terça-feira, 6 de setembro de 2016

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O representante brasileiro na NFL, Cairo Santos, participou de uma coletiva com alguns nomes da imprensa e falou sobre temas variados que estão presentes na vida do atleta. A Liga dos 32 traz para você alguns trechos dessa conferência.

Cairo é referência para os brasileiros que acompanham o futebol americano e o primeiro tema abordado foi em relação ao quarterback do 49ers, Colin Kaepernick, que em uma forma de protesto contra o racismo, resolveu ficar sentado durante o hino nacional.“Prefiro não me posicionar e me preocupar com a minha carreira no futebol americano e como embaixador, mas todos têm direito de expressar sua opinião” disse o atleta, aproveitando para salientar o bom convívio como estrangeiro nos EUA. “Nunca sofri nenhum tipo de preconceito por ser brasileiro, nem na época de High School.”

Aos 24 anos, o kicker brasileiro foi nomeado embaixador da NFL no Brasil e disse que “isso sempre foi um sonho desde quando eu estava na faculdade acompanhando o crescimento do esporte no Brasil, sempre quis ser parte disso. Fico muito feliz com o carinho dos fãs, as sessões de autógrafos que fizemos em alguns shoppings (no Brasil) foram maiores do que eu esperava. O Brasil se tornou o terceiro maior mercado da NFL e isso é muito grande.” 

Atleta do Kansas City Chiefs desde 2014, Cairo reconheceu a dificuldade em entrar numa equipe da NFL. “Entrar é a parte mais difícil, realmente demora na posição de kicker para você se estabelecer no elenco de uma equipe. Infelizmente tem muita gente boa que está sem time. Eu sei o que é necessário pra me manter: acertar meus chutes e ter bons kickoffs.”

No ano passado, a NFL anunciou uma mudança na distância do Extra Point, aumentando para 33 jardas. Com isso, os kickers foram mais exigidos e Cairo Santos deu sua opinião sobre a nova regra, após um ano em vigor. “Achei isso um ponto positivo, pois aqueles kickers com alto índice de acerto passam a ter mais valor. A dificuldade não aumenta muito, mas você tem que acertar 100% porque é um chute muito importante, por isso o foco nos treinos aumentou. A gente treina bastante para quando chegar no jogo parecer que é treino.” 

Uma nova regra entrará em vigor nessa temporada, após um touchback, a equipe iniciará o ataque na linha de 25 jardas do campo de defesa e o brasileiro deu sua opinião a respeito. “Vai ser interessante, pois a liga incentiva os times a não retornar para diminuir o número de lesões. Temos uma estratégia de um chute bem perto da endzone com bastante hang time (tempo que a bola fica no ar) para forçar a equipe adversária a retornar e pararmos eles antes da linha de 20 jardas. Tivemos sucesso nos 4 jogos de pré temporada.” 

Cairo aproveitou, também, para fazer uma análise sobre as chances do Chiefs para a temporada 2016, falando um pouco sobre os times adversários. “Esse é o melhor elenco que nós temos desde que cheguei aqui em 2014. O Raiders vai vir forte para esse ano e isso vai ser diferente das outras duas temporadas, o Broncos vem com um quarterback novo tentando se achar e San Diego teve muitas trocas. Os adversários das outras divisões são mais fracos do que os do ano passado, quando a gente teve uma tabela muito difícil. Acho que temos uma chance maior nesse ano do que nos outros dois em que estive aqui. Estamos muito animados e não vemos a hora de começar contra o Chargers, um rival de divisão e em casa.”

*Eduardo Araujo representou a Liga dos 32 na conferência. Texto de Rafael Storone.

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