terça-feira, 10 de outubro de 2017

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Pouca gente esperava alguma coisa do New York Jets em 2017. Após uma frustrante temporada de 2016, o time perdeu vários jogadores talentosos. Citando alguns nomes, Brandon Marshall e Eric Decker foram embora, Sheldon Richardson foi trocado para Seattle. Calvin Pryor, uma aposta mal sucedida, foi despachado para o Browns. O Jets dava indícios de estar entrando em modo de reconstrução. Um elenco fraco que perderia muitos jogos e colocaria o time em condições de draftar Sam Darnold ou Josh Rosen no ano que vem. As derrotas iniciais para Bills e Raiders reforçaram essa impressão. No entanto, o time emplacou três vitórias seguidas e, após cinco semanas de temporada, está lá o Jets com uma campanha positiva, pronto para enfrentar pela primeira vez no ano o New England Patriots em um jogo que, quem diria, vale a liderança da AFC Leste. O que aconteceu para que o Jets, tido como o pior time da Liga, conseguisse essa sequência de vitórias?

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Não, o Jets não se transformou em uma grande equipe da noite para o dia. Mas é claro que eles tem méritos. O maior deles, ao meu ver, é o grupo ter se transformado em um time coeso, coisa que passou longe do lado verde de Nova York nos últimos anos. Os jogadores parecem ter noção do tamanho do seu talento e das suas limitações, e todo mundo faz o simples. Ponto para Todd Bowles. O melhor exemplo disso é o QB Josh McCown. Ele tem até agora na temporada apenas um touchdown a mais que interceptações (5×4), mas tem respeitáveis 71,4% de passes completos e, mais importante, subiu seu nível de atuações quando o time precisou dele. No jogo do último domingo, McCown não vinha jogando bem, mas foi perfeito no drive (6/6, 83 jardas, TD) que decretou a virada do Jets contra o Browns, já no quarto período.

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As trocas citadas no texto também renderam bons frutos até agora. O linebacker Demario Davis (que voltou para o Jets na negociação envolvendo Calvin Pryor) vem atuando em muito bom nível, enquanto Jermaine Kearse (que chegou na troca de Sheldon Richardson), se não é o wide receiver número 1 dos sonhos da torcida, ao menos se mostra um jogador mais consistente do que em seus tempos no Seattle Seahawks.

A defesa do time ainda cede muitas jardas, mas se destaca forçando turnovers: já foram sete nessa temporada, seis interceptações e um fumble recuperado. Este estilo “enverga, mas não quebra” pode não ser o suficiente contra um ataque potente como o do Raiders ou uma ofensiva bem treinada como a do Bills, mas quebrou bem o galho contra times mais fracos. A nova secundária, liderada pelos safeties calouros Jamal Adams e Marcus Maye, é muito promissora e pode ser a base do time no futuro próximo, junto com a já consolidada linha defensiva.

E, claro, além dos méritos da equipe de Todd Bowles, há de se ressaltar novamente o nível dos adversários enfrentados nessa sequência. Dolphins, Jaguars e Browns não são exatamente grandes esquadrões. Muito longe disso. Todos eles tem problemas com seus QBs. Miami se transformou em um trem descarrilado após a lesão de Ryan Tannehill, com Jay Cutler tendo uma temporada pavorosa. O Jaguars até faz uma boa campanha, impulsionado pela sua boa defesa, mas quem tem Blake Bortles under center nunca pode ficar tranquilo – e o time está bem apesar dele, todos sabemos. E o Browns tem uma situação tão complexa que, quando DeShone Kizer foi barrado no meio do jogo contra o Jets, muita gente se surpreendeu com a entrada de Kevin Hogan ao invés de Cody Kessler. As atuações ruins dos jogadores citados certamente ajudaram muito o Jets a sair vencedor desses jogos. Enfrentar QBs fracos também significa ver o adversário usar mais o jogo corrido, o que quase sempre vai se transformar em um matchup favorável quando você tem Mo Wilkerson e Leonard Williams.

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