Linha defensiva é o ponto positivo que restou para o Jets

23 de junho de 2017
Tags: carlos massari, jets, Notícias do Dia,

Muhammad Wilkerson, Sheldon Richardson e Leonard Williams são jogadores extremamente talentosos. Não há muita dúvida de que eles são o que há de melhor no elenco do New York Jets, e se existe esperança de algumas vitórias na temporada de 2017, ela passa por performances de alto nível dos três. Para conseguir que eles se ajudem e complementem, Todd Bowles e Kacy Rodgers precisam pensar em como extrair o melhor de cada um.

Faz alguns anos que o Jets usa a defesa 3-4 como base. Nela, projeta-se que Williams e Wilkerson sejam os defensive ends. Como nenhum dos três atletas tem características para atuar como nose tackle, Deon Simon ou Steve McLendon devem fazer essa função. Em 2016, a solução encontrada foi deixar Sheldon Richardson como linebacker, mas isso claramente não funcionou: o produto de Missouri conseguiu apenas 1,5 sack, pior número de sua carreira.

Ter um ano ruim, aliás, não foi exclusividade de Richardson. Muhammad Wilkerson, sofrendo com a recuperação de uma lesão, teve uma queda drástica de rendimento. Sua nota no ProFootball Focus caiu praticamente pela metade, indo de uma monumental 86,2 para uma bem abaixo da média 44,1. Também postou o segundo menor número de sacks da sua carreira, ganhando apenas da temporada de calouro. Agora, porém, diz que está recuperado e pronto para voltar à forma que o consagrou.

Se os três estiverem saudáveis e tecnicamente em alto nível, é uma linha ofensiva que assusta. Mas como fazê-la render tudo o que pode? Eis aqui algumas opções:

1. Manter o esquema atual – 3-4 e Richardson como linebacker

Nesse caso, perde-se muito da qualidade de Sheldon Richardson. Ele possivelmente não poderá render no seu máximo, mas permitiria que a defesa atue da forma como já está acostumada. Deon Simon, escolha de sétima rodada no draft de 2015, vem de uma temporada de bom nível (apesar de não ser tão talentoso como os colegas de linha), e seria a principal força para conter o jogo terrestre.

Simon é o herdeiro de Damon Harrison nessa posição. Não tem a mesma qualidade, é verdade, mas também é competente à sua maneira. Em terceiras descidas, pode ser substituído por alguém com mais vocação para o pass rush e permitir que o trio de ferro da linha tenha maior auxílio para derrubar o quarterback rival.

2. Manter o esquema atual e usar algum dos três como nose tackle

Uma formação mais ousada, muito forte contra o passe, mas deficiente contra a corrida. Ao usar Williams, Wilkerson ou Richardson como nose tackle e os outros dois como ends, há uma certeza de que os signal callers terão sérios problemas. A formação, infelizmente, demonstraria dificuldades contra a corrida, já que nenhum deles é um nose tackle de verdade e nem tem tamanho para isso.

O ponto positivo de fazer uso dessa formação seria manter em campo o que há de melhor. Mas, assim como na opção acima, algum deles estaria fora de posição e teria uma queda de rendimento.

3. Adotar oficialmente a defesa 4-3

Em algumas partidas de 2016, o Jets já usou como base a formação 4-3. Hoje, ela é o que mais se encaixa com o que existe no elenco. Wilkerson e Richardson seriam os defensive ends, com muita força para tentar os sacks, Leonard Williams ficaria por dentro junto com Steve McLendon, que se encaixa melhor nesse esquema que Simon.

Seria a opção com mais chances de funcionar, já que permitiria aos três estarem nas funções que rendem melhor. A exemplo de Simon, McLendon é um jogador especializado em defender o jogo terrestre, mas que não possui muito a oferecer em pass rush. Já ter atletas tão capazes no quesito, porém, facilitaria a vida do ex-jogador do Steelers.

Com a dispensa de David Harris, não sobrou muito para o New York Jets em questão de linebackers. A franquia ainda torce para que Darron Lee possa se desenvolver, mas sabe que não pode esperar muito de nomes como Demario Davis e Lorenzo Maudin. Todo o trabalho sujo praticamente precisará ser feito pela trupe da linha defensiva, mesmo que Richardson acabe atuando mais recuado.

De qualquer forma, o que mantém o elenco do Jets acima da marca dos piores da história da NFL, como alguns analistas já chegaram a citar, é a presença de atletas tão talentosos de linha defensiva. Com todos estando sob contrato no momento atual, explorar suas qualidades e tentar dá-los a noção da importância que possuem é o melhor que o time pode fazer. Qualquer fã de futebol americano, não apenas do escrete nova-iorquino, gosta de ver defesas vorazes. Mesmo não tendo muito atrás deles, Williams, Wilkerson e Richardson podem fazer momentos que brilhem os olhos desses fãs.


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Carlos Massari é o setorista da AFC LESTE. Analisa Patriots, Jets, Bills e Dolphins às quartas e sextas aqui no site. No projeto setoristas, falamos dos 32 times a cada duas semanas! Siga-o no Twitter para acompanhar mais da cobertura dessa divisão e debater sobre as matérias: @massaricarlos