Como são formados os Bowls do College Football

23 de dezembro de 2016
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A temporada do futebol americano universitário chega ao seu ápice durante a bowl season. Os 41 jogos de pós-temporada são motivos de ambição para os 128 times da FBS. Mas como esses jogos são escolhidos? Existem critérios para uma equipe ser elegível para os Bowls? Por que as semifinais mudam de nome todo ano? Todas essas perguntas serão respondidas hoje no “A Liga explica”.

Primeiramente, precisamos entender como funciona o atual sistema de playoffs da Division I-A. Com apenas duas rodadas, o mata-mata do futebol americano universitário reúne os quatro times mais bem ranqueados no Top 25 do Selection Committee (Comitê de Seleção em tradução livre). Esse comitê de 12 membros é formado por um representante de cada uma das conferências pertencentes ao Power Five (ACC, SEC, Big Ten, Big XII e PAC-12), além de ex-técnicos, ex-jogadores, ex-administradores e membros da mídia aposentados.

A partir da segunda metade da temporada, os rankings do College Football Playoffs começam a ser divulgados toda semana. Para formar o Top 25, são levados em consideração vários critérios como títulos de conferência, força da tabela, resultado do confronto direto e outros fatores que podem influenciar o sucesso do time durante a temporada como, por exemplo, lesões.

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New Year’s Six Bowls

Com a criação do College Football Playoffs, os seis principais Bowls (Rose Bowl, Sugar Bowl, Cotton Bowl, Orange Bowl, Peach Bowl e Fiesta Bowl), conhecidos como New Year’s Six Bowls, passaram a fazer um rodízio para que todo ano dois desses jogos fossem as semifinais. Na primeira edição do atual formato em 2014, o Rose Bowl e o Sugar Bowl receberam os semifinalistas. No ano seguinte, foi a vez do Orange Bowl e do Cotton Bowl. Nessa temporada, o Peach Bowl e o Fiesta Bowl definirão os dois finalistas.

Quando não participam do rodízio, os times que jogam os New Year’s Six Bowls são pré-definidos de acordo com as afiliações.

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Obs: Group of Five correspondem as outras 5 conferências restantes da FBS não pertencentes ao Power 5: The American, C-USA, MAC, MW e a Sun Belt.

O número ao lado das conferências não corresponde, necessariamente, ao time de melhor campanha na conferência. Significa a ordem de preferência que o comitê organizador do Bowl tem para fazer ofertas aos times da conferência. Após o New Year’s Six ser definido, os comitês organizadores dos Bowls restantes podem começar a fazer ofertas para as equipes de acordo com seus respectivos Tie-ins.

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  • A ACC, Big Ten e a SEC agruparam algumas de suas ofertas para os Bowls em grupos que ficam sob o controle dessas conferências. Por exemplo, a SEC e o Outback, TaxSlayer, Music City, Liberty, Belk e Texas. Esses jogos irão receber um time escolhido pela própria conferência que não tenha ido aos playoffs, nem irão jogar no New Year’s Six e no Citrus.
  • A ACC e a Big Ten compartilham o Citrus, Music City e o TaxSlayer.
  • Vários Bowls possuem acordos para exibirem certos times em um determinado número x de anos e alguns Bowls não irão fazer revanches de jogos que aconteceram na temporada regular. A proximidade geográfica dos dos campus também são levados em consideração na hora de fazerem as propostas. Dessa forma, os comitês buscam evitar que as equipes joguem os bowls em lugares distantes dos seus fãs.
  • As equipes independentes também possuem diferenças. Notre Dame é “parcialmente” membro da ACC e pode fazer parte do arranjo da conferência se estiver elegível. Já BYU e Army precisam fazer seus próprios contratos ou entrarem pelo ranking.

Critérios de Elegibilidade

Com 128 times brigando por vagas em 41 Bowls, é óbvio que não haverá vagas para todas as equipes. Dessa forma, para fazerem parte dos confrontos, os times precisam estar elegíveis para receberem as propostas. O primeiro critério é que a equipe precisa ter no mínimo o mesmo número de vitórias que o de derrotas na temporada regular, sendo que no máximo uma vitória será levada em conta contra times da FCS. Se algum time teve 13 jogos na temporada regular, uma campanha de 6-7 pode ser suficiente para garantir uma vaga em algum bowl por ter prioridade contra times que terminaram o ano com 5 vitórias e 7 derrotas. Se o número de times elegíveis devido a campanha não for suficiente para completar todos os Bowls, equipes com recordes de 5-7 receberão propostas baseadas em sua taxa de progresso acadêmico (APR).

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André Oliveira acompanha NFL desde 2007 e NCAA Football desde 2012. É fã da estratégia e rivalidade envolvida no esporte. Responsável pela cobertura do College Football na coluna Mundo College, todo sábado. No twitter: @AndreO_NFL