Free agents que são uma decepção em 2017 – ataque

1 de novembro de 2017
Tags: nfl, paulo cesar,

As franquias da NFL moldam seu time através da free agency. Claro que o Draft, o recrutamento anual universitário, é crítico para a montagem de um elenco, mas é na free agency que uma equipe preenche praticamente todas as suas lacunas de forma imediata, afinal sendo bastante sensato, se um time consegue três titulares sólidos dentro de uma classe do Draft, este já pode ser considerado um sucesso, enquanto que no mercado da liga muitas vezes times contratam uma dezena de jogadores esperando resultados imediatos na temporada que se aproxima. Em 2017 não foi diferente: de todos os milhões em contratos garantidos gastos lá em Março, quantos deles foram realmente bem gastos? Com a temporada regular já em sua metade, é possível fazermos uma análise de quais jogadores que trocaram de equipe para este campanha falharam em causar qualquer tipo de impacto positivo de forma imediata. Confira:

WR DeSean Jackson (trocou Washington Redskins pelo Tampa Bay Buccanners)

Ser o recebedor número 2 em um ataque que conta com o ótimo WR Mike Evans parece o sonho de qualquer jogador. Neste caso então, a dupla parecia ser a combinação perfeita para Jameis Winston finalmente alcançar o próximo nível em seu estágio de evolução dentro da NFL, mas não é o que aconteceu até agora. Conhecido pela sua capacidade de conseguir grandes ganhos em profundidade, as marcações individuais que vem sofrendo têm sido suficientes para retirá-lo da maioria das partidas. É injusto cobrar de Jackson um desempenho regular durante os jogos, afinal ele é conhecido por mudar a partida em apenas uma recepção longa, mas recepções do tipo tem sido cada vez mais raras dentro do oscilante Bucs, que já examina se os U$ 35 milhões investidos no veterano foram de fato bem gastos.

WR Robert Woods (trocou Buffalo Bills pelo Los Angeles Rams)

Nunca tido como um recebedor principal em todos seus anos em Buffalo, Woods subitamente recebeu um contrato de U$ 39 milhões do Rams para que fosse esta importante peça para o QB Jared Goff. Contudo, a adição posterior do WR Sammy Watkins e a evolução rápida do calouro WR Cooper Kupp relegaram Woods a um status mais baixo dentro do jovem grupo de recebedores do Rams. Ele não tem sido um completo desastre, mas o fato de que, no explosivo ataque do Rams, o veterano ainda não tenha anotado um TD sequer denota que os milhões de dólares garantidos no momento são praticamente nulos se forem traduzidos para aquilo que mais importa: pontos no placar. O fato do Rams ter um bom espaço dentro do teto salarial (devido à vários jogadores ainda estarem em seu contrato de calouro) pode mascarar um pouco, mas pelo desempenho em campo até agora, e pelo que Woods demonstrou na carreira até então, é uma grande decepção em 2017.

QB Mike Glennon (trocou Tampa Bay Bucanneers pelo Chicago Bears)

O plano do Bears parecia definido: o time recrutaria Mitchel Trubisky, calouro com uma temporada como titular no college football na segunda escolha geral do Draft e daria o tempo suficiente para ele se ambientar ao nível profissional enquanto Glennon, veterano com experiência de titular na NFL assumiria e proveria um desempenho razoável na posição. Pois bem, em quatro jogos, o veterano lançou para um total de 833 jardas aéreas, com medonhas seis jardas por tentativa de passe e o Bears se viu obrigado a colocar seu calouro em campo muito mais cedo que o plano inicial. É óbvio que o Bears não tem muitas peças ofensivas como suporte à seu Quarterback, mas o resultado entregue por Glennon nos mostra que qualquer outra coisa seria melhor do que investir U$ 45 milhões no ex-QB do Bucs.

RB Eddie Lacy (trocou Green Bay Packers pelo Seattle Seahawks)

Mesmo que o valor do contrato não seja astronômico, é sensato afirmar que o projeto Lacy não deu muito certo em Seattle. De bônus salariais para bater metas de peso durante a intertemporada ao fato de que era claramente a opção mais viável para a titularidade da posição, Lacy falhou em conquistar a confiança da comissão técnica, que em vez do veterano, preferiu apostar em atletas como Chris Carson, Thomas Rawls, CJ Prosise e mesmo J. McKissic, bem mais efetivos que Lacy, nada lembrando aquele ótimo RB que surgiu em 2014 e compilou mais de 1100 jardas como calouro. A deficiente linha ofensiva tem sua parcela de culpa, mas desde o começo, parecia que o estilo de jogo de Lacy e o estilo que Pete Carroll gosta que seus RBs atuem não combinava, tornando este casamento muito propenso ao divórcio após pouco tempo, que é o que deve acontecer. Vale ressaltar que Lacy atingiu as metas de peso exigidas para ele, mas nem isso fez com que tivesse um desempenho aceitável primeiramente nos treinos, para que aí sim ganhasse a confiança e a posterior titularidade para demonstrar isto nas partidas.

WR Brandon Marshall (trocou New York Jets pelo New York Giants)

A situação de Marshall no Giants é bem parecida com a de Jackson em Tampa. Em um time que já contava com Odell Beckham Jr, a figura de um recebedor físico e que trabalharia rotas médias dentro do campo parecia a combinação perfeita para Eli Manning postar um de seus melhores anos em estatísticas de passe da carreira, mesmo já tendo passado de seus melhores anos. É injusto colocar todo o peso pela melancólica temporada do Giants sobre Marshall, mas as 18 recepções para 154 jardas (sem um TD sequer) nas cinco partidas que esteve saudável estão longe de ser um impacto positivo para a franquia. O fato dele estar fora da temporada só corrobora para isto, mas mesmo que estivesse saudável, seria utópico imaginar um desempenho muito diferente daquele tido na amostra inicial da temporada regular.

TE Martellus Bennett (trocou New England Patriots pelo Green Bay Packers)

O Packers preteriu o TE Jared Cook, herói dos playoffs de conferência contra o Cowboys na temporada passada pelo veterano Bennett, pagando U$ 20 milhões para que o atleta trocasse Boston por Green Bay e em vez de Tom Brady, receber passes para TDs de Aaron Rodgers. Em uma unidade com Jordy Nelson, Randall Cobb, Davante Adams e Ty Montgomery, parecia fácil para Bennett trabalhar a parte suja do campo e por ali fazer um estrondoso sucesso com  Rodgers, mas o veterano sofreu com a adaptação e em seis partidas com o QB titular, teve apenas 22 recepções para pouco mais de 200 jardas sem um TD sequer. Com Rodgers virtualmente fora da temporada, o cenário não é muito esperançoso para o veterano que receberá passes do QB Brett Hundley a partir de agora.

LT Matt Kalil (trocou Minnesota Vikings pelo Carolina Panthers)

Após um boa temporada de calouro em 2012 (em que foi eleito para o Pro Bowl) Kalil foi despencando de rendimento ano após ano enquanto defendia o Vikings, que basicamente agradeceu a Deus quando seu vínculo se extirpou ao fim da temporada passada. Inexplicavelmente, o Panthers ofereceu um contrato de U$ 55 milhões para o atleta que claramente já não estava na melhor condição, e Kalil rumou à Carolina do Norte. Em uma partida contra o Buffalo Bills nesta temporada, o restante da linha ofensiva cedeu um total de três pressões à seu QB, enquanto Kalil somente foi responsável por sete! Claro que por ser o LT ele teoricamente enfrenta o melhor pass rusher adversário, mas era esperado que em uma linha ofensiva melancólica como a do Panthers, a presença de Kalil significasse um alento na proteção ao passe, jogo corrido e principalmente à seu QB da franquia, que vem sofrendo com os mais variados tipos de lesões nos últimos meses. É de analisar o fato que o Panthers tenha decidido liberar o CB Josh Norman sem qualquer tipo de compensação alegando que o veterano tenha pedido uma grande quantia de dinheiro e na próxima temporada despeje um caminhão de dinheiro em um jogador mediano neste ponto da carreira.

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Paulo César é o setorista da NFC LESTE. Analisa Giants, Cowboys, Redskins e Eagles às terças e quintas aqui no site. No projeto setoristas, falamos dos 32 times a cada duas semanas! Siga-o no Twitter para acompanhar mais da cobertura dessa divisão e debater sobre as matérias: @PcesarPJunior