terceira rodada foi muito inteligente, uma vez que se trata de um atleta cotado para a primeira rodada até romper o músculo peitoral em seu Pro Day. Por mais que não jogue em 2017, poderá ter alto impacto para a franquia, juntando-se a Harvey-Clemons, que possui riscos fora do campo, mas que vale a pena o investimento de uma escolha de sétima rodada.

Do lado ofensivo, Perine deve desafiar Rob Kelley imediatamente pelo posto de RB das duas primeiras descidas e situações de poucas jardas. Roullier também deve entrar rapidamente na unidade titular da linha ofensiva, podendo ocupar as posições de guard ou center. Já Sprinkle e Davis talvez não vejam tanto o campo nos primeiros momentos de suas carreiras na NFL, mas o primeiro é um TE razoavelmente completo e o segundo é um recebedor muito atlético. Dessa forma, ambos poderão ter algum impacto na rotação do ataque.

NOTA: 9,0 

logo eagles PHILADELPHIA EAGLES

#14 DE Derek Barnett – Tennessee
#43 CB Sidney Jones – Washington
#99 CB Rasul Douglas – West Virginia
#118 WR Mack Hollins – North Carolina
#132 RB Donnel Pumphrey – San Diego State 
#166 WR Shelton Gibson – West Virginia
#184 S Nate Gerry – Nebraska
#214 DT Elijah Qualls – Washington 

Aproveitando a corrida por quarterbacks e recebedores que ocorreu nas primeiras escolhas do Draft, o Eagles conseguiu selecionar Barnett, um dos melhores pass rushers disponíveis. Para completar, investiram suas próximas duas picks em cornerbacks talentosos, ajudando uma unidade deficiente na defesa da equipe. Sidney Jones é um dos três mais talentosos da posição na classe e sairia na primeira rodada caso não tivesse rompido o tendão de Aquiles em seu Pro Day. Já Douglas é um grande playmaker, com habilidades tanto no press quanto em zona, mas que caiu por conta de sua velocidade abaixo da média. Além disso, Gerry foi um ótimo valor na quinta rodada.

Entre as escolhas para o ataque, destaca-se o ultraprodutivo Pumphrey, que tem o recorde de jardas terrestres em uma carreira na NCAA e características semelhantes ao agora companheiro de time Darren Sproles. Enquanto isso, o recebedores Gibson e Hollins devem ter maior impacto na equipe de especialistas.

NOTA: 7,5

logo giants NEW YORK GIANTS

#23 TE Evan Engram – Ole Miss
#55 DT Dalvin Tomlinson – Alabama
#87 QB Davis Webb – California
#140 RB Wayne Gallman – Clemson
#167 DE Avery Moss – Youngstown State
#200 OT Adam Bisnowaty – Pittsburgh

Por mais que tenha sido uma escolha um tanto inesperada por conta de suas características quase que exclusivas de recebedor, Engram se trata de mais uma arma de elevado potencial adicionada por Jerry Reese nessa offseason. Combinado ao trio de WRs formado por Odell Beckham Jr, Brandon Marshall e Sterling Shepard, Engram deve ter muitos espaços para trabalhar pelo meio do campo e ajudar Eli Manning a se recuperar da fraca temporada de 2016. Por falar em Manning, o time também selecionou seu novo reserva em Davis Webb, que pode aprender sob sua tutela e talvez assumir o cargo de quarterback da franquia no futuro, apesar de não me inspirar muita confiança. Já Gallman é um jogador subestimado, muito dedicado e que pode ser parte da já tradicional rotação de RBs da equipe, mas não deve ter muito destaque.

O grande problema foi a classe do Giants negligenciar a fraca linha ofensiva, que contou apenas com a seleção de Bisnowaty na sexta rodada, e o grupo de linebackers, que deixa bastante a desejar. No entanto, a já forte linha defensiva recebeu os reforços de Tomlinson, que deve se juntar a Damon Harrison na missão de parar o jogo corrido, e Moss, que entrará na rotação como DE.

NOTA: 6,0 

logo cowboys DALLAS COWBOYS

#28 DE Taco Charlton – Michigan
#60 CB Chidobe Awuzie – Colorado
#92 CB Jourdan Lewis – Michigan
#133 WR Ryan Switzer – North Carolina
#191 S Xavier Woods – Louisiana Tech
#216 CB Marquez White – Florida State
#228 DT Joey Ivie – Florida
#239 WR Noah Brown – Ohio State
#246 DT Jordan Carrell – Colorado

Com um time com uma fórmula já bem estabelecida de correr com a bola para limitar o tempo que sua defesa fica em campo e limitar os turnovers, o Cowboys precisou procurar novas peças para o coordenador Rod Marinelli. A debandada da secundária ao longo do último período de free agency forçou uma reconstrução da unidade durante o Draft, com três CBs selecionados e um S. Awuzie é um jogador versátil, capaz de atuar em qualquer posição na secundária, Lewis deve assumir o cargo de Orlando Scandrick no slot, Woods foi um ótimo valor na sexta rodada, com boas habilidades de playmaker e White é um projeto interessante.

Em sua escolha de primeira rodada, a equipe optou por selecionar o DE Taco Charlton, que talvez não tenha um teto elevado como outros pass rusher do Draft, mas é um atleta sólido e que deve estar em campo desde o primeiro dia. Já pelo lado ofensivo, Switzer é uma arma ágil e que deve aliviar um pouco as resposabilidades de Cole Beasley no slot. Faltou atacar as necessidades de reservas para a linha ofensiva e de alguém mais talentoso para ocupar o posto de suplente de Dak Prescott.

NOTA: 7,0 

NFC NORTE

logo vikings MINNESOTA VIKINGS

#41 RB Dalvin Cook – Florida State
#70 C Pat Elflein – Ohio State
#109 DT Jaleel Johnson – Iowa
#120 LB Ben Gedeon – Michigan
#170 WR Rodney Adams – South Florida
#180 OG Danny Isidora – Miami
#201 TE Bucky Hodges – Virginia Tech
#219 WR Stacy Coley – Miami
#220 DE Ifeadi Odenigbo –  Northwestern
#232 LB Elijah Lee – Kansas State
#245 CB Jack Tocho –  North Carolina State

Após uma temporada com resultados desastrosos para o jogo corrido, o Vikings buscou soluções para sua linha ofensiva e um substituto para Adrian Peterson. Mesmo sem uma escolha de primeira rodada por causa da troca por Sam Bradford no ano passado, o time conseguiu o valor de uma ao selecionar Cook na pick #41. Caso consiga se manter longe dos problemas extracampo, seu talento superior deve prevalecer e ele deve vencer a batalha com o recém-contratado Latavius Murray e dominar as carregadas para a equipe. Para fortalecer os bloqueios, também foram escolhidos Elflein e Isidora, que devem conseguir abrir mais espaços do que a tenebrosa unidade do ano passado. Além disso, também vale ressaltar Hodges, que deve servir como um complemento muito atlético a Kyle Rudolph pelo meio do campo, fornecendo mais uma arma de qualidade para Bradford.

Já na defesa, foram adicionados diversos jogadores sólidos, que devem fazer parte de rotações ou então migrar para o special teams. Dentre as escolhas, a de maior destaque foi Johnson, que é um seguro caso a situação da saúde de Shariff Floyd realmente seja tão ruim quanto a reportada.

NOTA: 7,0

logo packers GREEN BAY PACKERS

#33 CB Kevin King – Washington
#61 SS Josh Jones – North Carolina State
#93 DL Montravius Adams – Auburn
#108 OLB Vince Biegel – Wisconsin
#134 RB Jamaal Williams – BYU
#175 WR DeAngelo Yancey –  Purdue
#182 RB Aaron Jones – UTEP
#212 G/C Kofi Amichia – South Florida
#238 RB Devante Mays – Utah State
#247 WR Malachi Dupre – LSU

Após trocar sua escolha de primeira rodada para o Browns, o Packers iniciou o segundo dia do Draft reforçando sua secundária com a seleção de King, um cornerback mais alto e físico do que os que estão atualmente na equipe. Além disso, a secundária também ganhou o reforço de Josh Jones, que ainda é um tanto cru, mas tem muito potencial. No front seven, as adições de Biegel e Adams criam profundidade para um elenco que precisava disso.

Depois de focar na defesa com suas quatro primeiras escolhas, o GM Ted Thompson buscou soluções para o ataque terrestre, que conta apenas com Ty Montgomery, que já provaram que podem ser sólidos, mas não estrelas. Dessa forma, chegaram Williams, Aaron Jones e Mays, com os dois primeiros sendo os destaques. Enquanto Williams prefere o contato e é forte entre os tackles, Jones é mais ágil e rápido. Ambos são fortes nas terceiras descidas e podem servir como peças que se complementam.

NOTA: 7,5 

logo lions DETROIT LIONS

#21 LB Jarrad Davis – Florida
#53 CB Teez Tabor – Florida
#96 WR Kenny Golladay – Northern Illinois
#124 LB Jalen Reeves-Maybin – Tennessee
#127 TE Michael Roberts – Toledo
#165 CB Jamal Agnew – San Diego
#205 DE Jeremiah Ledbetter – Arkansas
#215 QB Brad Kaaya – Miami
#250 DT Pat O’Connor – Eastern Michigan

A posição de linebacker claramente era vista como uma fraqueza pelo front office do Lions, que decidiu investir duas de suas quatro primeiras escolhas nela. Davis e Reeves-Maybin devem solucionar diversos problemas do front seven, que ainda necessitava de mais pass rushers e não agiu para mitigar esta necessidade. Outra área carente tratada foi a de cornerback, com as seleções do talentoso Teez Tabor e do projeto Agnew.

Do outro lado da bola, Roberts deve ser um alvo principalmente na red zone, mas ainda tem muito a evoluir se quiser ter um papel maior. Já a escolha de Kaaya na sexta rodada foi um ótimo valor e ele deve ser um sólido reserva para Matthew Stafford.

NOTA: 6,0 

logo bears CHICAGO BEARS

#2 QB Mitchell Trubisky – North Carolina
#45 TE Adam Shaheen – Ashland
#112 S Eddie Jackson – Alabama
#119 RB Tarik Cohen – North Carolina A&T
#147 OG Jordan Morgan – Kutztown

Em uma decisão tomada por medo de algum outro time trocar para a frente dele, o Bears entregou sua escolha de terceira rodada de 2018 e as picks #67 e #111 para o 49ers pelo direito de subir da terceira para a segunda posição geral no Draft e selecionar o QB Mitchell Trubisky. Com este movimento inexplicável, uma vez que Trubisky provavelmente estaria disponível na terceira escolha, o GM Ryan Pace praticamente cavou sua cova caso não obtenha resultados imediatos.

Em suas outras escolhas, pegaram o enorme e promissor Shaheen e o bom safety Jackson, que fortalecem áreas que necessitavam de ajuda. No entanto, os cornerbacks foram totalmente ignorados em um Draft muito profundo para a posição. No fim das contas, esta classe do Bears será avaliada pelo impacto de Trubisky, mas, à primeira vista, os movimentos realizados para chegar até ele não são dos mais positivos.

NOTA: 5,0

NFC SUL

logo panthers CAROLINA PANTHERS

#8 RB Christian McCaffrey – Stanford
#40 WR/RB Curtis Samuel – Ohio State
#64 OT Taylor Moton – Western Michigan
#77 DE Daeshon Hall – Texas A&M
#152 CB Corn Elder – Miami
#192 FB Alexander Armah – West Georgia
#233 K Harrison Butker – Georgia Tech

A primeira seleção do Panthers foi uma das minhas preferidas no Draft, com McCaffrey sendo o complemento ágil e jovem para tanto o ataque terrestre quanto o aéreo que o time precisava. Na segunda rodada, o GM Dave Gettleman dobrou as apostas no mesmo estilo de jogador ao escolher Samuel, que deve ser o recebedor de slot da equipe. Além disso, Moton ajuda a fortalecer uma linha ofensiva que teve dificuldades no ano passado.

A chegada de Hall significa mais um corpo para uma rotação muito profunda na linha defensiva, que tem Star Lotulelei em ano de contrato. Além disso, Hall é um jogador subestimado por ter atuado do lado oposto de Myles Garrett durante a carreira universitária, mas teve bons momentos. Já Elder deve atuar no special teams e brigar pela vaga de slot corner desde o primeiro dia.

NOTA: 8,0

logo falcons ATLANTA FALCONS

#26 DE Takk McKinley – UCLA
#75 LB Duke Riley – LSU
#136 T/G Sean Harlow – Oregon State
#149 CB Damontae Kazee – San Diego State
#156 RB Brian Hill – Wyoming
#174 TE Eric Saubert – Drake

Com apenas seis escolhas no Draft, a defesa do Falcons recebeu o principal suporte. McKinley será o companheiro de pass rush de Vic Beasley, com sua dedicação incansável e muita velocidade. Enquanto isso, Riley é mais um linebacker nos moldes atléticos desejados por Dan Quinn e já deve assumir a titularidade imediatamente. Com um buraco na posição de guard, Harlow é outro que poderá invadir o time titular na semana 1.

A escolha de Kazee é interessante por se tratar de um jogador muito esforçado e com boas capacidades como playmaker, apesar do tamanho diminuto, o que deve fazê-lo ter que brigar com Brian Poole por uma vaga no slot. Já Hill é um atleta de bom nível, mas que chegou em uma situação na qual não deve ter muito espaço para atuar, uma vez que está atrás de Devonta Freeman e Tevin Coleman, que formam uma das melhores duplas de corredores da NFL.

NOTA: 6,5

logo saints NEW ORLEANS SAINTS

#11 CB Marshon Lattimore – Ohio State
#32 OT Ryan Ramczyk – Wisconsin
#42 FS Marcus Williams – Utah
#67 RB Alvin Kamara – Tennessee
#76 LB Alex Anzalone – Florida
#103 DE Trey Hendrickson – FAU
#196 DE Al-Quadin Muhammad – Miami

Surpreendentemente, o Saints conseguiu selecionar o melhor cornerback do Draft quando Lattimore caiu até a décima primeira escolha por conta da corrida por quarterbacks e recebedores. Este deve ter sido motivo de comemoração por parte do front office e da comissão técnica, que ainda recebeu o safety Williams para reforçar ainda mais uma terrível secundária, que passa a ter nomes talentosos e jovens. As seleções de Anzalone e Hendrickson ainda foram interessantes para ajudar na evolução de um front seven com dificuldades para pressionar quarterbacks e que sangra jardas terrestres.

No lado ofensivo, a escolha de primeira rodada recebida na troca de Brandin Cooks virou Ramczyk, um dos melhores bloqueadores do Draft, que pode assumir a posição de RT ou então migrar para guard e ajudar a manter Drew Brees intacto. Já a seleção de Kamara é um pouco mais questionável, uma vez que foi concedida a pick de segunda rodada do ano que vem para subir e pegá-lo para compor um grupo que já conta com Mark Ingram e o recém-contratado Adrian Peterson. Assim, ele provavelmente terá um papel focado nas terceiras descidas e na função de retornador em suas primeiras temporadas com o time.

NOTA: 7,5

logo buccaneers TAMPA BAY BUCCANEERS

#19 TE O.J. Howard – Alabama
#50 S Justin Evans – Texas A&M
#84 WR Chris Godwin – Penn State
#107 LB Kendell Beckwith – LSU
#162 RB Jeremy McNichols – Boise State
#223 DT Stevie Tu’ikolovatu – USC

O foco do GM Jason Licht nessa offseason claramente foi encontrar armas potentes para Jameis Winston. Assim, selecionou Howard e Godwin para combiná-los com o já forte grupo formado por Mike Evans, DeSean Jackson, Adam Humphries e Cameron Brate no ataque aéreo. Além disso, com a incerteza em torno do futuro de Doug Martin com a equipe, a escolha de McNichols foi interessante, trazendo um corredor de boa visão, paciência e habilidade recebendo.

O grande problema do Draft do Buccaneers é que negligenciou o fato de que a defesa precisava de mais ajuda que o ataque. Para ajudar nestas dificuldades, Evans é um bom jogador, mas inconsistente, enquanto Beckwith está retornando de uma ruptura de ligamento cruzado anterior. Dessa forma, parece que a fórmula para a próxima temporada do time será marcar pontos sem parar.

NOTA: 7,5

NFC OESTE

logo cardinals ARIZONA CARDINALS

#13 LB Haason Reddick – Temple
#36 DB Budda Baker – Washington
#98 WR Chad Williams – Grambling
#115 OG Dorian Johnson – Pittsburgh
#157 OT Will Holden – Vanderbilt
#179 RB T.J. Logan – North Carolina
#208 S Johnathan Ford – Auburn

Ligados a um quarterback durante todo o processo, o Cardinals acabou saindo do Draft sem um substituto imediato para Carson Palmer. No entanto, o time adicionou duas excelentes peças muito versáteis em Reddick e Baker, que devem colaborar na manutenção da defesa como uma das melhores da liga na próxima temporada.

No ataque, o principal investimento foi nas trincheiras, com Johnson e Holden sendo os melhores jogadores disponíveis em suas respectivas posições no momento em que foram selecionados. Ambos podem ser titulares em uma linha ofensiva que teve um desempenho muito fraco em 2016 e talvez trazer maior estabilidade na proteção a Palmer e abrir buracos maiores para David Johnson manter o elevado nível da última temporada. Além disso, Williams pode ser o próximo recebedor de uma universidade pequena escolhido por Steve Keim a ter impacto na NFL.

NOTA: 7,5

logo seahawks SEATTLE SEAHAWKS

#35 DT Malik McDowell – Michigan State
#58 G/C Ethan Pocic – LSU
#90 CB Shaq Griffin -UCF
#95 S Delano Hill – Michigan State
#102 DT Nazair Jones – North Carolina
#106 WR Amara Darboh – Michigan
#111 S Tedric Thompson – Colorado
#187 DB Mike Tyson – Cincinnati
#210 OT Justin Senior – Mississippi State
#226 WR David Moore – East Central
#249 RB Chris Carson – Oklahoma State

Depois de sair da primeira rodada e realizar três trocas para baixo em sequência, acumulando escolhas em rodadas do dia 3, John Schneider fez do muito talentoso McDowell sua primeira seleção no Draft. Apesar de críticas em relação a sua dedicação, o promissor jogador estará no ambiente ideal para atingir seu potencial. Entre as outras escolhas defensivas do Seahawks, Griffin é o com o maior chance para ser titular imediatamente, unindo atleticismo e boas habilidades na cobertura ao fato do posto de cornerback ao lado de Richard Sherman estar aberto. Já Jones, Hill, Tyson e Thompson devem ser partes das rotações de suas respectivas unidades e colaborar no special teams.

No lado ofensivo, o destaque é de Pocic, que provavelmente será um guard na equipe e é um passo dado em direção a consertar o grave defeito que o time tem na proteção a Russell Wilson. Enquanto isso, Darboh é um jogador sólido, que deve conseguir cavar sua vaga no elenco, mas não possui um potencial tão elevado.

NOTA: 7,0

logo rams LOS ANGELES RAMS

#44 TE Gerald Everett – South Alabama
#69 WR Cooper Kupp – Eastern Washington
#91 S John Johnson – Boston College
#117 WR Josh Reynolds – Texas A&M
#125 OLB Samson Ebukam – Eastern Washington
#189 DT Tanzel Smart – Tulane
#206 FB Sam Rogers – Virginia Tech
#234 OLB Ejuan Price – Pittsburgh

Sem uma escolha na primeira rodada por conta da troca pelo direito de selecionar Jared Goff no ano passado, o Rams decidiu investir pesado para encontrar alvos para seu jovem quarterback, que teve muitas dificuldades em 2016. Com isso, escolheu um dos melhores recebedores de slot em Kupp, um TE muito bom após a recepção em Everett e conseguiu um ótimo valor no alvo em profundidade em Reynolds, além do versátil FB Rogers.

Com as escolhas na defesa, o time conseguiu bons valores para seu front seven, com Price e Ebukam sendo pass rushers com algum potencial e Smart podendo colaborar nas trincheiras. Além disso, Johnson entra como favorito a um dos postos de safety titular. Apesar de ter entrado no Draft com poucas seleções, o Rams fez um bom trabalho no geral.

NOTA: 6,5

logo 49ers SAN FRANCISCO 49ERS

#3 DL Solomon Thomas – Stanford
#31 LB Reuben Foster – Alabama
#66 CB Ahkello Witherspoon – Colorado
#104 QB C.J. Beathard – Iowa
#121 RB Joe Williams – Utah
#146 TE George Kittle – Iowa
#177 WR Trent Taylor – Louisiana Tech
#198 DT D.J. Jones – Ole Miss
#202 LB Pita Taumoepenu – Utah
#229 DB Adrian Colbert – Miami

Após a brilhante troca com o Bears lhe render duas escolhas extras neste Draft e mais uma terceira rodada no próximo, o GM John Lynch trabalhou para melhorar um dos elencos com menos talento em toda a liga, conseguindo alguns jogadores que terão impacto imediato, como Thomas e Foster, selecionados na primeira rodada. Além deles, Whiterspoon deve ser titular na defesa de Robert Saleh.

No lado ofensivo, a escolha de Beathard é inexplicável, já que ele provavelmente nem seria draftado. Já Williams pode ser uma boa peça complementar para Carlos Hyde no jogo terrestre e Kittle oferece maior potencial do que Vance McDonald como recebedor. Assim, o 49ers combinou escolhas certeiras nas primeiras rodadas com algumas que não devem proporcionar grandes melhorias ao seu plantel.

NOTA: 7,5


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João Gabriel Gelli ⁠⁠⁠Apaixonado por todo tipo de esporte, conheceu o futebol americano com o retorno para a história de Tracy Porter no Super Bowl XLIV. Torcedor do Baltimore Ravens, é responsável por uma matéria semanal e pela edição de textos. Além de futebol americano, também escreve sobre lutas para o MMA Brasil. No twitter: @jggelli