Buffalo Bills demite Rex e Rob Ryan

28 de dezembro de 2016
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Acabou a era Rex Ryan no comando técnico do Buffalo Bills. Após a equipe ser matematicamente eliminada de qualquer chance de classificação para a pós-temporada com os resultados da semana 16 (o que não acontece desde 1999), o alto comando da franquia decidiu que era a hora de demitir o HC, que assumiu o time há duas temporadas e não conseguiu guiar o Bills aos momentos de glória vividos durante a década de 90, que incluem quatro títulos seguidos da AFC, e com isso, a participação no Super Bowl. O coordenador ofensivo Anthony Linn assumirá o cargo interinamente na semana 17 e, segundo as primeiras informações, é o nome que encabeça a lista de possíveis alvos do time para o principal cargo da comissão técnica para a temporada de 2017.

Seu irmão Rob Ryan, que também tem vasta experiência em diferentes cargos defensivos da NFL, e que servia de assistente defensivo e do próprio Rex também não integra mais a comissão técnica do Bills. A decisão vem menos de duas temporadas após Ryan ser contratado para o cargo, depois de um longo período na mesma posição no rival New York Jets, em que o polarizante HC até fez um bom trabalho nos primeiros anos, com grande destaque para a temporada de 2010, em que comandou uma espetacular defesa que simplesmente conseguiu vitórias nos playoffs contra o Colts de Peyton Manning e o Patriots de Tom Brady, ambas fora de casa e com o QB Mark Sanchez como titular, onde só foram derrotados pelo Pittsburgh Steelers no AFC Championship daquele ano. Tal desempenho animador somada com o estilo do técnico alavancaram as expectativas do Bills em interromper a longa sequencia sem disputar um jogo de playoff. Gastos exorbitantes na free agency e movimentos como o que trouxe o RB LeSean McCoy do Philadelphia Eagles também colaboraram para que fossem criadas muitas expectativas sobre este time, que talvez seria a hora em que alguém destronaria o Patriots de Bill Belichick e Tom Brady, que dominam a divisão neste século.

Porém, Ryan venceu apenas 15 jogos e perdeu outros 16, um desempenho medíocre de acordo com as expectativas criadas. O próprio Ryan tem sua parcela de culpa nisso, ao declarar no começo desta temporada que seria uma campanha de “playoff ou fracasso” para seus comandados, o que colocou muita pressão em um time que naturalmente já sofria bastante com isso. No quesito defensivo, o que é a especialidade de Ryan, o Bills teve desempenhos idênticos: foi o 15º em pontos por partida e o 19º em jardas totais por confronto, números fracos para tamanha ambição de ambas as partes.

Dentre os motivos que levaram a demissão, estão o fato dele não conseguir estabelecer o QB Tyrod Taylor como o QB da franquia, apesar de que seu contrato simbolizar que é pago para ter o desempenho como tal, e mesmo o QB EJ Manuel, recrutado com a primeira escolha da equipe no Draft de 2013, que também não chegou perto de corresponder a tais expectativas. Intrigas com o principal nome do ataque – o WR Sammy Watkins – também não ajudaram a criar motivos que valessem a pena manter o técnico para 2017 apesar da defesa contar com nomes de impacto nos três setores – linha defensiva, linebackers e secundária – o que, no papel, era a defesa perfeita para o estilo agressivo que Ryan impõe a seus comandados. Porém os atletas não compraram a filosofia defensiva e, agora que não comanda mais o time, já surgem reportagens que os jogadores achavam o esquema “muito complicado”, segundo o DT Marcel Dareus, um dos melhores da NFL.

Já para o Buffalo Bills, o movimento só demonstra o quão impaciente a alta direção se tornou com a mediocridade, que assombra o time neste século. Sem ir aos playoffs desde 1999, o ponto alto do Bills foi a segunda colocação da AFC Leste durante uma temporada, o que realmente é muito pouco para a base de fãs apaixonada pela franquia. O GM Doug Whaley já trabalha com nomes para comandar a equipe e, além do próprio Anthony Linn, o HC de longa data Tom Coughlin também deverá ser contatado à respeito do cargo em aberto. Para Rex Ryan, este talvez tenha sido seu último trabalho como HC de um time na NFL. Após sair desgastado do New York Jets e agora do Buffalo Bills – e declarar que este seria seu último cargo como técnico da NFL – ele deverá ser disputado para alguma vaga dentro da comissão técnica de uma equipe, para aí sim mostrar que porventura ainda pode ser um bom HC dentro da NFL, o que de fato já foi um dia.

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Paulo César é o setorista da NFC LESTE. Analisa Giants, Cowboys, Redskins e Eagles às terças e quintas aqui no site. No projeto setoristas, falamos dos 32 times a cada duas semanas! Siga-o no Twitter para acompanhar mais da cobertura dessa divisão e debater sobre as matérias: @PcesarPJunior