JuJu Smith-Schuster é um ótimo reforço para o Steelers, e tem provado isso

11 de julho de 2017
Tags: fernando mossmann, Notícias do Dia, steelers,

JuJu Smith-Schuster. Um nome e tanto, e um jogador e tanto. Na Universidade do Sul da Califórnia (USC), Smith-Schuster era o alvo principal do Quarterback Sam Darnold, principal prospecto para o próximo Draft, e foi fundamental na caminhada do programa de futebol americano que representava até o Rose Bowl, onde obtiveram uma vitória épica sobre Penn State, tradicional adversário. Mas porque mais um wide receiver para o elenco que já tem Antonio Brown, discutivelmente o melhor recebedor da liga, Martavis Bryant e seu talento indiscutível, Eli Rogers que teve um bom primeiro ano em 2016, e tantos outros novatos na posição, como Cobi Hamilton e Demarcus Ayers, também selecionados no Draft do ano passado?

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Em geral, JuJu Smith-Schuster é muito superior a Cobi Hamilton e Demarcus Ayers. É um jogador rápido e ágil, que pode fazer facilmente a função de Outside Wide Receiver, sendo o segundo recebedor da equipe. Tem 1,88 de altura e 99kg. Suas principais características são a força física, a qual ele constantemente usa a seu favor, tanto para ganhar espaço contra o defensor adversário quanto para escapar de tackles, sendo bem difícil trazer o jogador para o chão algumas vezes. Também tem uma ótima visão de jogo, e isso lhe ajuda a saber onde está seu marcador mais próximo com mais facilidade, além de também ser uma excelente característica na pré e na pós-recepção, lhe auxiliando a encontrar espaços livres pelo campo, assim ganhando algumas jardas a mais do que algum outro atleta ganharia. Também é veloz e ágil para se livrar de coberturas sobre pressão na linha de scrimmage, utilizando suas mãos e movimentos rápidos com as pernas, como cortes e mudanças de direção. Aliás, cortes e mudanças de direção são outra característica que Smith-Schuster tem a seu favor, sempre utilizando com coerência e conseguindo se separar bem de seus marcadores com esses movimentos.

JuJu, como todo novato, é claro, tem algumas deficiências técnicas. A máxima “ninguém nasce sabendo” pode ser facilmente adaptada para a NFL e a NCAA como “ninguém sai do College sabendo tudo”. Há alguns problemas como sua velocidade final não ser tão grande como a do também novato e rival de divisão John Ross, do Cincinnati Bengals, o que acaba fazendo de Smith-Schuster uma arma não tão aproveitável em jogadas em profundidade, já que normalmente o defensor que está fazendo a cobertura do passe consegue lhe acompanhar até o final de sua rota. Também pode ser citada uma certa dificuldade em realizar a recepção, o que acaba gerando alguns drops ocasionalmente. Nos últimos três anos, segundo estatísticas, foram 15 drops em 228 passes considerados “recepcionáveis”.

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Mas Smith-Schuster pode ser muito importante já no seu primeiro ano, assim como Eli Rogers foi ano passado. Aliás, é justamente com o segundo anista que o novato deve brigar por uma vaga na equipe. Assim como acontece no Cincinnati Bengals, com um peso muito grande em cima de A.J. Green, da mesma forma no Steelers, porém com Antonio Brown e em uma escala mais baixa. Esse ano, caso Martavis Bryant consiga se manter longe das substâncias proibidas pela liga, com toda a certeza o Steelers terá um ataque ainda mais equilibrado, e JuJu pode muito bem ajudar esse ataque a ser ainda mais versátil. Com Antonio Brown sendo o principal alvo e Martavis Bryant e Smith-Schuster revezando funções e recepções, a atenção acaba saindo um pouco de Brown, o que pode lhe ajudar a brilhar ainda mais. Um ataque aéreo mais consistente e bem distribuído em campo ajuda da mesma forma o terrestre a ter um desempenho melhor.

Mais do que apenas isso, JuJu também está definitivamente inserido dentro da cultura de Pittsburgh. Apesar de não ser da cidade, nem do estado da equipe, Smith-Schuster tem interagido muito com os fãs da sua nova equipe, tanto pelas redes sociais quanto presencialmente, participando até mesmo de jogos das equipes de beisebol (Pittsburgh Pirates) e hóquei no gelo da cidade (Pittsburgh Penguins), a qual foi consagrada campeã pelo segundo ano consecutivo da Stanley Cup. Toda essa interação tem contado muito a favor do atleta, que diferente de alguns outros nomes selecionados no último Draft, não foi esquecido pela torcida, e que com toda certeza será lembrado no dia 27 de julho, quando o training camp do seu time começar.


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Fernando Mossmann é o setorista da AFC NORTE. Analisa Steelers, Ravens, Bengals e Browns às segundas aqui no site. No projeto setoristas, falamos dos 32 times a cada duas semanas! Siga-o no Twitter para acompanhar mais da cobertura dessa divisão e debater sobre as matérias: @Fernando_insL32