No que prestar atenção no training camp do Bills?

21 de julho de 2017
Tags: bills, carlos massari, Notícias do Dia,

Você sabe que uma nova temporada se aproxima de verdade quando começam os training camps. Times reunidos, treinos já com equipamento completo, reportagens diárias informando o que tem acontecido, dúvidas sendo solucionadas. É onde toda a massa bruta que foi gerada durante a offseason é moldada em um time.

Com o Buffalo Bills de 2017, há alguns pontos específicos para se prestar atenção extra. Além de ser um elenco com alguns buracos, o que gera naturalmente disputas por posições, há toda uma nova comissão técnica treinando a equipe e Sean McDermott e companhia terão escolhas a fazer.

No que você deve ficar de olho a partir do próximo dia 26, quando os treinos começam em Rochester? Vamos a algumas questões importantes:

1. Quem serão os linebackers titulares?

A defesa de Rex Ryan usava o 3-4 como base, enquanto a de McDermott usará o 4-3. Com isso, há uma vaga a menos para os linebackers. E entre quem está no time, muitas interrogações pululam.

Pelo meio, Zach Brown foi embora. Ano passado, ele fez dupla com Preston Brown, mas agora o Bills terá só um inside linebacker. O problema é que Preston fez uma temporada muito ruim – teve alto número de tackles, só que perdeu um para cada nove que tentou, algo inaceitável. Foi apenas o septuagésimo terceiro melhor atleta da posição segundo o ProFootball Focus. É, sem dúvida, uma temeridade.

Para competir com Preston Brown, existe Reggie Ragland. Escolhido no draft de 2016, o ex-jogador de Alabama perdeu toda a sua temporada de calouro por causa de uma grave lesão. Agora, é esperado dele que esteja em forma para competir e ganhar a posição no training camp, elevando o nível da função que é chamada de “quarterback da defesa”.

Já nas funções de outside linebacker, a dúvida é sobre qual Lorenzo Alexander vai aparecer em 2017: o de toda a sua carreira ou o de 2016? Depois de ser basicamente um jogador de special teams por muitos anos, ele explodiu de forma completamente inesperada. Para se ter uma ideia, foram nove sacks nos seus dez primeiros anos na liga, contra 12,5 na temporada passada. Será que foi só um one-year wonder? Se sim, o Bills terá problemas, já que o resto do material humano disponível não é de muita qualidade. Os calouros Tanner Vallejo e Matt Milano podem surpreender e beliscar uma vaga.

2. Dion Dawkins será titular desde o princípio?

Jordan Mills foi o right tackle do Bills em 2016, e Tyrod Taylor não tem boas recordações disso. Foram simplesmente oito sacks por culpa do ex-Detroit Lions. Seantrel Henderson perdeu a temporada toda após ter aparecido na linha ofensiva em 2015, mas com resultados não muito melhores. A esperança era de que a franquia se reforçasse muito na proteção aos seus signal callers nessa offseason – só que isso não aconteceu. O único reforço foi Dion Dawkins, na segunda rodada do draft.

Dawkins brigará com Mills e Henderson pela posição de right tackle, e pelo que sabemos dos concorrentes, será o favorito. Era um jogador visto no processo do draft como pronto para ser titular desde o começo da sua carreira na NFL, já que foi left tackle em Temple foi três anos sem ficar de fora de nenhuma partida. É claro que a vida não é fácil para calouros na NFL – ainda mais em uma posição que é colocada diante de tantos rivais talentosos. Com a falta de opções nessa linha ofensiva, porém, é muito provável que não haja outra escolha.

3. Sammy Watkins ainda tem conserto?

Talento, velocidade, explosão… quem é que não gostaria de ter Sammy Watkins em seu time? No papel, parece um atleta perfeito. Infelizmente, as lesões e a dificuldade de adaptação aos esquemas de Buffalo tornaram a relação com o Bills cada vez mais complicada.

A franquia decidiu não ativar a cláusula de quinto ano do contrato de Watkins, o que significa que ele será um free agent após essa temporada. Em um ano chave para receber um pagamento muito gordo, ele conseguirá se manter saudável, comprometido e ter um ano à altura do que seu talento permite?

Começaremos a descobrir pelo training camp qual será a forma que o wide receiver se apresentará e como se desenha a sua temporada. Será muito triste para Buffalo se finalmente ele viver o seu status de grande recebedor e assinar um contato gordo com outra franquia logo em seguida.

4. Alguém pode ameaçar Tyrod Taylor? E quem será o reserva imediato?

Já adianto a resposta para a primeira pergunta: não. Apesar de a comissão técnica não ter demonstrado plena confiança em Taylor, nenhum dos outros três quarterbacks do elenco tem o talento ou a maturidade para barrá-lo.

Existem duas vagas no elenco final para serem disputadas entre Nathan Peterman, Cardale Jones e TJ Yates. O primeiro deve ficar com uma delas, já que acabou de ser recrutado no último draft e deve ser visto como um projeto em desenvolvimento, que talvez possa ser o signal caller do futuro. Jones e Yates são muito diferentes entre si e o desempenho no camp será fundamental decidir quem será, possivelmente, o reserva imediado de Taylor, e quem será cortado.

Cardale Jones foi selecionado na quarta rodada do Draft de 2016 e esbanja talento físico. Precisa aprimorar a mecânica, a leitura e o entendimento do jogo a nível de NFL. TJ Yates é o contrário: muito limitado fisicamente, é um game manager, alguém capaz de comandar um ataque se não precisar muito de seu braço.

Os jogos de pré-temporada serão muito importantes nessa disputa, como em todas as outras citadas nesse texto.


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Carlos Massari é o setorista da AFC LESTE. Analisa Patriots, Jets, Bills e Dolphins às quartas e sextas aqui no site. No projeto setoristas, falamos dos 32 times a cada duas semanas! Siga-o no Twitter para acompanhar mais da cobertura dessa divisão e debater sobre as matérias: @massaricarlos