Duelo – 49ers 1989 x 49ers 1994

20 de junho de 2017
Tags: 49ers, Arthur Murta, duelo, matérias,

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Fãs da NFL, estamos hoje estreando uma série nova chamada Duelo, onde colocaremos dois times históricos frente a frente, analisaremos suas qualidades e suas estrelas e por fim imaginaremos como seria um duelo entre essas duas esquadras. Vamos começar com um confronto pesadíssimo: O San Francisco 49ers liderado por Joe Montana em 1989 será confrontado pelo San Francisco 49ers liderado por Steve Young em 1994. Antes de qualquer coisa vamos conhecer os elencos e as filosofias empregadas pelos dois times.

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SAN FRANCISCO 49ERS 1989 (14-2)

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Bill Walsh, o pai da West Coast Offense, se aposentou após vencer o Super Bowl em 1981, 1984 e 1988 com o San Francisco 49ers, 1989 foi então um ano de renovação, mas também de continuidade. Renovação porque o novo Head Coach era George Seifert, que trabalhava como Coordenador Defensivo para Walsh, mas também foi um ano de continuidade porque o ataque, que era a alma desse time, ainda contava com o Coordenador Ofensivo Mike Holmgreen, que se utilizou do esquema vitorioso de Walsh, mas também colocou um pouco do seu tempero no caldo. Seifert teve um grande ano de estreia como HC, ganhando 14 jogos e os dois jogos que seu time perdeu foi por um total de 5 pontos, 13 a 12 para o Rams e 21 a 17 para o Packers. No fim de sua carreira, Seifert se tornou o técnico com mais vitórias na história da franquia, foram 98 em 8 anos como Head Coach.

As principais peças do time campeão no ano anterior ainda estavam lá, o que fez com que a transição para a nova comissão técnica não fosse tão dolorosa. E que peças eram essas! Dos seis jogadores que fizeram o Pro Bowl em 1989, todos estavam na equipe campeã no ano anterior: O QB Joe Montana, o WR Jerry Rice, o FS Ronnie Lott (todos os três membros do Hall da Fama da NFL), além do WR e retornador John Taylor, do LG Guy McIntyre e do RB Roger Craig. Os quatro primeiros também tinham ido ao Pro Bowl em 1988.

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Ataque:

QB Joe Montana (HOF)
RB Roger Craig
FB Tom Rathman
WR Jerry Rice (HOF)
WR John Taylor
TE Brent Jones
LT Bubba Paris
LG Guy McIntyre
C Jesse Sapolu
RG Bruce Collie
RT Harris Barton

Sem dúvida um dos melhores da história da NFL, a dupla Joe Montana e Jerry Rice marcou gerações, se Joe Cool não foi o melhor QB da história, provavelmente foi o mais eficiente. Quase não cometia erros e tinha uma precisão inigualável. Ter o melhor recebedor da história da NFL como sua arma principal com certeza não atrapalhava.

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Montana estava no seu auge aos 33 anos de idade, jogou 13 jogos e conseguiu, o que naquele ano era, o maior passer rating da história da NFL: 112.4. Também foi o segundo QB da história a terminar uma temporada com mais de 70% dos passes completos. No total foram 271 de 386 passes completos para 3521 jardas, 26 TDs e 8 Interceptações. Por terra ele correu 49 vezes e conseguiu 227 jardas e 3 TDs. Se a temporada regular foi espetacular e rendeu o primeiro título de MVP ao Joe Cool, nos playoffs o desempenho do QB foi ainda melhor com 78.3% dos passes completos, 800 jardas, 11 TDs e nenhuma interceptação. Seu passer rating na pós temporada foram absurdos 146.4. Culminando em um desempenho sensacional na vitória de 55 a 10 sobre o Denver Broncos de John Elway no SB XXIV, jogo em que ele foi MVP do Super Bowl pela terceira vez, ao acertar 22 de 29 passes para 297 jardas e 5 TDs,  isso contra a melhor defesa da NFL naquele ano.

Jerry Rice liderou a liga em recepções pela segunda vez naquele ano e também liderou a liga em TDs recebidos pela terceira vez, segurando 82 passes para 1483 jardas e 17 TDs. No Super Bowl ele ainda conseguiu 148 jardas e 3 TDs em 7 passes recebidos, nenhum outro jogador havia recebido 3 TDs em um único Super Bowl. Sua dupla, John Taylor, recebeu outros 60 passes para 1077 jardas e 10 TDs na temporada regular, além de um ótimo desempenho retornando punts. Rice era o alvo que conseguia alongar o campo, sua marca de 18 jardas por recepção representa isso, mas pela natureza da West Coast Offense, a identidade do ataque eram os passes curtos para as laterais que abriam espaço para corridas pelo meio e eventuais bombas para o recebedor que tinha o apelido de World (Mundo), pois diziam que essa era a área em que Rice conseguia alcançar o passe. Dentro desse esquema seus corredores se destacaram pela quantidade de passes recebidos. O RB Roger Craig recebeu 49 passes para 473 jardas e 1 TD e o FB Tom Rathman liderou todos corredores da liga com 73 recepções para 606 jardas e 1 TD. Craig ainda correu para 1054 jardas e 6 TDs, enquanto Rathman conseguiu 305 jardas e mais 1 TD.

Defesa:

DE Pierce Holt
NT Michael Carter
DE Kevin Fagan
OLB Charles Haley (HOF)
ILB Matt Millen
ILB Mike Walter
OLB Keena Turner
CB Darryl Pollard
CB Don Griffin
FS Ronnie Lott (HOF)
SS Chet Brooks

Com toda a força do ataque do 49ers, a defesa daquele ano era constantemente subestimada, mas esse grupo foi responsável por envergonhar Elway e o seu Broncos na decisão do Super Bowl daquela temporada. Elway completou apenas 10 de 26 passes para 108 jardas e 2 interceptações, sem ter feito nenhum TD passando. Em um jogo em que a defesa do 49ers cedeu apenas 167 jardas, o único TD do Broncos foi em uma corrida de 3 jardas por John Elway quando o jogo já estava 41 a 3 pros californianos. O bom desempenho da defesa não foi só no Super Bowl, em metade dos jogos daquela temporada o 49ers cedeu 14 ou menos pontos e por outro lado só cedeu mais do que 24 pontos em duas oportunidades. A média de 15,8 pontos sofridos por jogo foi um excelente complemento à marca de 27,6 pontos anotados pelo seu ataque. Nos playoffs foram apenas 26 pontos cedidos em 3 jogos (8,7 por partida).

San Francisco 49ers Ronnie Lott

Apenas dois times sofreram menos pontos que a defesa liderada pelo louvável Ronnie Lott. Ele que havia começado sua carreira como corner, ganhou dois títulos de Super Bowl jogando como CB e outros dois como FS. Até os dias de hoje recordista de interceptações em jogos de pós temporada, com 9. Em temporadas regulares Lott totalizou 63 interceptações, marca que o coloca em oitavo na história da liga. O jogador que foi induzido ao Hall da Fama em 2000 nunca foi o mais forte ou mais rápido em campo, mas nunca lhe faltou força de vontade. A inteligência com que diagnosticava as jogadas era única e a energia com que perseguia e acertava os adversários contagiava o restante da defesa. Lott liderou a secundária em interceptações no ano de 1989 com 5 das 21 realizadas.

Charles Haley é o segundo jogador dessa defesa que faz parte do Hall da Fama da NFL, embora não tenha ido ao Pro Bowl naquele ano, Haley anotou 10,5 sacks e recuperou 1 fumble jogando de OLB no 3-4 empregado por Seifert. O DE Pierce Holt também conseguiu 10,5 sacks e 1 fumble recuperado, enquanto o outro DE Kevin Fagan anotou 7 sacks e recuperou 2 fumbles.

SAN FRANCISCO 49ERS 1994 (13-3)

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Se o time de 1989 vinha de um ano em que foi campeão do Super Bowl, o time de 1994 vinha de uma série de frustrações que indicavam que a dinastia de quatro títulos na década de 80 havia acabado. O ídolo Joe Montana estava jogando pelo Chiefs e Steve Young havia assumido o time desde 1991. As temporadas de 92 e 93 haviam sido encerradas nas finais da NFC pelas mãos do Dallas Cowboys da trindade Troy Aikman – Emmitt Smith – Michael Irvin. O ataque comandado por Steve Young ia muito bem, mas a defesa precisava de uma reconfiguração se quisessem parar o poderoso ataque de Dallas.

Em 1994 a franquia da California investiu pesado na defesa, o time conseguiu tirar os linebackers Ken Norton Jr. do Cowboys e Gary Plummer do Chargers, além do DE Rickey Jackson, ex-membro da lendária Dome Patrol do Saints. Mesmo com os reforços o ano começou feio para o 49ers e depois de uma vitória e uma derrota (para o Chiefs de Montana) nas primeiras duas semanas, eles conseguiram então, após o começo da temporada regular, o seu maior reforço do ano: Deion “Prime Time” Sanders. Um dos melhores CBs da história da liga, procurava uma casa que não se importasse muito com a sua carreira dividida entre a NFL e a MLB e assinou um contrato de um ano com o 49ers. O time ainda demorou para engrenar, perdendo um jogo para o Eagles por 40 a 8, jogo que viu Seifert mandando Young ir ao banco para preservá-lo. Competitivo como poucos, Young não encarou bem a decisão do técnico e gritou toda sua frustração para as câmeras de TV. Mas depois daquela fatídica partida, que poderia ter sido desastrosa para a franquia e para a carreira de Young, a equipe mostrou que reagiu bem à explosão passional de Young e finalmente engrenou com uma sequência de dez vitórias e chegou forte para mais uma pós temporada, só tendo perdido o jogo da semana 17 em que poupou seus titulares.

Ataque:

QB Steve Young (HOF)
RB Ricky Watters
FB William Floyd
WR Jerry Rice (HOF)
WR John Taylor
TE Brent Jones
LT Steve Wallace
LG Jesse Sapolu
C Bart Oates
RG Derrick Deason
RT Harris Barton

Jerry Rice continuava dominando a liga aos 32 anos de idade, em 94 ele segurou 112 passes para 1499 jardas e 13 TDs, John Taylor continuava sendo sua dupla, mas teve uma temporada bem abaixo da que teve em 89, conseguindo 531 jardas e 5 TDs em 43 passes recebidos. Brent Jones continuava no ataque, mas em 94 já era uma peça muito mais importante, sendo o segundo alvo de Steve Young e terminando o ano com 670 jardas e 9 TDs em 49 recepções. As outras duas peças que ainda restavam do último título eram Jesse Sapolu, que agora jogava de left guard e o right tackle Harris Barton.

AP2Steve Young, que até chegou a ser titular em 3 jogos na temporada de 89, agora já era o dono do ataque e em 94 ele teve o ano de sua carreira. Young conseguiu superar os 70,2% de passes completos de Montana com uma marca de 70,3%, tendo completado 324 de 461 passes tentados, além de anotar 35 TDs e sofrer apenas 10 interceptações. Ele também superou por pouco o fantástico passer rating de 112,4 de Montana em 1989 ao obter um passer rating de 112,8 naquele ano. Apesar dos números de Young nos playoffs da NFC não terem sido tão bons quanto o de Montana, ele compensou com um SB ainda melhor que o dos 5 TDs do ex-companheiro de equipe, ao marcar um recorde de 6 TDs na decisão contra o Chargers, que o time de San Francisco venceu convincentemente por 49 a 26. Assim como Montana fora em 89, Young foi consagrado MVP da temporada e do Super Bowl.

Os corredores continuavam atuando muito no jogo aéreo, seguindo os bons ensinamentos de Bill Walsh, Ricky Watters foi talhado nos moldes de Roger Craig e recebeu 66 passes naquele ano para 719 jardas e 5 TDs, além de correr para 877 jardas e 6 TDs. O calouro FB William Floyd não demorou para causar impacto. Corria com convicção pelo meio das defesas e anotou 6 TDs em seu primeiro ano, no qual correu para 305 jardas e recebeu mais 19 passes para 145 jardas. Steve Young também tinha muitos recursos correndo com a bola e conseguiu 293 jardas terrestres e 7 TDs naquele ano.

Defesa:

DE Dennis Brown
DT Bryant Young
DT Danna Stubblefield
DE Rickey Jackson (HOF)
OLB Lee Woodall
MLB Gary Plummer
OLB Ken Norton Jr.
CB Eric Davis
CB Deion Sanders (HOF)
FS Merton Hanks
SS Tim McDonald

0ap2000000125207_gallery_600Se o líder da defesa de 89 foi um dos melhores DBs da história, em Ronnie Lott, o itinerante Deion Sanders deixou sua marca na única temporada em que jogou em San Francisco. Anotando 6 interceptações e retornando 3 delas para TD, o Prime Time se consagrou com o título de DPOY e seu primeiro anel do Super Bowl. Assim como Lott, Sanders é frequentemente reconhecido como um dos melhores defensive backs da história da NFL, seu jeito falastrão as vezes disfarçava o fato de que ele era um jogador extremamente estudioso e dedicado. Com Sanders jogando, o restante da secundária só precisava se preocupar em cobrir a outra metade do campo. E eles fizeram isso muito bem, com destaque para Merton Hanks e suas 7 interceptações e dois fumbles recuperados durante aquela temporada.

O front seven também era espetacular, Stubblefield ancorava a linha de forma dominante, tendo conseguido 8,5 sacks em 94, seu companheiro no interior da linha era o calouro Bryant Young, que conseguiu 6 sacks e recuperou um fumble. Dennis Brown e o veterano Rickey Jackson conseguiram juntos 6,5 sacks, 1 interceptação e recuperaram 2 fumbles. Os veteranos Gary Plummer e Ken Norton Jr foram acompanhados do calouro Lee Wodall e formaram um corpo de linebackers formidável.

Todo o investimento na defesa foi essencial para quebrar a sequência negativa contra o Cowboys em grande estilo. A final da NFC daquele ano foi uma espécie de Super Bowl adiantado, o 49ers acabou se consagrando em um jogo que Aikman foi sackado 4 vezes e sofreu 3 interceptações, duas delas por Eric Davis e outra por Deion Sanders. O Super Bowl foi apenas para confirmar o favoritismo do 49ers, a dupla de corners ainda fez mais uma interceptação cada e Toi Cook fez a terceira. Enquanto a defesa cedeu 354 jardas e forçou os 3 turnovers cirados, o ataque do time foi um verdadeiro rolo compressor com 455 jardas, 7 TDs e nenhum turnover.

O CONFRONTO

Qual ataque foi melhor?

Quarterbacks: Embora os números de Young tenham sido ligeiramente superiores aos de Montana, o segundo foi melhor em perspectiva aos demais QBs dos mesmos anos, sem contar que teve um desempenho superior na pós temporada. É até maldade colocar um na frente do outro, tamanha a dominação que ambos tiveram na liga, mas a Montana leva uma ligeira vantagem.

Corredores: Outra disputa apertada, mas concedo uma ligeira vantagem para o time de 89. Craig e Rathman juntos totalizaram 2448 jardas e 9 TDs enquanto Watters e Floyd totalizaram 2046 jardas e 17 TDs. Embora a quantidade de TDs tenha sido significantemente maior em 94, a dupla de 89 era mais versátil e conseguiu muitas jardas a mais. Watters teve uma ano espetacular onde conseguiu 11 TDs e mais de 1500 jardas sozinho, mas Floyd não atuava tanto no jogo aéreo quanto Rathman. A dupla de 89 era muito mais perigosa alinhada no backfield.

Recebedores: Aqui eu vejo um empate técnico. Os nomes principais eram exatamente os mesmos: Jerry Rice, John Taylor e Brent Jones. Rice continuava a máquina de costume e embora Taylor tenha caído de produção de 89 para 94, Jones compensou com sua ascensão.

Linha ofensiva: Aqui o time de 94 sai na frente. Cederam 35 sacks enquanto o time de 89 cedeu 45. 89 conseguiu mais jardas terrestres, mas a proteção do QB era ligeiramente inferior aos campeões de 94.

Front seven: Por jogarem em esquemas diferentes, analiso o corpo de linebackers e a linha defensiva no mesmo pacote. Charles Haley, Pierce Holt e Kevin Fagan faziam mais diferença em 89 do que a excelente linha defensiva de 94, mas por outro lado o corpo os linebackers de 94 era muito mais intimidador do que os companheiros da década de 80.  A vantagem recai levemente para o time de 94.

Secundária: Outro choque de monstros. Se de um lado havia Ronnie Lott, do outro havia Deion Sanders. Mas a secundária de 94 tinha mais talento ao redor do seu principal jogador. Tim McDonald e Merton Hanks fizeram o Pro Bowl naquele ano e Sanders foi o escolhido o melhor jogador defensivo em toda a liga, Eric Davis por sua vez brilhou nos jogos decisivos.

Especialistas: 89 leva a vantagem na quantidade de jardas retornadas por punt e 94 leva a vantagem nas jardas retornadas após chutes. 94 também fez um touchdown enquanto 89 não teve nenhum. Os punters também se equivaleram naqueles anos. A vantagem do time de 89 ficou nos kickers, mesmo Mike Cofer tendo que chutar muito mais que o calouro Doug Brien, ele teve um aproveitamento melhor e foi eleito All Pro naquele ano.

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Resultado do confronto: Sem dúvida seria um confronto para entrar para a história e os ingressos se encerrariam na primeira hora de venda. Apesar das duas defesas serem espetaculares, não tenho dúvidas que os ataques daqueles anos conseguiriam movimentar a bola com eficiência e protegê-la bem, assim como fizeram contra as melhores defesas daqueles anos.

Montana e Young trocariam tiros no nosso faroeste californiano, posso até imaginar os comandantes levando a bola de uma endzone à outra, com direito a muitos passes laterais para os running backs que ora pelo chão, ora pelo ar, avançariam o campo de 5 em 5 jardas, quando eventualmente uma bomba para Rice, Taylor e Jones pegaria a defesa de surpresa.

Uma certeza que eu tenho é que Jerry Rice conseguiria mais de 300 jardas e 4 touchdowns nesta partida, umas 150 jardas de média e 2 touchdowns para cada time. Óbvio que aqui eu peço para vocês ignorarem possíveis paradoxos temporais que podem ocorrer se colocarmos o Jerry Rice de 27 anos no mesmo campo de jogo do Jerry Rice de 32 anos. Levando em conta que Deion Sanders foi um dos maiores rivais que já ousaram marcar Jerry Rice, posso apostar que o recebedor de 27 anos conseguiria apenas 100 jardas contra o time de 94 e o recebedor de 32 anos faria suas 200 jardas no time de 89. Por outro lado o recebedor do time de 94 sairia de campo muito mais dolorido com a quantidade de pancadas que Ronnie Lott distribuiria em campo.

main_3-Joe-Montana-49ers-High-Quality-Replica-1989-Super-Bowl-XXIV-Championship-Ring-PristineAuction.comAcredito que esse jogo terminaria com um two minute drill de Joe Montana para conectar com Jerry Rice (de 27 anos) na última jogada da partida e virar o jogo, fechando o placar em 37 a 35 para o time de 1989. Apesar de todo o equilíbrio a equipe liderada por Joe Montana conseguiu ser ainda superior à de 1994 nos jogos decisivos daquele ano, anotando 126 e sofrendo 26 pontos, enquanto a equipe comandada por Steve Young anotou 139 pontos, mas sofreu 69. Por mais que a defesa de 1994 fosse mais talentosa individualmente, a de 1989 atuou muito mais quando o jogo se tornou mais importante.

FIM DE JOGO:

San Francisco 49ers 1989: 37
San Francisco 49ers 1994: 35
 

E aqui acaba nosso exercício de história e imaginação, infelizmente era só um sonho, até porque Jerry Rice só tem um.

Vocês têm todo o direito de discordar das avaliações e do resultado final desse jogo. Qual seria o placar final? Quem vocês acham que seria o MVP desta partida fantástica? Deixem aí nos comentários.

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Arthur Murta conheceu a NFL em 2005 e, desde que pisou no Ralph Wilson Stadium, nunca mais foi o mesmo. Além de uma matéria semanal, também é responsável pela coluna Dicas de Fantasy e co-apresenta o Podcast Liga dos 32. Arthur gosta de fantasy football mais do que gosta de sorvete. Twitter: @murtaarthur