segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

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Quem diria que um dia teríamos uma coluna que ligasse o Quarterback Case Keenum a um time capaz de chegar ao Super Bowl, em que Keenum não é apenas o 3° na ordem dos titulares e sequer é ativado para as partidas. O veterano QB que acumula passagens sem sucesso por Houston Texans e o então Saint Louis Rams na NFL após uma carreira monumental jogando por Houston Cougars no College Football parece ter superado toda a desconfiança criada para si atuando pelo Minnesota Vikings em 2017. Para um time que começou a temporada com Sam Bradford como QB titular e tinha a esperança da eminente volta de Teddy Bridgewater para a mesma posição, Keenum era apenas mais um braço presente no elenco.

Mas na louca temporada de 2017 que estamos presenciando, este é o cenário atual. Devemos parar de perguntar “como isto aconteceu?” , passarmos a afirmar “o Vikings pode jogar o Super Bowl em casa” e aceitarmos o fato que Keenum é uma das histórias mais bonitas que podemos imaginar para um atleta que passou por todos os tipos de turbulência antes de finalmente se estabelecer como um dos QBs mais produtivos desta atual campanha. Com isso, temos que o Vikings está confortavelmente isolado na liderança da divisão Norte da NFC e tem uma real chance de se tornar o primeiro time a jogar um Super Bowl no conforto de seu estádio, no caso do Vikings seu recém-inaugurado estádio.

A última partida parece ter confirmado de vez o status de Keenum (e do Vikings) como um dos melhores times de toda a NFL. A vitória por 14 x 09 contra o Atlanta Falcons representou a oitava consecutiva e a décima nos doze jogos da atual temporada. Keenum foi cirúrgico lançando dois passes para TD e a defesa segurou o outrora potente ataque do Falcons a singelos nove pontos, sem anotar um TD sequer durante todo o embate. Nesta altura da temporada, parece questão de tempo que o time encaminhe o título da divisão e também ao menos a folga na primeira rodada dos playoffs, além de brigar pela primeira posição no chaveamento geral, o que garante mando de campo em todas as partidas da pós-temporada. Talvez nem os próprios jogadores acreditavam muito nesta possibilidade no começo da temporada, mas a forma como os eventos aconteceram ao longo de 2017 mudaram esta percepção e seguem a passos largos rumo ao mês de Janeiro.

As atuações sólidas de Keenum não o colocam na conversa de MVP como outros QBs do nível de Carson Wentz e Tom Brady é verdade, mas com um time tão acertado e jogando tão bem em todos os níveis, talvez não seja necessário que Keenum atue desta maneira. O HC Mike Zimmer também concorda com isso: “Acredito que o grande ponto é ele (Keenum) fazer as jogadas que precisa na hora necessária, sem tentar fazer demais a cada snap. Em algumas situações, como no jogo contra o Redskins, ele tentou fazer algumas jogadas que na verdade não deveria ter feito, ele precisa permanecer fiel a si mesmo. Eu sinceramente não sabia o quão móvel ele é para escapar da pressão, mas agora eu sei. Ele tem feito um ótimo trabalho durante todo o ano”, declarou.

O próprio Keenum, após a última vitória, também deu seu parecer sobre como as coisas vão indo para o Vikings em 2017: “toda vez que temos sucesso, penso que exalamos confiança. Acredito que os jogadores têm confiança entre si, que os recebedores confiam em mim e vice-versa e que a linha ofensiva acredita no companheiro de seu lado. Acredito que a defesa está fazendo ótimas jogadas por todo o ano enquanto estão atuando para nos ajudarem a vencer jogos e recuperar a bola quando realmente precisamos deles. O veterano teve passes para TD lançados para o RB Jerick McKinnon e TE Kyle Rudolph na última vitória da equipe que incluiu 15 passes completos em sequencia (ele não errou um passe sequer no segundo quarto) e completou 25 de 30 passes na tarde.

Haverão jogos maiores para Keenum e o Vikings agora no mês de Dezembro. É de se verificar como será o desempenho dele enquanto haverá toda a expectativa para um bom desempenho individual, atuando na posição mais importante da equipe, no mês crucial da temporada regular da NFL, mas o jogador ofensivo do mês de Novembro na NFC parece ser a chave para a escrita da história, e finalmente termos um time atuando em seu próprio estádio no jogo mais importante da temporada, o Super Bowl.

A inesperada (e consistente) caminhada do QB como titular do Vikings em 2017 deixa no ar qual seu status para 2018. Após assinar um contrato de um ano no valor de U$ 2 milhões antes do início da temporada, é óbvio que se mantiver o desempenho e nível de atuação, ele demandará muito mais na mesa de negociação ao fim desta. Especialistas em analisar a situação salarial das equipes citam uma base de U$ 15 milhões em três temporadas, o que resultaria em arcar ao menos U$ 45 milhões com o QB que terá trinta anos de idade no segundo semestre de 2018. Para um time que lidará com negociações com os outros dois QBs com mais experiência como titular (Bradford e Bridgewater) a forma com que o Vikings lidará com esta situação é algo que todos acompanharão com afinco quando chegar o tempo correto.

Mas, no momento o que importa é o próximo Domingo, para o time e jogador então, nem se fala. O veterano que busca há anos um time para chamar de seu parece finalmente ter atingido um nível de excelência dentro de sua capacidade de atuação, tudo isso aos 29 anos de idade e algumas passagens frustradas por outras franquias. Como num roteiro de filme, veremos como ele fechará a caminhada do time na temporada regular e como reagirá ao eminente playoff que o aguarda no próximo mês.


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