No que ficar de olho no training camp do Miami Dolphins?

28 de julho de 2017
Tags: carlos massari, dolphins, Notícias do Dia,

Já começou o training camp do Miami Dolphins. Os calouros se apresentaram na semana passada, o restante do time teve seu primeiro treino na manhã dessa quinta-feira. As disputas por posição não são tantas como em outras equipes, mas existem muitos jogadores precisando se provar e algumas outras questões importantes a serem observadas. No que você, torcedor, precisa ficar de olho nesse período?

1. A saúde do time preocupa

O training camp começou com notícias boas e ruins. Do lado positivo, Mike Pouncey foi liberado para treinar. Importantíssimo para a linha ofensiva, o center deve fazer um condicionamento especial, sem ter cargas pesadas de treinamento, para que possa estar inteiro para a temporada. No primeiro dia, ficou apenas cuidando da parte física – o que deve ser recorrente.

Já do lado negativo, o linebacker Koa Misi segue o caminho que muitos esperavam e planeja a sua aposentadoria da NFL. A lesão no pescoço é grave, e é melhor para a qualidade de vida do atleta que ele não insista em tentar seguir na carreira. Isso abre espaço para que o calouro Raekwon McMillan alcance a titularidade.

Reshad Jones começa o training camp na lista de non-football injury, apesar de aparentemente poder retornar em breve. Também poderá ser observada de melhor forma a evolução no joelho de Ryan Tannehill.

2. Os calouros podem brigar por vagas entre os titulares?

O único calouro que entra no camp com status de titular é McMillan. É esperado que ele forme o trio de linebackers com Kiko Alonso e Lawrence Timmons. Para os demais, as chances variam.

Isaac Asiata deve ter a oportunidade de brigar pela posição de right guard. Se o quadro de Mike Pouncey continuar evoluindo e ele puder ser o center quando a temporada começar, Anthony Steen será o favorito para vencer a batalha na posição. Mas também há Ted Larsen, recém-chegado de Chicago. Não há nenhuma estrela nessa disputa, e é possível que Asiata leve a melhor.

Escolhido na primeira rodada, Charles Harris tem uma situação mais difícil. Precisa melhorar muito a sua assistência ao jogo terrestre e, num primeiro momento, deve aparecer principalmente em downs óbvios de passe, maximizando suas habilidades de pass rusher. O campeão nacional universitário Cordrea Tankersley tem boas chances de ser o slot corner.

3. Há um grave problema com os safeties

A lesão de Isa Abdul-Quddus, que o forçou a se aposentar, deixou um buraco na posição de safety para o Miami Dolphins. Existe Reshad Jones, e não muita coisa além dele. O time tentou solucionar a questão trazendo o competente TJ McDonald na free agency, só que ele está suspenso pelos oito primeiros jogos da temporada.

O substituto natural seria Nate Allen, mas trata-se de um jogador bastante fraco. Todos os outros nomes no elenco não tem quase nenhuma experiência na posição, o que deve realmente forçar o ex-Eagles e Raiders a ser o titular pela primeira metade da temporada.

Alguém conseguirá se destacar no camp ao ponto de tentar conseguir tirar Allen do time titular? Também há problemas com a questão dos reservas imediatos, e tudo pode ser ainda pior se Jones voltar a sofrer com lesões. Essa é uma posição que requer muito carinho e atenção no training camp do Dolphins.

4. Quem pode se destacar como wide receiver?

Kenny Stills e DeVante Parker (mais um que começa o training camp lesionado) são os titulares pelos cantos, Jarvis Landry no slot. Disso, já sabemos. Mas quem pode se destacar além desses três? É necessário, na NFL de hoje, que mais wide receivers apareçam frequentemente com alguma relevância.

Escolhido na terceira rodada do draft de 2016, Leonte Caroo não brilhou muito como calouro. Foram apenas seis bolas lançadas em sua direção em toda a temporada, das quais ele agarrou três para vinte e nove jardas e um touchdown. Jakeem Grant foi usado só como retornador, e existe uma porção de jogadores vindos para suas primeiras temporadas na NFL. Deles, só Isaiah Ford veio via recrutamento, enquanto Damore’ea Stringfellow é o maior destaque como undrafted free agent (e tem o nome mais legal).

É necessário que alguém além do trio principal consiga contribuir para o ataque aéreo do Dolphins na temporada. Em tempos de spread offense, ter apenas três wide receivers capazes de agarrar a bola é um problema. Assim como com os safeties, é outra posição que precisa de alguém fazendo um training camp estelar e elevando seu status no elenco.

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Carlos Massari é o setorista da AFC LESTE. Analisa Patriots, Jets, Bills e Dolphins às quartas e sextas aqui no site. No projeto setoristas, falamos dos 32 times a cada duas semanas! Siga-o no Twitter para acompanhar mais da cobertura dessa divisão e debater sobre as matérias: @massaricarlos