Jogadores que podem explodir em 2016

15 de agosto de 2016
Tags: 49ers, broncos, dolphins, domingo nobre, falcons, giants, panthers, paulo cesar, raiders, redskins, saints,

Grande parte do mérito na montagem de um time vencedor na NFL é a habilidade de recrutar e desenvolver os próprios talentos dentro da franquia, a um salário baixo (o de calouro) se comparados aos estratosféricos valores assinados durante a free agency. Claro que contratar jogadores para sanar carências imediatas em diversos setores é importante, porém não é nada comparado ao fato de ter na própria equipe um jogador apenas esperando a oportunidade de mostrar o que é capaz. Na atual fase da NFL, regida pelo teto salarial que dá a cada time a mesma quantidade de dinheiro disponível para a montagem do elenco, pode ser a diferença entre uma longa caminhada nos playoffs ou uma intertemporada de questionamentos após uma campanha de fracasso. Listamos aqui alguns jogadores que mostraram talento durante pouco tempo de jogo e que, ao que tudo indica, receberão oportunidades maiores de causarem impacto na temporada que finalmente se aproxima. Este tópico já foi base de um de nossos podcasts, então visando um melhor aproveitamento da coluna, foram listados jogadores que não constam na lista que pode ser ouvida no link.

WR Jamison Crowder – Washington Redskins

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O atleta mostrou potencial durante a última temporada, quando o WR DeSean Jackson perdeu vários jogos machucado e teve estatisticamente o pior ano da carreira, enquanto isso, Crowder aproveitou e recebeu 59 passes para 604 jardas e dois TDs do QB Kirk Cousins. Vale lembrar que Jackson e Garçon, o outro WR de impacto, estão no último ano de contrato e não há grandes perspectivas de uma renovação contratual, além de que o WR Josh Doctson, recrutado na primeira rodada do último Draft continua lidando com algumas lesões, o que só aumenta a possibilidade de Crowder continuar numa crescente em sua carreira, quem sabe sendo recompensado com a titularidade na próxima temporada.

TE Vance McDonald – San Francisco 49ers

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Independentemente do QB titular do 49ers para esta temporada, ele terá que lançar para alguém. Com um frágil corpo de WRs liderado por Torrey Smith, a figura de McDonald pode ser o ponto de equilíbrio para o ataque de Chip Kelly. Pesa ao favor dele o fato do principal recebedor nos ataques de Kelly sempre ser absurdamente procurado no jogo aéreo: Jeremy Maclin foi alvo de 126 passes em sua última temporada e o TE Zach Ertz foi procurado em 112 tentativas de passe na temporada de 2015. Espera-se este tipo de produção para o jovem TE, que possui a habilidade atlética para levar vantagem sobre praticamente todos os LBs da NFL, já que naturalmente os jogadores desta posição que são incumbidos de marcar o TE adversário. Em seu último ano de contrato, McDonald pode provar que merece um longo e lucrativo contrato.

RB Cameron Artis – Payne – Carolina Panthers

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Johnathan Stewart nunca participou das 16 partidas anuais em uma temporada na carreira, vem de temporada que estabeleceu o recorde pessoal de tentativas (com 242) e reagravou sua lesão na perna durante o Super Bowl 50, o que deixa como uma incógnita seu status no time que defenderá o título da NFC na temporada. Artis – Payne teve uma adaptação complicada na NFL, após jogar no ataque multidimensional de Auburn no College Football, em que liderou sua conferência com 1.608 jardas e 13 TDs, porém é muito mais físico que o RB Frozzy Whitaker, o que o deixa numa posição confortável caso Stewart não esteja pronto para jogar. Se analisado o desempenho do RB durante seus dias na faculdade, o Panthers pode ter um jogador especial nas mãos, e seu desempenho em 2016 pode significar uma maior tranqüilidade da direção sobre o que fazer com um RB que tem dificuldades em ficar saudável.

WR DeVante Parker – Miami Dolphins

A temporada de calouro do primeiro jogador recrutado pelo Dolphins no Draft de 2015 foi bastante encurtada por conta de uma lesão no pé que o impediu de jogar na maior parte do ano. Agora que finalmente está saudável, o atleta trabalha para se entrosar com o QB Ryan Tannehill, já que sua altura (1,91m) deve rapidamente fazer dele o principal alvo do QB, principalmente em situações de pressão e dentro da end zone, pois são poucos os DBs da NFL que se equiparam em altura ao segundo-anista. Além do mais, Adam Gase, o novo HC, é conhecido por formar explosivos ataques aéreos e melhorar demais o desempenho de seus WRs, tal como fez com jogadores como Eric Decker e Alshon Jeffery, espera-se aqui a mesma evolução contínua de Parker.

C Weston Richburg – New York Giants

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Os jogadores de linha ofensiva são os que menos aparecem para a torcida, mas seu desempenho é crucial para o bom desenvolvimento de um plano de jogo que obtenha sucesso na NFL. Richburg é vítima disso, já que o jovem C rapidamente se consolidou como um dos melhores jogadores de linha ofensiva da NFL, sendo ranqueado pelo Pro Football Focus (site especializado em futebol americano) como o 3° melhor jogador da posição em 2015. Pouca gente fala do bom trabalho de Richburg até agora na curta carreira, mas a manutenção de um desempenho parecido com o que tem feito até agora com certeza mudará isso. Richburn já é uma peça importante no ataque do Giants e tem tudo para melhorar ainda mais, se estabelecendo como um jogador conhecido e sendo recompensado pelo bom trabalho feito até agora.

TE Coby Fleener – New Orleans Saints

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O jovem TE teve uma ótima temporada no Colts em 2014, quando conseguiu 51 recepções para 774 jardas e 8 TDs, porém foi muito mal na temporada seguinte, o que fez o Colts preterir Fleener pelo TE Dwayne Allen. Agora no Saints, ele tem tudo para dar ao QB Drew Brees uma ótima arma nos passes na parte suja do campo, já que desde a troca que levou Jimmy Graham para o Seattle Seahawks não há um jogador do tipo no ataque comandado por Sean Payton. Com um grupo de WRs promissor, porém inexperiente, o agora veterano de quatro temporadas tem tudo para ser o principal recebedor de Brees pelos anos que seguirão, podendo já em 2016 compilar os melhores números de sua carreira, em um ataque aéreo que teve média de 320 jardas por partida em 2015.

DT Derek Wolfe – Denver Broncos

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Wolfe fez um bom trabalho durante toda sua carreira no Broncos, porém, graças ao bom número de jogadores na linha defensiva nos últimos anos, era renegado sempre a ser um atleta de rotação, entrando no decorrer das partidas sem a possibilidade de criar um ritmo dentro do confronto, mas isso ficou no passado. Após assinar uma extensão contratual de quatro anos nos primeiros dias de Janeiro, Wolfe foi fenomenal durante os playoffs, compilando 21 tackles e 2.5 sacks na caminhada vitoriosa do Broncos durante a última campanha e com a saída do DT Malik Jackson para o Jacksonville Jaguars na intertemporada, finalmente chegou a vez de assumir o papel de protagonista na linha defensiva dos atuais campeões, e se analisado o potencial do atleta, podemos  estar vendo o nascimento de uma futura estrela na NFL, que poderá causar um tremendo impacto já em 2016.

ILB Todd Davis – Denver Broncos

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Davis é o próximo na linha de sucessão da talentosa unidade defensiva dos atuais campeões. Após a saída de Danny Trevathan para o Chicago Bears recentemente, era preciso que alguém subisse de produção e chamasse para si a responsabilidade de substituir Trevathan a altura, e foi o que Davis fez. Pessoas que cobrem o Training Camp do Broncos ressaltam que Davis é o grande vencedor, fazendo jogadas por todo o campo e extirpando qualquer possibilidade de batalha por uma vaga de ILB titular na defesa de Wade Philips. Antes apenas uma arma nos times especiais, entrava em apenas 11% dos snaps e, podendo subir este número para 75%, podemos ter uma pequena amostra do que o jovem jogador que nem foi recrutado no Draft é capaz de fazer.

TE Clive Walford – Oakland Raiders

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Desde que assumiu a titularidade em 2014, o QB Derek Carr vem dando esperança de tempos melhores para uma franquia tão tradicional na história da NFL, e Walford pode se aproveitar justamente disto. O TE mais prolífico da história da também tradicional universidade de Miami (que teve atletas como Greg Olsen e Kellen Winslow Jr) teve uma produtiva temporada de calouro em 2014, porém passou a dividir as atenções com o TE Mychal Rivera na última temporada. Seu bom desempenho nos treinos de intertemporada, principalmente o entrosamento criado com Carr o transformaram na unanimidade da posição para 2016, o que só demonstra o desejo do Raiders em envolver ainda mais o TE no plano de jogo, já que o atleta é bastante físico para os moldes da posição e tem a rara habilidade de conseguir jardas após a recepção.

DE Vic Beasley – Atlanta Falcons

De uma forma até surpreendente, o Falcons escolheu Beasley com a oitava escolha geral do último Draft após um ótimo desempenho nos treinamentos antes do recrutamento anual universitário. Beasley teve uma temporada de calouro decepcionante, compilando apenas 26 tackles e 4 sacks, porém admitiu em Dezembro passado que jogou toda a temporada com uma lesão no ombro que limitou muito seu desempenho como calouro. Agora mais experiente e aparentemente saudável, Beasley tem tudo para compilar dígitos duplos em sacks, já que o HC Dan Quinn é especialista na posição e com certeza vai saber como aproveitar os talentos do jovem defensor da melhor maneira possível. Naturalmente um jogador recrutado entre os dez primeiros de um Draft carrega consigo grandes expectativas, e a evolução apresentada por Beasley parece ser a chave para o bom desempenho da defesa do Falcons na temporada que se aproxima.

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Paulo César acompanha a NFL desde 2012, com o primeiro contato ocorrendo em 2010. Escreveu para o extinto “Colts Brasil” e HTE Sports. No site, escreve a coluna “Top 5”, às segundas, abordando listas com temas diversos semanalmente.