quarta-feira, 4 de Abril de 2018

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Candidato a sensação na última temporada, o Buccaneers acabou decepcionando. Com uma campanha 5-11, e a última colocação na dificílima NFC Sul, o Bucs passou bem longe da expectativa criada sobre a equipe. Nesta offseason, a diretoria da equipe vem demonstrando que tem ciência das carências e tem feito um trabalho interessante na Free Agency, além de estar muito bem posicionada no draft. Hoje vamos discutir alguns pontos importantes da última temporada, e o que podemos esperar da equipe em 2018.

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Começando pelo QB, Jameis Winston teve uma temporada um tanto quanto estranha se consideramos os números em comparação com a imagem que a grande maioria dos torcedores teve de seu ano. Provavelmente, pela grande expectativa criada sobre o desempenho do ataque da equipe, a sensação é de que Winston teve uma temporada péssima, no entanto, não foi exatamente desta forma. Em 2017, Winston teve os melhores números de sua carreira em porcentagem de passes completos (63,8), média de jardas por passe (7,9) e rating (92,2). Porém, com 13 jogos disputados, Jameis também teve o menor número de passes para TD, apenas 19. A verdade é que se esperava uma evolução de Winston em relação ao cuidado com a bola, e isto não ocorreu.

Nos 13 jogos citados, Winston teve 11 interceptações e sofreu 15 fumbles (7 perdidos). E não há como negar, estes são números ruins para um QB da qualidade de Jameis. Durante o programa Hard Knocks, que teve o Buccaneers como protagonista, o HC da equipe, Dirk Koetter, conversava com Winston durante os treinos da offseason e chamava a atenção para este ponto, se fazia necessário um cuidado maior com a bola, algo que não ocorreu em 2017. E não temos como apontar para outra direção, para que o Bucs realmente seja a equipe que pode ser nesta temporada, Winston precisa evoluir, principalmente, em relação aos turnovers.

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O Buccaneers está em momento chave para buscar o sucesso dentro da NFL. Da mesma forma que ocorre com Eagles e Rams, a equipe tem o seu QB ainda em contrato de calouro, o que possibilita a contratação de jogadores mais caros por não existir um grande peso contra o cap na principal posição do jogo. Esta vantagem foi bem utilizada nesta Free Agency, com a adição de três jogadores importantes.

Ainda falando de ataque, a chegada do bom Center, Ryan Jensen, dará mais estabilidade pelo miolo da linha e ajudará no jogo corrido, outro ponto fraco da última temporada. Vale destacar que, enquanto o ataque aéreo da equipe foi o 4º melhor da NFL, o jogo terrestre foi o 6º pior da liga. A chegada de Jensen trás mais estabilidade para a posição, além de permitir que Ali Marpet retorne a sua posição de origem como OG. Na última temporada, a OL do Buccaneers permitiu apenas 1,21 jardas antes do contato para os seus RBs, 7ª pior média da NFL. Por mais que a posição de RB tenha sido uma decepção, principalmente por parte de Doug Martin, a Linha ofensiva esteve muito longe de um bom trabalho em relação ao jogo terrestre.

Do outro lado da bola, uma das grandes carências do time na última temporada, e mais um ponto crítico para evolução da equipe é, sem dúvidas, o pass rush. Em 2017, foram apenas 22 sacks, a pior marca entre as 32 equipes da NFL. A contratação de Vinny Curry, e a troca por Jason Pierre-Paul, mudam completamente o setor. Em uma divisão em que se enfrenta, duas vezes, Drew Brees, Matt Ryan e Cam Newton, é quase impossível sobreviver sem um pass rush eficiente. Com as contratações citadas, e o retorno de Noah Spence, o Bucs já parte de um novo patamar para a temporada. Falando do Front Seven, estes novos atletas, unidos ao sempre efetivo Gerald McCoy, além do trio de LBs formado por: Kendell Beckwith, Kwon Alexander e Lavonte David; é, em teoria, um dos grupos mais fortes da NFL. A secundária, no entanto, precisa de reforços. Neste ponto, quando falamos da última linha da defesa, é o momento de falar de draft.

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O Buccaneers tem a 7ª escolha geral do próximo recrutamento. No início deste texto, falávamos que o Bucs está muito bem posicionado, pois é certo que alguns dos melhores jogadores da classe – excluindo os QBs – estarão disponíveis quando o time de Tampa estiver no relógio. Para o Buccaneers, quanto mais insana for a busca por QBs, mais a equipe sairá beneficiada. Considerando como setores carentes: a secundária, o ataque terrestre, a Linha Ofensiva e o pass rush, as opções são maravilhosas.

Na opinião deste que vos escreve, o RB Saquon Barkley, o OG Quenton Nelson, o DB Minkah Fitzpatrick e o pass rusher Bradley Chubb são os quatro melhores jogadores do draft. Dito isto, contando que sairão, ao menos, três QBs nas primeiras escolhas, no mínimo um deles estará disponível para o Buccaneers. Caso a corrida por QBs seja ainda mais intensa (algo possível), dois deles estarão disponíveis. Pela necessidade levantada acima, Minkah Fitzpatrick seria a melhor escolha possível. Jogador raro, o DB pode jogar em todas as posições da secundária e chegaria para impactar no setor mais carente da defesa do Bucs. É evidente que o talento de nenhum dos outros três atletas, principalmente de Barkley, seria uma escolha ruim, pelo contrário, no entanto, Minkah seria perfeito.

É inegavelmente difícil mudar de patamar dentro da NFL. Sair da “categoria” de promessa, e chegar aos playoffs – principalmente na NFC – é uma tarefa complicada. Todavia, o Buccaneers tem feito um trabalho interessante se aproveitando do contrato baixo de Winston e trazendo jogadores qualificados para posições fundamentais nesta offseason. Considerando as boas movimentações já feitas na Free Agency, o sucesso da equipe em 2018 passa, mais uma vez, pela evolução de Winston, e pelo trabalho que será feito no draft.

Nesta temporada, o Bucs tem o melhor cenário possível do ponto de vista financeiro para vencer. Em 2019, o contrato de Jameis Winston precisará ser discutido e, certamente, o impacto no cap será muito superior ao atual. O Buccaneers precisa aproveitar o momento, relativamente, favorável, para definitivamente deixar de ser uma promessa. Talento para isto não falta.


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