segunda-feira, 29 de Janeiro de 2018

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No dia 4 de fevereiro, todos os olhos dos fãs de futebol americano ao redor do mundo estarão voltados para o Super Bowl LII, que colocará o New England Patriots e o Philadelphia Eagles frente a frente. A presença do Patriots não é nenhuma surpresa, uma vez, que já são incríveis oito aparições no grande jogo desde a virada do milênio. No entanto, em uma NFC muito equilibrada e com a lesão do QB Carson Wentz na semana 14, a aparição do Eagles na final da temporada surge com uma surpresa. Por isso, com o intuito de entender como a equipe avançou aqui, elencaremos alguns de seus principais fatores de sucesso.

A evolução de Carson Wentz e as novas peças do ataque

Depois de um ano de calouro no qual viveu altos e baixos, com capacidade de grandes jogadas, mas também alguns lapsos que levavam a erros inexplicáveis, Carson Wentz passou por um amadurecimento incrível para 2017. Ele reduziu as situações nas quais poderia cometer algum turnover, usou bem as pernas para ganhar tempo e conquistar conversões e teve sua agressividade recompensada em um esquema muito bem desenhado. Assim, quebrou o recorde da franquia de touchdowns lançados em uma temporada, com 33, se colocou na discussão para receber o prêmio de MVP e foi convocado pela primeira vez para participar do Pro Bowl.

No entanto, isto não foi possível graças a apenas sua evolução, mas também do talento que o cercava. Durante a última offseason, o GM Howie Roseman fez um grande esforço para cercar Wentz de peças de maior qualidade, com o propósito de estimular o crescimento visto no quarterback. Dessa forma, foram contratados os WRs Alshon Jeffery e Torrey Smith e o RB LeGarrette Blount. Além deles, Jay Ajayi também chegou em troca no meio da temporada. Já pelo Draft, foram adquiridos o WR Mack Hollins e entre os jogadores não draftados chegou o RB Corey Clement.

Estas chegadas serviram ainda para tornar o WR Nelson Agholor uma peça eficiente no ataque ao ser movido para o slot e combinaram com a explosão do TE Zach Ertz para formar um sistema ofensivo recheado de armas e que é capaz de explodir a qualquer momento. Todos estes jogadores tiveram papéis de alguma relevância na campanha de 13-3 da equipe e na sua primeira aparição no Super Bowl desde 2005 e precisarão contribuir para que Nick Foles possa repetir a atuação da Final de Conferência e ajudar o Eagles a conquistar seu primeiro título.

Continuidade em uma ótima comissão técnica

Em 2016, Doug Pederson foi contratado como técnico do Eagles para substituir o fracassado experimento com Chip Kelly. Ele se cercou de outros treinadores experientes ou promissores, como é o caso do coordenador defensivo Jim Schwartz e do técnico de QBs John DeFillipo. Para melhorar, esta comissão talentosa ainda se manteve praticamente intacta. A única mudança foi a saída do treinador de WRs Greg Lewis, que foi substituído por Mike Groh. Isto traz uma invejável continuidade, que ainda deve permanecer para 2018, com apenas DeFilippo chamando atenção com a possibilidade de se tornar um coordenador ofensivo.

Assim, os jogadores sofrem menos com alterações nos esquemas e sabem com ainda mais propriedade o livro de jogadas, o que pode levar a implementação de conceitos novos com maior facilidade. Dessa forma, o ataque comandado por Pederson e Frank Reich abusa de RPOs, screens e da grande força física de sua linha ofensiva para abrir espaços no jogo corrido e proteger o QB. A dupla também merece crédito extra por ter conseguido realizar os ajustes necessários para a transição com Nick Foles como quarterback, que começou com altos e baixos e chegou a um ápice incrível há uma semana contra o Vikings. Já no lado defensivo, Schwartz é um dos melhores da NFL em criar pressão, o que é feito praticamente apenas com os jogadores da linha, enquanto a secundária tem atingido um patamar acima do esperado.

Força nas trincheiras

Como dito acima, as trincheiras têm um grande papel no sucesso do Eagles no ano. A linha ofensiva tem dominado fisicamente os adversários, o que permite que o ataque terrestre seja bem sucedido e ajuda a quebrar as defesas adversárias. Com isso, surgem drives mais longos e que ajudam a defesa a se manter descansada. Além disso, a unidade limita a pressão sofrida pelo QB, o que é fundamental para um passador sem muita mobilidade, como é o caso de Foles. Por isso, é muito importante prestar atenção nos nomes de Jason Kelce, Lane Johnson, Brandon Brooks, Stefen Wisniewski e Halapoulivaati Vaitai, sendo este último o menos eficiente e que teve a responsabilidade de substituir o grande Jason Peters.

Enquanto isso, na linha defensiva está a alma de uma defesa muito forte. Com uma rotação de dar inveja ao restante da liga, o grupo é liderado pelo DT Fletcher Cox. Capaz de frear corridas pelo meio e ainda pressionar QBs com muita qualidade, ele está entre os melhores da NFL em sua posição. Ao seu lado está Timmy Jernigan, que foi adquirido via troca com o Baltimore Ravens e tem uma função mais de pass rush, com habilidade para romper qualquer pocket por dentro.

Já pelas pontas, o eternamente subestimado Brandon Graham é uma máquina de pressões e que ainda faz um bom trabalho contra o ataque terrestre. Para completar a unidade estão nomes como Vinny Curry, Chris Long e Derek Barnett. Os dois últimos chegaram ao longo da offseason passada, com Long sendo uma contratação após as primeiras e mais caras levas da Free Agency e Barnett a escolha de primeira rodada da equipe no Draft.

Se existe uma receita para tirar Tom Brady de seu ritmo, esta passa principalmente por conseguir pressioná-lo pelo meio. Por isso, a participação dessa linha defensiva não somente foi uma das chaves do sucesso do Eagles na temporada, mas também para as pretensões do time de conquistar seu primeiro título.


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