sexta-feira, 30 de Março de 2018

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Entre os dias 25 e 28 deste mês, em Orlando, os donos das 32 franquias da NFL estiveram juntos na reunião anual da liga. Além da tradicional foto dos treinadores, com destaque para o estilo incomparável de Andy Reid, os chefões da liga se reuniram para votar nas propostas de mudanças de regras e estatutos para a próxima temporada da NFL.

Neste ano foram feitas algumas grandes mudanças de regras no jogo, estando a polêmica regra de recepção entre elas, assim como foram tomadas decisões em relação a jogadores na injured reserve – lista de lesionados do time – e sobre a visitação de jogadores elegíveis ao draft às instalações das franquias. Abaixo serão revisadas uma a uma das alterações aprovadas durante a reunião.

Mudanças de regras de jogo:

  • O ponto de início de jogada após um touchback em um free-kick será definitivamente na linha de 25 jardas. Lembrando que esta regra já estava em prática nas últimas duas temporadas, porém ainda de forma provisória. Agora a decisão se tornou definitiva.
  • As penalidades para chutar ou socar a bola propositalmente para fora do campo foram igualadas, sendo ambas de 10 jardas.
  • Os árbitros do jogo agora poderão desqualificar um jogador da partida com o auxílio da revisão da jogada, caso seja comprovado um flagrante de conduta antidesportiva. Um exemplo recente de aplicação a esta nova regra é a pancada dada por Rob Gronkowski sobre Tre’Davious White, que acabou causando concussão ao jogador. Neste caso, com o auxílio das imagens, Gronk poderia ser excluído da partida.
  • Quando a partida acaba com um touchdown vencedor de um time, não existe mais a necessidade de um chute extra ou de tentativa de conversão de dois pontos. Isto faz todo o sentido pois para todos os fins a partida encerrou. Com essa alteração, momentos constrangedores como o final de partida entre Saints e Vikings nos últimos playoffs seriam evitados, quando o time de New Orleans já estava no vestiário e teve que voltar a campo apenas para que o Vikings fizesse o chute extra.

    • Segundo a regra antiga, em uma situação de prorrogação quando o time que possuía a primeira posse de bola e fez um field goal e o segundo time, em uma de suas descidas, sofre um fumble ou lança uma interceptação o jogo terminaria no momento do turnover. Com a nova regra aprovada durante a reunião a jogada irá continuar até o final, incluindo qualquer ponto que seja marcado por qualquer um dos times. Essa mudança dá uma chance, ainda que remota, do time que perdeu a posse de bola ainda poder vencer a partida.
    • A partir de 2019, abaixar a cabeça para iniciar o contato com o adversário utilizando o capacete será falta. Esta regra foi alterada visando à segurança dos jogadores. Segundo Roger Goodell, comissário da liga, o capacete deve ser usado como proteção e não como arma para atacar o adversário.
    • Após todas as subsequentes polêmicas a regra que define uma recepção foi alterada por unanimidade entre os donos de franquias. Segundo a nova regra, uma recepção consiste em o recebedor ter controle sobre a bola, ter dois pés ou outra parte do corpo em contato ao chão (dentro de campo) e completar um “football move” (terceiro passo, estender o corpo com o objetivo de ganhar jardas, ou ter a capacidade de fazer um deles). Com essa nova regra, recepções como a de Dez Bryant do Cowboys e Jesse James do Steelers seriam válidas. Cabe agora observar o impacto dessas alterações no jogo e especialmente a aplicabilidade desta nova regra, principalmente em como os árbitros irão interpretar a “capacidade de realizar um movimento”.

Outras decisões tomadas:

  • Tornam-se permanentes a liberação das regras para agendamento, testes e administração de exames físicos de jogadores elegíveis ao draft nas instalações dos times.
  • Apenas para a próxima temporada, um jogador contratado via waivers – sistema de prioridades para contratar jogadores dispensados – pode ser assinado novamente pelo mesmo time que o havia dispensado.
  • Times podem agora trocar jogadores que estão na injured reserve, a lista de lesionados do time.
  • Foi eliminada a exigência de que um jogador não contratado seja colocado como waivers ao ser removido da lista de 90 jogadores, primeiro ponto de corte do elenco.
  • Muda de 10 dias para 24 horas o período que um jogador em waiver pode ser reivindicado.
  • Um jogador designado para retornar da lista de lesionados ou da lista de reservas agora é elegível para ser ativado após oito jogos ao invés de oito semanas.
  • O período para colocar um jogador na lista de lesionados foi estendido de 5 para 7 dias úteis.
  • Jogadores em lista de reservas específicas (aposentados, por exemplo), não podem ser restabelecidos após o jogo da Semana 13 da equipe, ao invés dos últimos 30 dias de temporada regular. Para ser restabelecido, o time deve solicitar uma aprovação do comissário da liga.
  • Um jogador que está sob contrato com uma equipe na temporada e é liberado do serviço militar após o final do período de trocas e retorna ao time visando ser reintegrado a lista de jogadores ativos deve ser colocado na lista de isenção pelo restante da temporada, mas pode ser reintegrado na pós temporada.
  • Apenas na próxima temporada, um time pode entrar em contato com um jogador veterano antes que a liga seja notificada oficialmente da liberação deste jogador, isso se o jogador não for designado para waivers e seu ex-time tiver anunciado publicamente a liberação.
  • Foi aprovado por unanimidade a contribuição da liga com 89 milhões de dólares por ao longo de sete anos para projetos que adereçam problemas de justiça social.

Além disso, os donos de franquias votaram para aumentar o limite de débito para o novo estádio do Los Angeles Rams, que irá custar a bagatela de 4.9 bilhões de dólares. Para fins de comparação, os novíssimos estádios do Falcons e Vikings, inaugurados nos últimos dois anos, custaram pouco mais de 1 bilhão cada. Também foi aprovado o plano para um estádio de 1,8 bilhões em Las Vegas.

Havia também expectativa de ser tomada alguma decisão referente ao hino nacional e mensagens de justiça social, porém apesar dos chefões discutirem sobre o assunto e acordarem com a liberação de verba, nada foi decidido. Art Rooney, dono dos Steelers, declarou que haverão mais conversas com os jogadores sobre o assunto e que irão abordar novamente a questão na reunião de maio.

Outra regra não aprovada foi a chamada Regra Josh McDaniels, nomeada em homenagem ao coordenador ofensivo do Patriots que, após fazer um acordo verbal com o Colts, desistiu de sair do time e deixou a franquia de Indianapolis em uma situação delicada. A regra propunha permitir técnicos em times que estão nos playoffs aceitarem propostas de empregos durante a pós-temporada. A situação continua do jeito que está, com times podendo entrevistar técnicos durante a pós-temporada, mas sem aceita-los oficialmente.

 


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