terça-feira, 10 de Fevereiro de 2015

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A liga explica - L32

Chegamos à offseason da NFL e com ela todo o frenesi da free agency. Lendo as notícias às vezes se faz necessário conhecer alguns termos pouco ouvidos durante a temporada regular. Começou a acompanhar a NFL a pouco tempo e não entende como funciona? Não sabe o que é salary cap, UFA, RFA, franchise tag? Não se preocupe, explicaremos aqui tudo certinho pra você não perder nada do que acontecerá nos próximos meses.

O que é?

A free agency nada mais é que o período onde os jogadores sem contrato, ou em fim de contrato, podem negociar com o seus atuais times ou com qualquer outra equipe um novo vínculo empregatício. Free agent é a designação dada a qualquer jogador que estará sem contrato durante a intertemporada de um determinado ano. Porém, dependendo do jogador, ele pode se enquadrar em tipos diferentes de free agents:

– Unrestrict Free Agent (UFA): são jogadores que não tem vínculo contratual com nenhuma equipe da liga, seja porque foram dispensados ou porque seus contratos encerraram. São livres para negociar com qualquer time e podem decidir com quem querem fechar contrato.

– Restricted Free Agent (RFA): são jogadores que atuaram em seis ou mais jogos por temporada em três anos com uma mesma equipe e que receberam uma oferta qualificatória de seu time atual. A oferta qualificatória é um salário que é definido pelo acordo coletivo que é assinado entre a NFL e a NFLPA (Associação de Jogadores da NFL) e que o jogador recebe por um ano. Se o RFA receber uma proposta de qualquer equipe, seu time atual pode igualar a oferta e manter o jogador. Caso a equipe escolha não igualar a proposta, o atleta deixa a franquia que recebe como compensação uma escolha de draft do novo time do jogador. O round da escolha depende do valor da oferta qualificatória (valor conhecido como “tender”).

– Undrafted Free Agent (UDFA): são jogadores que não foram escolhidos no draft de um determinado ano e a partir de então podem negociar contratos com qualquer equipe.  Na prática, são iguais aos UFA.

Outros termos interessantes que sempre aparecem na free agency:

– Salary Cap: é o teto salarial da liga e determina o quanto uma equipe pode gastar pagando salários a jogadores. Em 2014 o valor foi de US$ 133 milhões e deve subir para algo entre 138 e 140 milhões em 2015. É bastante comum que o valor da folha salarial de um time seja bem diferente do valor de cap que esteja disponível para um determinado ano. Isso acontece porque em diversas situações (como casos de aposentadoria e troca de jogadores), todos os bônus restantes no contrato de um jogador são cobrados em apenas um ano e contam pro cap do time naquela temporada. Isso faz com que seja comum acontecer reestruturação de contratos para que o impacto do salário de um jogador seja menor para o cap do time em um ano, assim permitindo a contratação de novos atletas. Times com folhas salariais muito acima do cap tem dificuldades em conseguir contratar bons jogadores e sofrem para renovar suas equipes. Essa situação é chamada de “Hell Cap” e alguns times como New Orleans Saints e Dallas Cowboys devem enfrentar isso em 2015.

– Franchise Tag: um time pode selecionar um de seus UFA ou RFA para ser o franchise player naquela temporada. Existem duas modalidades de franchise tag que podem ser aplicadas a um jogador: a exclusiva e a não exclusiva. Na tag exclusiva o jogador recebe um contrato de um ano com o salário igual à média dos cinco maiores contratos da liga para a posição ou 120% do seu salário no ano anterior – o valor que for maior – e fica impedido de negociar contrato com qualquer outra equipe. Após esse ano o atleta se torna UFA. No caso da tag não exclusiva o jogador não fica impedido de negociar com outras equipes. Se outro time oferecer um contrato para esse franchise player, sua atual equipe pode escolher igualar o valor da oferta ou liberar o jogador, recebendo como compensação duas escolhas de primeira rodada.

– Transition Tag: alternativamente, uma equipe pode designar uma “transition tag” ao invés de uma “franchise tag”. Apenas uma das opções e apenas um jogador pode ser escolhido por ano. Funciona de forma parecida com a franchise tag, a diferença é que o salário é a média dos 10 maiores contratos para posição. O jogador pode negociar com qualquer time sendo que a equipe atual tem o direito de igualar a oferta. Diferentemente da franchise tag, se o time decidir não igualar a oferta ele perde o jogador sem direito a qualquer compensação.

 

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