Notas e Análises do Draft 2016 – AFC

4 de maio de 2016
Tags: afc, análise do draft, Arthur Murta, matérias,

Laremy-Tunsil
Após três dias de surpresas, quedas e muitas trocas em Chicago, vamos encarar a complicada missão de avaliar quais times foram melhor e pior no Draft 2016. É sempre um risco falar de jogadores que ainda nem fizeram seu primeiro treino entre os profissionais, todos nós conhecem exemplos de jogadores que chegaram na NFL com grandes expectativas e se tornaram decepções, assim como têm tantos outros que entraram pela porta dos fundos e se tornam grandes estrelas. Analisaremos as escolhas de cada time da AFC e daremos notas para cada equipe baseadas nos jogadores selecionados e necessidades preenchidas:

AFC LESTE

logo patriots NEW ENGLAND PATRIOTS

#60 CB Cyrus Jones – Alabama
#78 OL Joe Thuney – North Carolina State
#91 QB Jacoby Brissett – North Carolina State
#96 DT Vincent Valentine – Nebraska
#112 WR Malcolm Mitchell – Georgia
#208 LB Kamu Grugier-Hill – Eastern Illinois
#214 LB Elandon Roberts – Houston
#221 G Ted Karras – Illinois
#225 WR Devien Lucien – Arizona State

Sem escolhas na primeira rodada, o Patriots resolveu investir em jogadores para o futuro. Como de costume, Belichick aproveitou as oportunidades que tinha para acumular escolhas adicionais, saindo inclusive com uma escolha na quarta rodada de 2017, conseguida em uma troca por  uma escolha de quinta rodada que o Patriots havia adquirido do Dolphins e uma hora depois repassaram para o Seahawks. Cyrus Jones não é um corner muito alto, mas como ex-wide receiver, ele tem ótimas mãos e poderá contribuir instantaneamente como slot corner, mas sua grande oportunidade deverá ser em 2017 quando o contrato de Logan Ryan terá acabado. Thuney foi outra escolha interessante no segundo dia de Draft e tem versatilidade e inteligência para atuar de tackle ou guard. A linha ofensiva de New England não foi muito sólida em 2015, fato que deve garantir a Thuney a possibilidade de brigar por uma vaga entre os titulares.

Belichick adora adicionar seus QBs reservas através do Draft, em uma posição com salários tão elevados faz sentido optar pelos salários mais modestos de um calouro que saiu depois da primeira rodada. Eventualmente o Patriots consegue uma compensação trocando esses jogadores para outros times e esse é um possível destino para Garappolo em 2017, caso Jacoby Brissett prove que pode ser desenvolvido atrás do Tom Brady. Com uma terceira escolha na terceira rodada, Vincent Valentine é um defensive tackle enorme que pode ajudar muito em situações de corrida. Malcolm Mitchell foi a escolha mais interessante no terceiro dia de Draft, ele é um recebedor com as mãos muito seguras e que caiu no Draft devido à lesões, pode ter parado no lugar certo para ele.

NOTA: 7,0

 logo jets NEW YORK JETS

#20 LB Darron Lee – Ohio State
#51 QB Christian Hackenberg – Penn State
#83 LB Jordan Jenkins – Georgia
#118 CB Juston Burris – North Carolina State
#158 OT Brandon Shell – South Carolina
#235 P Lachlan Edwards – Sam Houston State
#241 WR Charone Peake – Clemson

Jets conseguiu um ótimo valor escolhendo Darron Lee na 20ª posição. Lee será uma arma perigosíssima nas mãos de Todd Bowles. O linebacker mais atlético da classe já foi um safety e traz consigo uma boa noção de cobertura, mas além disso ele é excelente atacando o QB e tem velocidade para correr de um lado ao outro do campo e ajudar no jogo corrido também. Jordan Jenkins foi outra escolha muito interessante por parte do Jets, companheiro de Leonard Floyd em Georgia, muito consideram Jenkins a aposta mais certeira entre os dois para ser bem sucedido na NFL. Ele tem qualidade para contribuir instantaneamente no pass rush da equipe. O grande ponto de interrogação que pode fazer esse Draft especial para o Jets é Christian Hackenberg, o QB que teve uma carreira universitária bem apática, foi uma aposta arriscada na segunda rodada, especialmente considerando o impasse na negociação com Fitzpatrick e a possibilidade de ter Geno Smith de titular na primeira semana da temporada regular.

Jets teve um terceiro dia de Draft excelente, conseguindo pagar um bom valor em jogadores com potencial de titularidade. Brandon Shell foi titular por quatro anos em South Carolina, Burris é um corner alto que teve uma carreira universitária muito produtiva. E além de conseguir um punter titular que tanto precisavam, Jets fez uma aposta interessante no WR Charone Peake na sétima rodada. Peake vem de Clemson, faculdade que vem se mostrando uma fábrica de bons recebedores nos últimos anos com DeAndre Hopkins, Sammy Watkins e Martavis Bryant. Peake é um recebedor bem alto e que tem velocidade para machucar uma defesa, as preocupações com o tamanho de suas mãos podem ser deixadas de lado pelo valor conseguido neste ponto do Draft.

 NOTA: 8,5

logo bills BUFFALO BILLS

#19 DE Shaq Lawson – Clemson
#41 LB Reggie Ragland – Alabama
#80 DL Adolphus Washington – Ohio State
#139 QB Cardale Jones – Ohio State
#156 RB Jonathan Williams – Arkansas
#192 WR Kolby Listenbee – TCU
#218 CB Kevon Seymor – USC

Com pouco espaço salarial para fazer movimentações no período de Free Agency, o Draft teria um peso enorme na formação do elenco de Buffalo nesta offseason e parece que as coisas funcionaram bem para o Bills. O time tinha a missão de reforçar seu front seven e adicionar jogadores capazes de se adequar ao sistema de Rex Ryan. As três necessidades mais urgentes para suprir eram: um pass rusher para repor a saída de Mario Williams; reforçar o corpo de linebackers e adicionar juventude para a rotação da linha defensiva. Bills conseguiu suprir essas três necessidades com as suas três primeiras escolhas sem precisar abrir mão de escolher o melhor jogador que estava disponível no momento.

Shaq Lawson era um dos jogadores favoritos de Doug Whaley e Rex Ryan, só que poucas previsões antes do Draft contavam com a possibilidade dele chegar à 19ª escolha.  Bills ainda viu uma de suas outras opções para a 19ª chegando até o segundo round e fizeram uma troca  para subir à 41ª e escolher o LB Reggie Ragland, a troca foi cara, além da escolha #49, enviou duas escolhas de quarta rodada, mas justificável por um talento que poderia ter saído na primeira rodada. Bills fez outra escolha forte na terceira rodada, com o DT Adolphus Washington, este que pode ajudar ainda esse ano com sua agilidade para chegar aos QBs. No terceiro dia do Draft, o Bills escolheu o intrigante QB Cardale Jones, que apesar de estar muito cru, tem o tamanho ideal para a posição e o braço mais forte do Draft. Outra escolha interessante foi o RB Jonathan Williams na 5ª rodada, Williams não jogou ano passado por lesão, o que fez com que o corredor caísse muito no Draft, mas é um jogador extremamente talentoso e pode render bons frutos adiante. Kolby Listenbee é um dos recebedores mais rápidos do Draft, caso ele faça parte do elenco final, terá algumas possibilidades de receber eventuais passes no fundo do campo e esticar as defesas.

NOTA: 9,0

 logo dolphins MIAMI DOLPHINS

#13 OT Laremy Tunsil – Ole Miss
#38 CB Xavien Howard – Baylor
#73 RB Kenyan Drake – Alabama
#86 WR Leonte Carroo – Rutgers
#186 WR Jakeem Grant – Texas Tech
#204  S Jordan Lucas – Penn State
#223 QB Brandon Doughty – Western Kentucky
#231 TE Thomas Duarte – UCLA

Se alguém saiu ganhando com a polêmica do vídeo do Tunsil foi o Miami Dolphins. A equipe de Miami que vem tendo problemas há anos com a sua linha ofensiva, teve a sorte de ver Laremy Tunsil sobrando até a 13ª escolha. Tunsil era considerado um dos melhores jogadores do Draft e um dos melhores left tackles chegando à NFL em anos. Além da linha ofensiva, Dolphins precisava reforçar a secundária e fizeram isso na segunda rodada com o CB Xavien Howard, foi uma escolha ligeiramente suspeita, porque Howard não era considerado o melhor corner disponível, mas seus atributos físicos chamaram a atenção do Dolphins, sendo um corner alto, com muita velocidade e bem físico no apoio à corrida. Na terceira rodada o time escolheu Kenyan Drake, um jogador muito interessante para completar o jogo corrido, a questão é que muitos outros bons RBs acabaram saindo no terceiro dia de Draft, Dolphins teria chances de conseguir mais valor fazendo essa escolha mais tarde.

 Leonte Carroo é um WR com muito potencial, mas o Dolphins pagou caro para voltar ao fim da terceira rodada para selecioná-lo (Dolphins entregou uma escolha na sexta rodada de 2016, além de uma escolha na terceira e outra na quarta rodada de 2017). Uma escolha ainda mais questionável se considerarmos que o Dolphins tem Jarvis Landry, Kenny Stills e DeVante Parker no elenco. Sem escolhas na quarta e na quinta rodada, Dolphins ainda selecionou mais um WR na sua próxima escolha. Jakeem Grant tem um perfil diferente dos demais recebedores no elenco, muito baixo e ágil, Grant ainda tem uma velocidade final que pode resultar em TD cada vez que ele receber a bola. Adam Gase conseguiu mais armas para o ataque, mas ficou faltando investir no corpo de LBs.

NOTA: 8,0

AFC NORTE

logo bengals CINCINNATI BENGALS

#24 CB William Jackson III – Houston
#55 WR Tyler Boyd – Pittsburgh
#72 LB Nick Vigil – Utah State
#123 DT/NT Andrew Billings  – Baylor
#161 OG Christian Westerman – Arizona
#199 WR Cody Core – Mississippi
#245 S Clayton Fejedelem – Illinois

Ser eliminado pelo rival Pittsburgh Steelers pode ter sido doloroso, mas não foi em vão. Escolhendo uma posição antes do Steelers, Bengals conseguiu escolher William Jackson III, melhor CB disponível então, fazendo com que o Steelers tivesse que pegar Artie Burns mais cedo do que era previsto. Bengals também precisava repor a saída de Marvin Jones e Mohamed Sanu no Free Agency, Tyler Boyd foi uma escolha que fez muito sentido na segunda rodada, ótimo corredor de rotas, com a mão muito segura, ingredientes que podem fazê-lo contribuir imediatamente como slot receiver. Boyd também era usado correndo a bola com frequência e encaixará bem em um ataque recheado de jogadores explosivos. Nick Vigil foi um jogador extremamente produtivo em Utah State, precisará ganhar mais massa para lidar com os atletas no nível profissional.

Andrew Billings era cotado para sair na primeira rodada, só que aparentemente os times viam Billings como um NT para ser usado exclusivamente em situações de corrida. De qualquer forma vale o risco com um quarta rodada e o potencial de crescimento é real se tratando de um atleta de apenas 21 anos. Bengals também conseguiu um bom valor na quinta rodada quando encontraram Christian Westerman, que pode atuar em qualquer uma das três posições no interior da linha ofensiva.

NOTA: 9,0

logo steelers PITTSBURGH STEELERS

#25 CB Artie Burns – Miami
#58 S Sean Davis – Maryland
#72 DT Javon Hargrave – South Carolina State
#124 OT Jerald Hawkins – LSU
#220 LB Travis Feeney – Washington
#229 WR Demarcus Ayers – Houston
#246 LB Tyler Matakevich – Temple

A última vez que o Steelers havia draftado um cornerback na primeira rodada do Draft foi em 1997, mas este ano  haviam poucas opções para o Steelers que não fossem cornerback e safety, a secundária do Steelers é o maior problema de um time que conta com um dos ataques mais perigosos da liga. A necessidade que o Steelers tinha nessas áreas foi afirmada com o time de Pittsburgh escolhendo o CB Artie Burns e Sean Davis, que embora jogasse de corner na faculdade, deverá atuar como safety na NFL. Os dois jogadores tem um enorme potencial atlético e podem ajudar a resolver os problemas da franquia, o problema é que são jogadores ainda crus, levantando questões sobre o nível do impacto que eles poderão oferecer já em seu primeiro ano.

Selecionando o DT Javon Hargreave na terceira rodada, o Steelers seguiu fortalecendo posições carentes com jogadores com um alto potencial, mas que ainda estão um pouco crus. Hargrave tem uma explosão impressionante e muita força para um jogador menor do que você gostaria para o interior da sua linha de defesa. Apesar de recisar melhorar suas técnicas usando as mãos, sua explosão no pass rush pode ajudá-lo a entrar na rotação da defesa. Feeney e Ayers poderão ajudar instantaneamente no time de especialistas e Feeney tem um potencial intrigante e poderá ajudar o corpo de LBs com sua habilidade na cobertura. Vemos muito potencial atlético no Draft do Steelers, mas os resultados dependerão da capacidade da comissão técnica em desenvolver esses potenciais.

NOTA: 7,5

logo ravens BALTIMORE RAVENS

#6 OT Ronnie Stanley – Notre Dame
#42 LB Kamalei Correa – Boise State
#70 DE Bronson Kaufusi – BYU
#104 CB Tavon Young – Temple
#107 WR Chris Moore – Cincinnati
#130 OT Alex Lewis – Nebraska
#132 DT Willie Henry – Michigan
#134 RB Kenneth Dixon – Louisiana Tech
#146 OLB Matt Judon – Grand Valley State
#182 WR Keenan Reynolds -Navy
#202 CB Maurice Canady – Virginia

O Baltimore Ravens realizou onze escolhas nos três dias de Draft e conseguiram fazer uma grande infusão de talento em um time que decepcionou em 2015. Stanley pode não ser tão bom jogador quanto Tunsil, mas está pronto para assumir a titularidade desde já e repor a saída de Kelechi Osemele. Ravens continuou bem no segundo dia de Draft, escolhendo dois pass rushers com características diferentes e com grande potencial. Correa precisa aperfeiçoar sua capacidade de atacar o QB, mas ele tem uma enorme capacidade física e poderá ser desenvolvido em Baltimore. A movimentação do Rams foi ainda mais interessante por ter descido duas vezes no Draft, acumulando escolhas e selecionando Correa. Kaufusi jogava de pass rusher na faculdade, mas deverá atuar de DE no 3-4 do Ravens. Jogador mais completo na defesa contra a corrida do que Correa, além de ser muito produtivo no pass rush.  Duas ótimas escolhas para o front seven, mas que deverão estar mais prontas em 2017.

Ravens teve oito escolhas no terceiro dia de Draft, sendo cinco delas na quarta rodada. Tavon Young pode contribuir cedo como slot corner, Kenneth Dixon foi um achado excelente no final da quinta rodada e poderá se destacar rapidamente pela sua qualidade recebendo passes no backfield. Judon é uma escolha interessante, tendo sido extremamente produtivo, só que contra uma competição fraca. Ozzie Newsome gosta de selecionar jogadores pensando alguns anos adiante, então faz sentido o investimento pesado em pass rushers com o envelhecimento de Elvis Dummervil e Terrell Suggs.

NOTA: 8,5

 logo browns CLEVELAND BROWNS

#15 WR Corey Coleman – Baylor
#32 DE Emmanuel Ogbah – Oklahoma State
#65 DE Carl Nassib – Penn State
#76 OT Shon Coleman – Auburn
#93 QB Cody Kessler – USC
#99 OLB Joe Schobert – Wisconsin
#114 WR Ricardo Louis – Auburn
#129 S Derrick Kindred – Auburn
#138 WR Seth DeValve – Princeton
#151 WR Jordan Payton – UCLA
#168 OT Spencer Drango – Baylor
#172 WR Rashard Higgins – Colorado State
#173 CB Trey Caldwell – Louisiana-Monroe
#250 ILB Scooby Wright III – Arizona

Pode-se argumentar que o Browns está confiando demais em RGIII a ponto de fazer uma troca saindo da posição que poderia apostar em Wentz. Mas a mentalidade do Browns é a de que o time precisa de muitas peças além de QB, então eles agiram bem acumulando escolhas e fortalecendo o elenco. RGIII saiu ganhando com este Draft, visto que o Browns só foi escolher um QB em Cody Kessler na terceira rodada. Kessler. Além disso, RGIII viu uma incrível adição de cinco wide receivers via Draft, entre eles a primeira escolha de Cleveland. Corey Coleman é um recebedor velocista capaz de adicionar uma outra dimensão ao ataque do Browns, Coleman não é um bom corredor de rotas neste estágio da carreira, mas Hue Jackson encontrará jeitos de colocar a bola na mão dele, em espaço. Jordan Payton e Rashard Higgins foram bons achados na quinta rodada, sendo recebedores mais confiáveis nas suas rotas e com boas mãos.

Além do excesso de recebedores, Browns selecionou um par de pass rushers com a sua segunda e terceira escolhas. Emmanuel Ogbah é uma força que deixará sua marca no jogo corrido e ainda foi muito produtivo no pass rush. Nassib é um projeto que precisará ser melhor trabalhado, mas tem todos os atributos físicos para se desenvolver em um belo pass rusher. Para completar o investimento no pass rush, Browns selecionou Joe Schobert no terceiro dia de Draft, dando mais uma opção para fortalecer o setor. Outro foco do Brown no Draft foi o de melhorar a linha ofensiva, Shon Coleman tem as ferramentas para se transformar em um bom OT titular e Drango também parece ter sido um bom achado no terceiro dia de Draft, tendo versatilidade para jogar de tackle ou guard, será no mínimo um reserva de extrema qualidade que poderá contribuir em diferentes posições na excelente linha do Browns.

 NOTA: 9,0 

AFC SUL

logo texans HOUSTON TEXANS

#21 WR Will Fuller – Notre Dame
#50 C Nick Martin – Notre Dame
#85 WR Braxton Miller – Ohio State
#119 RB Tyler Ervin – San Jose State
#159 S K.J. Dillon – West Virginia
#166 DT D.J. Reader – Clemson

Com uma defesa bem montada, o Texans precisou priorizar o ataque neste Draft. Encontrar um complemento para DeAndre Hopkins era prioridade na casa, assim como melhorar o jogo corrido que vinha sofrendo desde o ocaso de Arian Foster. Texans começou investindo em Will Fuller na primeira rodada, Fuller não é um WR versátil, mas ele tem uma velocidade arrebatadora, que ajudará a abrir espaços para o DeAndre Hopkins. Mas o Texans conseguiu um valor melhor por Braxton Miller, WR selecionado na terceira rodada. Miller era QB de Ohio State até 2014, mas acabou sendo transferido para WR e se adaptou rapidamente à posição. Ele é muito bom disputando bolas altas e tem uma boa velocidade e movimentos para machucar a defesa depois de receber a bola.

Após perder Ben Jones para o Titans, os texanos fizeram uma ótima reposição em Nick Martin, irmão de Zack Martin do Cowboys, Martin ajudará a fortalecer o jogo corrido do Texans, além de oferecer liderança no vestiário. Tyler Ervin não é o tipo de RB que ficará em campo por três descidas, mas será um bom complemento para Lamar Miller,  podendo causar estrago com sua velocidade em espaço aberto, além de ajudar instantaneamente como retornador. A escolha do DT D.J. Reader na quinta rodada também foi muito interessante, Vincent Wilfork não é nenhum garoto e Reader poderá fazer bem o papel de NT após o veterano pendurar as chuteiras.

NOTA: 8,5

 logo colts INDIANAPOLIS COLTS

#18 C Ryan Kelly – Alabama
#57 S T.J. Green – Clemson
#82 OT Le’Raven Clark – Texas Tech
#116 DT Hassan Ridgeway – Texas
#125 LB Antonio Morrison – Florida
#166 OT Joe Haeg – North Dakota State
#239 OLB Trevor Bates – Maine
#248 C Austin Blythe – Iowa

Colts precisou usar cinco QBs diferentes ao longo do decepcionante ano de 2015, então proteger Andrew Luck era uma grande prioridade para a equipe. Duas das melhores escolhas do Colts vieram exatamente para isso, Ryan Kelly era um dos atletas com a menor chance de dar errado no Draft. Um center pronto para o jogo profissional, tem todas as condições de ancorar a linha ofensiva do Colts por anos. La’Raven Clark na terceira rodada foi um ótimo achado, ele pode começar jogando desde cedo como RT, tendo potencial para ser um bom LT futuramente.

Colts também fez duas escolhas muito promissoras na quarta rodada do Draft. Hassan Ridgeway caiu até o terceiro dia por preocupações com a sua capacidade de ficar inteiro, pois em talento mereceria ter saído muito antes. Um jogador incansável em campo, não desiste das jogadas e causa impacto no jogo corrido e chegando no QB. Morrison tem algumas limitações, por não ser tão confiável na cobertura e ser pequeno para ajudar no jogo corrido, mas o que falta em tamanho, sobra em disposição. Sua habilidade fazendo tackles e a qualidade da competição, devem fazer com que Morrison veja o campo desde cedo.

NOTA: 8,5

logo jaguars JACKSONVILLE JAGUARS

#5 CB Jalen Ramsey – Florida State
#36 LB Myles Jack – UCLA
#69 DE Yannick Ngakoue – Maryland
#103 DT Sheldon Day – Notre Dame
#181 DE Tyrone Holmes – Montana
#201 QB Brandon Allen – Arkansas
#226 DE Jonathan Woodart – Central Arkansas

O Jaguars não cansa de encantar os fãs de NFL com o trabalho de reconstrução de elenco nos últimos anos. Após um período de Free Agency fortíssimo, o Jaguars voltou com um Draft tão impressionante quanto. Ramsey e Jack eram considerados dois dos melhores talentos do Draft e até um mês atrás, a maioria dos especialistas colocavam os dois como possíveis alvos do Jaguars na escolha #5. Conseguir Ramsey na primeira rodada já foi um reforço imenso para o Jaguars, sua capacidade de jogar em diferentes posições da secundária será muito valorizada. Conseguir o Jack na segunda rodada era algo impensável, mas a incerteza do estado do joelho dele para o futuro fez com quem times o deixassem chegar até a 36ª escolha. A franquia está ciente do risco de Jack jogar por apenas três ou quatro anos antes que seu joelho estoure de vez, mas para quem quer ganhar hoje, uma escolha de segunda rodada é um preço justo por tamanho talento.

Yannick Ngakoue e Sheldon Day foram escolhas sólidas na terceira e quarta rodadas. Ngakoue não é muito útil contra a corrida, mas seus dons no pass rush podem fazer com que ele seja um jogador importante em situações de passe. Sheldon Day também tem mais para contribuir em situações de passe do que contra a corrida, mas também tem grandes chances de ajudar desde cedo na rotação da linha defensiva do Jaguars.

NOTA: 10,0

 logo titans TENNESSEE TITANS

#8 OT Jack Conklin – Michigan State
#33 LB Kevin Dodd – Clemson
#43 DT Austin Johnson – Penn State
#45 RB Derrick Henry – Alabama
#64 S Kevin Byard – Middle Tennessee
#140 WR Tajae Sharpe – Massachusetts
#157 CB LeShaun Sims – Southern Utah
#193 OG Sebastian Tretola – Arkansas
#222 LB Aaron Wallace – UCLA
#253 CB Kalan Reed – Southern Mississippi

Assim como o Cleveland Browns, a troca que o tirou da primeira escolha do Draft deu inúmeras munições para um time precisando de muitas peças para se reconstruir. Titans conseguiu  Jack Conklin, o RT que precisava na primeira rodada, ao fazer uma troca com o Browns que o levou de volta ao top 10 do Draft.  Como um time que está querendo formar seu ataque com um jogo corrido forte, a escolha de Derrick Henry na segunda rodada será importante como peça complementar de Demarco Murray, com o potencial de ser tão bom quanto o veterano no futuro.

A segunda rodada também foi muito importante para o Titans reforçar sua linha defensiva, Kevin Dodd e Austin Johnson foram escolhas sólidas que podem ganhar bastante tempo de jogo já em seu primeiro ano. Tajae Sharp também tem chance de ajudar o combalido corpo de recebedores do Titans já esse ano. Titans ainda procurou peças para a secundária, LeShaun Sims pode se tornar um bom CB dentro de alguns anos, capacidade atlética ele tem de sobra.

NOTA:9,0

AFC OESTE

logo broncos DENVER BRONCOS

#26 QB Paxton Lynch – Memphis
#63 DT Adam Gotsis – Georgia Tech
#98 S Justin Simmons – Boston College
#136 RB Devontae Booker – Utah
#144 G Connor McGovern – Missouri
#176 FB Andy Janovich – Nebraska
#219 S Will Parks – Arizona
#228 P Riley Dixon – Syracuse

Broncos conseguiu o QB que queria em Paxton Lynch, mas será que Lynch é o QB que Denver precisa? Lynch ainda é um jogador muito cru e precisará ser trabalhado para entender melhor as nuances da posição antes de ser colocado em campo. Isso quer dizer que são grandes as chances do atual campeão do Super Bowl ter Mark Sanchez como seu titular na primeira semana. O time de Denver também precisava de um guard, mas esperaram até a quinta rodada para escolher um, em Connor McGovern, o jogador vindo de Missouri tem potencial para ser um guard titular, mas ainda não parece pronto para contribuir em alto nível.

Adam Gotsis poderia estar melhor cotado nesse Draft caso não tivesse se lesionado em 2015, sorte de Broncos que conseguiu um jogador com alto potencial no fim da segunda rodada. Justin Simmons é um safety que precisa ser trabalhado, mas pode ser muito eficiente ajudando a parar a corrida. Entre todas as escolhas de Denver, a que tem mais chances de causar um impacto imediato é Devontae Booker, um RB completo, muito veloz, usa bem o corpo para quebrar tackles e ainda é muito bom recebendo passes.

NOTA: 7,5

logo chiefs KANSAS CITY CHIEFS

#37 DT Chris Jones – Mississippi State
#59 CB KeiVarae Russell – Notre Dame
#105 OG Parker Ehinger – Cincinnati
#106 CB Eric Murray – Minnesota
#126 WR Demarcus Robinson – Florida
#162 QB Kevin Hogan – Stanford
#165 WR Tyreek Hill – West Alabama
#178 CB D.J. White – Georgia Tech
#203 DE Dadi Nicolas – Virginia Tech

Chiefs tinha dois buracos mais importantes de serem fechados no elenco, em primeiro lugar precisam de um WR capaz de tirar a atenção que as defesas dão ao Jeremy Maclin, o segundo buraco foi o deixado por Sean Smith ao trocar o Chiefs pelo Raiders. Para suprir essas carências, o Chiefs fez duas trocas para descer no Draft e acumular escolhas adicionais. Com nove escolhas no Draft, o Chiefs usou três em CBs e duas em WRs, além de usar sua primeira escolha no draft, no promissor DT Chris Jones. Com Dontari Poe em seu último ano de contrato, Jones é uma boa garantia caso o Chiefs não consiga renovar com Poe. Jones tem a versatilidade para jogar em diferentes pontos da linha defensiva e tem um tamanho ideal para posição, sabendo usar seu corpo bem no controle do jogo corrido e desestabilizando o pocket quando se infiltra para atacar o QB.

Entre os corners escolhidos, Rusell tem uma grande oportunidade de ganhar a titularidade no lado oposto ao DROY Marcus Peters, sua capacidade de marcar em pressão encaixa bem no esquema do Chiefs. Murray também pode brigar pela posição de slot corner logo cedo. Entre os recebedores, DeMarcus Robinson é um bom velocista capaz de espaçar a cobertura facilitando o trabalho do Maclin pelo meio do campo. Pelo estilo do Alex Smith, acho difícil que Robinson consiga produzir grandes números instantaneamente, mas se ele for capaz de manter as secundárias no fundo do campo, poderá ser útil para um ataque que trabalhará majoritariamente correndo a bola. Kevin Hogan para a reserva de Alex Smith também foi uma escolha interessante, saindo na quinta rodada, Hogan terá tempo para continuar aperfeiçoando seu jogo e pode ser uma boa surpresa nessa classe fraca de grandes QBs.

NOTA: 8,0

logo raiders OAKLAND RAIDERS

#14 S Karl Joseph – West Virginia
#44 DE Jihad Ward – Illinois
#75 DE Shilique Calhoun – Michigan State
#100 QB Connor Cook – Michigan State
#143 RB DeAndre Washington – Texas Tech
#194 LB Cory James – Colorado State
#234 OG Vadal Alexander – LSU

Oakland Raiders está com uma boa estrutura montada e suas opções estavam abertas na 15ª escolha da primeira rodada. Karl Joseph é uma opção que fez sentido para o time, em uma classe fraca de safeties, Raiders se apressou em pegar o melhor disponível. Joseph preocupa por ter perdido boa parte do último ano com uma lesão, mas se estiver recuperado, poderá ajudar imediatamente com a intensidade que defende a corrida.  Raiders procurou adicionar ainda mais pass rushers, em uma defesa que já conta com Khalil Mack e Bruce Irvin, nas duas escolhas seguintes. Ward foi escolhido na segunda rodada puramente pelo seu potencial atlético, visto que ainda é muito cru para contribuir imediatamente na NFL, conseguir Calhoun na terceira rodada representou um valor melhor para a equipe. Calhoun poderá ajudar como um pass rusher rotacional assim que o Raiders precisar chamar seu nome, mas precisará melhorar muito – e talvez adicionar uma massa – se quiser contribuir contra a corrida também.

No terceiro dia de Draft, Raiders conseguiu um bom valor na escolha de Cook, QB não era uma necessidade para o time de Oakland e Cook está longe de ser uma garantia de um bom QB, mas uma escolha de quarta rodada vale a chance de encontrar uma possível moeda de troca no futuro e que pode servir de um reserva barato para o Carr. A escolha do RB Deandre Washington dará uma boa arma para complementar o jogo de Latavius Murray, constituindo um bom valor para uma escolha da quinta rodada.

NOTA: 8,0

logo chargers SAN DIEGO CHARGERS

#3 DE Joey Bosa – Ohio State
#35 TE Hunter Henry – Arkansas
#66 C Max Tuerk – USC
#102 LB Joshua Perry – Ohio State
#175 OLB Jatavis Brown – Akron
#179 P Drew Kaser – Texas A&M
#198 FB Derek Watt – Wisconsin
#224 OG Donovan Clark – Michigan State

Chargers tinha a opção de escolher o melhor jogador disponível com a terceira escolha do Draft e sua escolha foi Joey Bosa, apesar de Bosa ser mais adaptado a uma linha de quatro defensores. Se a ideia do Charger for usar Joey Bosa como DE no 3-4, talvez a melhor opção fosse DeForest Buckner, mas bons jogadores conseguem se destacar independente do esquema e Joey Bosa terá a oportunidade de provar que o Chargers fez a coisa certa.  Como um time que adora seus tight ends, Chargers fez bem em selecionar o melhor da classe no início da segunda rodada, Henry não só é uma arma potente recebendo passes, mas também é um exímio bloquador. Por mais que Gates continue causando um grande impacto na liga, infelizmente ele não está ficando mais novo e seus anos estão contados. Henry será o futuro dono da posição em San Diego.

San Diego continuou com um Draft muito forte ao escolher o C Max Tuerk na terceira rodada e o LB Joshua Perry na quarta. Ambos têm grandes chances de assumirem a titularidade em algum momento, ainda esse ano. Jatavis Brown pode ser a maior surpresa dessa classe, com sua habilidade em cobrir o passe e atacar o QB. O único questionamento foi o time ter ignorado qualquer opção de OT, mesmo com todas as lesões que fizeram um verdadeiro carrossel da posição em 2015.

NOTA: 8,5

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Arthur Murta conheceu a NFL em 2005 e, desde que pisou no Ralph Wilson Stadium, nunca mais foi o mesmo. Além de uma matéria semanal, também é responsável pela coluna Dicas de Fantasy e co-apresenta o Podcast Liga dos 32. Arthur gosta de fantasy football mais do que gosta de sorvete. Twitter: @murtaarthur