No que ficar de olho no training camp do Jets?

2 de agosto de 2017
Tags: carlos massari, jets, Notícias do Dia,

Já está acontecendo desde a semana passada o training camp do New York Jets. Um dos times mais cheios de dúvidas e questões na NFL, o alviverde precisa encontrar soluções em muitas posições problemáticas. Por mais que essa seja provavelmente uma temporada que servirá como base para uma reconstrução, é necessário começar a encontrar muitas soluções para que a melhora venha nos anos seguintes.

Completando então a série de posts sobre os training camps da AFC Leste, vamos avaliar quais são as questões mais importantes para o Jets nas semanas que precedem o início da temporada.

1. A batalha pela posição de quarterback

Josh McCown, Christian Hackenberg ou Bryce Petty? Os três vem recebendo snaps com o ataque titular e, aparentemente, nenhum empolga. A melhor coisa para o Jets seria uma vitória do ex-Penn State nessa batalha, já que ao menos ele é uma incógnita. Mas parece difícil.

Até a segunda-feira, parecia que Hackenberg de fato tinha estabelecido uma liderança na disputa. Relatos mostravam que ele vinha evoluindo, apesar de ainda cometer muitos “erros de calouro” (mesmo não sendo um). Infelizmente, nessa terça-feira ele foi muito mal e novamente levantou sérias questões sobre a sua funcionalidade para a NFL. McCown, que emprega uma estratégia bem mais conservadora, com passes curtos para running backs e tight ends, pode ter reassumido a ponta da corrida por ser quem menos erra.

Essa disputa continuará até os jogos de pré-temporada. Se Hackenberg ou Petty não demonstrarem grande capacidade de evolução, a titularidade provavelmente caberá mesmo a McCown e sua já conhecida mediocridade.

2. O desempenho dos calouros

Depois de um tópico pessimista, vamos a um que dá boas esperanças ao torcedor do Jets: os calouros parecem estar impressionando. Sobretudo, a dupla de safeties selecionada nas duas primeiras rodadas.

Jamal Adams e Marcus Maye são jovens, e é uma temeridade ter dois rookies fazendo um par em uma posição tão importante. Felizmente para o Jets, eles parecem ter muito potencial, vem fazendo excelentes jogadas nos treinos e demonstrando que futuramente podem fazer um duo de elite. Eles tem tempo para crescer e aprender juntos.

Outro nome que vem deixando ótimas impressões é Dylan Donahue. Selecionado na quinta rodada, o linebacker tem tido a chance de trabalhar no time titular e parece estar aos poucos garantindo sua vaga nele. Sua penetração no backfield tem sido uma característica muito elogiada, bem como o reconhecimento de jogadas e a velocidade para chegar no posicionamento correto.

3. Há definições a serem feitas na linha ofensiva

Com Kelvin Beachum sendo o provável left tackle titular, era de se imaginar que Ben Ijalana fosse o right tackle, principalmente pelo salário que recebe. Porém, o que tem acontecido é que esses dois atletas dividem os snaps no blindside, enquanto Brandon Shell e Brent Qvale disputam a titularidade no outro lado.

Do quarteto, o único que vem de uma temporada aceitável é Shell. Dessa forma, é até natural que ele consiga a posição de right tackle, mesmo existindo dúvidas sobre se ele consegue manter um nível consistente como titular da linha ofensiva.

A questão é que os contratos de Beachum e Ijalana são relativamente altos – 12 milhões para o primeiro e 5 para o segundo em 2017 – para dois atletas que foram muito mal em 2016 (o primeiro com o Jacksonville Jaguars). Juntos, cederam doze sacks e nada menos que 65 pressões aos quarterbacks que deveriam proteger. Números que certamente não ajudam quem vencer a batalha para ser o signal caller da gang green. É necessário que a melhora venha, independente de quem sejam os responsáveis pelos cantos dessa linha ofensiva.

4. Como vai a evolução de Darron Lee?

Com o expurgo de veteranos que aconteceu na offseason, Darron Lee precisará se tornar um dos principais nomes da defesa do Jets. Um atleta selecionado na primeira rodada que fez um ano de calouro muito ruim, o ex-Ohio State precisa evoluir muito em 2017.

Segundo o ProFootball Focus, Lee foi o sétimo pior entre 88 linebackers qualificáveis na temporada de 2016. Seu pior desempenho foi na cobertura – quarterbacks adversários tiveram um rating de 130,8 lançando em sua direção, completando 45 de 57 passes para cinco touchdowns e nenhuma interceptação. Também preocupa a baixa produtividade como pass rusher, com apenas um sack, e os sete tackles perdidos.

Visto como muito pequeno para um linebacker, Lee precisa aproveitar a oportunidade para acabar – ou ao menos diminuir – todas as questões que existem sobre ele. Ainda é poupado de críticas por essa temporada tão ruim ter sido a sua de calouro, mas uma não melhora seria de causar extrema preocupação nos torcedores.

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Carlos Massari é o setorista da AFC LESTE. Analisa Patriots, Jets, Bills e Dolphins às quartas e sextas aqui no site. No projeto setoristas, falamos dos 32 times a cada duas semanas! Siga-o no Twitter para acompanhar mais da cobertura dessa divisão e debater sobre as matérias: @massaricarlos