sexta-feira, 15 de setembro de 2017

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No primeiro confronto interno da AFC Leste 2017, o Buffalo Bills levou a melhor sobre o New York Jets. O placar de 21 a 12 faz parecer que foi uma vitória apertada, mas quase todos os demais números desmentem essa percepção: os donos da casa conquistaram 408 jardas totais contra 214 dos visitantes, dominaram também em jardas por jogada (5,7 a 3,9), mantiveram a posse de bola por sete minutos a mais. E todas essas estatísticas não mentem – o domínio foi bastante amplo.

A filosofia do Buffalo Bills é estabelecer o jogo terrestre quase sempre que possível. Para isso, o time aposta em formações com especialistas em bloquear – é comum ver dentro de campo um combo com os tight ends Charles Clay e Nick O’Leary e com o fullback Patrick DiMarco. Visando tentar diminuir o ritmo do time mais forte pelo chão da NFL, o Jets colocou oito homens no box em praticamente todos os snaps defensivos. Não adiantou muito: foram 4,5 jardas por carregada e algumas big plays aconteceram mesmo assim.

Leonard Williams foi o ponto positivo da defesa do alviverde nova-iorquino. O que surpreende é a péssima forma de Muhammad Wilkerson, lento e fora de posição na maioria das jogadas. Outrora uma estrela na NFL, o defensive end hoje parece não ter nenhuma vontade de jogar. Para piorar, a dupla de linebackers formada por Damario Davis e Darron Lee pareceu estar estrelando uma comédia pastelão, tamanha a quantidade de erros cometidos.

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O Buffalo Bills demorou para abrir o placar por causa de uma interceptação na red zone em sua primeira campanha. Davis errou e Charles Clay parecia ter um touchdown fácil, mas a chegada de Jamal Adams assustou o tight end e o fez espalmar a bola para o alto. Juston Burris se aproveitou e ficou com a carne.

Clay foi um ponto muito negativo para o ataque do Bills. Além de ser culpado pela interceptação de Taylor, normalmente foi erro dele quando a defesa do Jets chegou no backfield – seja para derrubar o quarterback, seja para acabar com corridas. Ele precisará melhorar muito para que sua equipe se saia bem contra rivais mais fortes.

Todos os adversários sabem como essa equipe de Buffalo planejará jogar em 2017. Será necessária uma boa execução para impedir LeSean McCoy de acumular jardas terrestres e abrir oportunidades de play-action para Taylor. A defesa do Jets, porém, conta apenas com Leonard Williams e Jamal Adams como jogadores que hoje são do calibre ideal para a NFL. É muito pouco.

Do outro lado da bola, vimos um conservadorismo surreal por parte do ataque nova-iorquino. Josh McCown, como era de se esperar, se limitou por boa parte do duelo em tentar passes curtos para seus running backs. E o pior – tanto Matt Forte como Bilal Powell sofreram com drops. Quando a tentativa era pelo chão, a linha ofensiva não conseguia abrir qualquer tipo de espaço.

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Precisando correr atrás do resultado, os visitantes começaram a tentar passes mais em profundidade. Se aproveitaram de algumas falhas da marcação em zona da secundária, principalmente de EJ Gaines, para finalmente completar alguns lançamentos mais longos. Buffalo foi melhor o jogo todo, mas parecia haver uma mínima chance para a Gang Green.

Mais uma vez, porém, o Jets esbarrou no conservadorismo de seu técnico. A decisão de ir para o punt a quatro minutos do fim e perdendo por nove pontos de diferença é inexplicável. Talvez Todd Bowles estivesse satisfeito com o revés por apenas nove pontos.

Foi uma exibição sólida, mas não espetacular, da defesa do Bills. Na maior parte do tempo, McCown teve um pocket intacto para lançar a bola, o que é um problema quando se está diante de uma linha ofensiva fraca. A secundária, como já dito, sofreu com algumas falhas de cobertura, principalmente do recém-chegado EJ Gaines. Jordan Poyer foi o principal destaque, com uma atuação espetacular culminada com um sack (no qual o quarterback visitante agiu como um calouro e não percebeu sua presença na linha de scrimmage, permitindo que ficasse desbloqueado) e uma interceptação.

No domingo, o Bills tem um teste diante do Carolina Panthers para descobrir qual será sua real pretensão na temporada. O rival demonstrou alguns pontos fracos na estreia que podem ser explorados, mas ainda é um adversário bastante forte. O Jets, por sua vez, vai a Oakland enfrentar o Raiders em um jogo no qual ele possivelmente desejará a existência de uma mercy rule na NFL.

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