Dolphins tenta encontrar solução para o corpo de linebackers

30 de agosto de 2017
Tags: carlos massari, dolphins, Notícias do Dia,

Se o Miami Dolphins já terminou 2016 estando em uma situação ruim com seus linebackers, até agora só houve pioras. Koa Misi, veterano competente, sofre com grave lesão no pescoço, está fora da temporada e provavelmente se aposentará. O calouro Raekwon McMillan, selecionado na segunda rodada do draft, rompeu o ligamento cruzado anterior do joelho e também perderá 2017. O material humano restante é muito ínfimo para conseguir um trabalho de qualidade na segunda linha da defesa.

De veteranos com capacidade comprovada de jogar na NFL, sobraram só Kiko Alonso e Lawrence Timmons. Mesmo com eles, porém, há muito o que se desconfiar: o primeiro peca pela irregularidade, alternando bons momentos com outros de desaparecimento e ineficiência, enquanto o segundo (que atuou muito bem contra o Philadelphia Eagles na pré-temporada) está na fase final da carreira e não tem muito combustível sobrando no tanque.

Assim, a franquia da Florida precisa urgentemente encontrar soluções. Enquanto os cortes dos demais times não acontecem, a única adição de atletas livres foi Ray Maualuga, ex-Cincinnati Bengals. Apesar de ser um veterano com muitos anos de experiência, trata-se também de um jogador no crepúsculo de sua carreira e que não tem muito mais a contribuir. Ele ainda não entrou em campo nos jogos de preparação por estar aprimorando sua forma física.

O que sobra ao Dolphins no momento, portanto, é tentar encontrar soluções caseiras. Mike Hull assumiu o favoritismo para ser o titular ao lado de Alonso e Timmons, o que é uma temeridade. Undrafted free agent em 2015, está com o time de Miami desde então, mas ainda não mostrou que pertence à NFL. Sua performance diante do Eagles foi especialmente capaz de gerar muitas preocupações – além de não conseguir sequer um tackle, foi facilmente dominado pelo ataque adversário em diversas situações.

Na contramão de Hull, apareceu Chase Allen. Calouro não draftado vindo da pequena universidade de Southern Illinois, ele teve uma excelente participação na partida da última quinta-feira. Atuou em 54% dos snaps defensivos, mais que qualquer outro jogador da posição, e somou sete tackles. Para um jogador que não tinha muitas esperanças de estar entre os 53 homens do elenco final de Miami quando se iniciaram os trabalhos de pré-temporada, a evolução parece que pode causar grandes surpresas.

Outra opção seria Neville Hewitt, jogador que esteve em campo de forma mais frequente em 2016 e já soma um sack e uma interceptação em sua carreira. Ele deve participar bastante dos jogos, mas em situações específicas. Apesar disso, também não é um atleta confiável para o nível exigido pelos ataques que o Dolphins enfrentará.

Entre Maualuga, Hull, Allen, Hewitt e outros, há muito pouco suco para se espremer. Mesmo que Timmons e Alonso surpreendam e façam ótimas temporadas, sempre o Miami Dolphins terá um elo fraco em sua defesa. No momento, eu apostaria que o terceiro titular desse setor ainda não está no elenco dos golfinhos.

Se hoje a franquia sofre com um problema de tão difícil resolução, o planejamento ruim e o azar foram fatores determinantes para que eles chegassem. Guard e linebacker eram duas grandes preocupações do time na offseason e nenhuma delas foi resolvida de forma adequada. Após as lesões empilhadas, resta ao Dolphins torcer para que um salvador caia do céu quase que como um Deus ex-Machina.

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Carlos Massari é o setorista da AFC LESTE. Analisa Patriots, Jets, Bills e Dolphins às quartas e sextas aqui no site. No projeto setoristas, falamos dos 32 times a cada duas semanas! Siga-o no Twitter para acompanhar mais da cobertura dessa divisão e debater sobre as matérias: @massaricarlos