segunda-feira, 12 de Março de 2018

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O Tampa Bay Buccaneers anunciou a extensão contratual de Mike Evans, em um contrato de 5 anos, e US$ 82,5 milhões, sendo US$ 55 milhões garantidos e uma média de 16,5 milhões de dólares por temporada. O camisa 13 recebeu para mais de 1000 jardas em cada uma de suas quatro temporadas na liga, sendo o recebedor com mais jardas desde que se juntou ao time. Além disso, perdeu apenas um jogo oficial por lesão em 2015, lesão esta que está plenamente no passado.

Sétima escolha em 2014, Evans é membro de uma das classes mais prolíferas de recebedores da história da liga. Os grandes nomes que foram draftados nesta classe tiveram em 2017 seu último ano no contrato de calouro, isso se seus respectivos times não optarem por exercer a opção do quinto ano ou renovarem seus contratos.

Os valores acordados entre Tampa Bay e Evans deverão refletir diretamente nos demais recebedores desta classe e servir como base para os vindouros contratos.

Outra estrela de 2014 é Odell Beckham Jr., que tem maravilhado a liga desde que ingressou no NY Giants. Fontes já afirmaram que OBJ estaria interessado em uma extensão contratual na casa dos 100 milhões de dólares para cinco anos, numa média de 20 milhões por ano. Este valor fica bastante acima do acordado entre Buccaneers e Evans, porém poderia ser facilmente justificável.

Comparando os quatro primeiros anos dos dois jogadores, Evans recebeu a bola oval 309 vezes para 4.579 jardas e 32 TDs, em 61 jogos que disputou. Beckham teve 313 recepções para 4.442 jardas e 38 TDs, porém tudo isso em apenas 47 jogos. Fica claro que o recebedor de New York foi, quando em campo, muito mais produtivo que o de Tampa.

Usando matemática básica para extrapolar os números, se Beckham mantivesse a mesma média de desempenho que apresentou quando jogando poderia passar das 5.700 jardas e chegar a quase 50 TDs nos mesmos 61 jogos de Evans. Mesmo sendo apenas números especulados, é algo absolutamente incrível.

O ponto que pesa contra o camisa 13 do Giants é sua recente lesão. Odell fraturou seu tornozelo esquerdo na semana cinco de 2017, passando por cirurgia e perdendo o restante da temporada. Para conseguir os 20 milhões que deseja, deverá provar que está absolutamente recuperado da lesão.

Se plenamente recuperado, Odell não deve sair de New York. Por mais altos que sejam os valores, é muito improvável que algum time deixe um talento deste tamanho caminhar para fora de suas portas.

Quem não deve ter ficado muito satisfeito com os números do contrato de Evans são os times que estão precisando de recebedores, ainda mais que três estão, de certa forma, no mercado.

Dois de seus principais alvos na free agency são Allen Robinson (ex-Jaguars) e Sammy Watkins (ex-Rams), que se tornaram agentes livres e possivelmente exigirão contratos semelhantes aos valores assinados com Evans. Cada um deles apresenta seus problemas, sendo Robinson a recuperação de sua ruptura no ligamento anterior do joelho que o tirou da temporada de 2017, e Watkins o baixo desempenho na última temporada mesmo jogando no ótimo ataque do Rams. Porém são recebedores jovens e muito talentosos, devendo receber belas cifras em seus vindouros contratos.

Se é bom para eles, pode ser ruim para quem está precisando recebedores. O Chicago Bears, por exemplo, além de precisar urgentemente melhorar as armas de Trubisky, deverá usar a free agency para suprir outras necessidades do time. Caso vá atrás de um dos dois agentes livres, um contrato semelhante ao de Evans pode ser um baque grande no salary cap da franquia. Situação mais problemática ainda é do Baltimore Ravens que precisa melhorar seu corpo de recebedores, porém está com uma situação de salary cap complicadíssima.

O último nome desta lista não está especificamente mais no mercado. Jarvis Landry, após ter a Franchise Tag aplicada em si, saiu do Dolphins via troca para o Cleveland Browns. Apesar de ter uma árvore de rotas limitada, trabalhando muito como slot receiver, Landry tem apresentado uma quantidade de passes recebidos absurda e deve encaixar bem em um grupo de recebedores que já conta com Josh Gordon e Corey Coleman e ser mais uma boa opção seja para Tyrod Taylor, seja para um possível QB draftado. Deverá receber um contrato de múltiplos anos e cifras altas em sua nova casa.

Uma coisa é certa: todos estes nomes são grandes jogadores, capazes de impactar positivamente seus próximos (ou atuais) times, e com certeza vão ficar, merecidamente, um bocado mais ricos num futuro próximo.

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2 Comentários

  1. O POVO BRASILEIRO SE PREOCUPA COM AS MÍNIMAS COISAS, NÃO FAZENDO UMA REFLEXÃO DAS SUAS PRÓPRIAS ATITUDES. JÉSSICA ESTÁ CERTA, TEM QUE TER PENSAMENTO POSITIVO NA VIDA. FALTA CULTURA E EDUCAÇÃO NO POVO BRASILEIRO.

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