Buccaneers criaram a condição ideal para desenvolver Jameis Winston

5 de maio de 2017
Tags: Buccanneers, Diego Alex, Notícias do Dia,

Com a primeira escolha geral do draft de 2015, o Buccaneers selecionou o QB Jameis Winston. A esperança era que o atleta estabilizasse a posição e fosse o rosto da franquia. Em dois anos com o Bucs, Winston tem correspondido as expectativas. O jogador superou as desconfianças, principalmente em relação a seus problemas de comportamento, e dentro de campo demonstra uma clara evolução. Nesta offseason o Bucs decidiu dar as melhores condições possíveis para desenvolver o seu QB.

Ao compararmos as duas temporadas de Winston em Tampa, observamos uma evolução em todos os seus números. Em 2015, o QB teve um aproveitamento de passes de 58,3%, conseguindo 4042 jardas e lançando passes para 22 TDs. Na temporada passada, foram 60,8% de aproveitamento, para 4090 jardas e ainda 28 passes para TD. O rating de Jameis também seguiu este ritmo de crescimento, de 84,2 no seu ano de calouro, para 86,1 em 2016. Winston demonstra a cada jogo realmente ser o futuro da franquia, sendo assim, faz bastante sentido o caminho tomado pelo Bucs nesta offseason: Cercar o QB de outros jogadores talentosos e buscar que a evolução para a temporada 2017 seja ainda mais acentuada.

Se o objetivo era adicionar talento ao ataque, a primeira escolha do Bucs foi perfeita. Se você leu algum texto pré-draft, é bem provável que já tenha lido a seguinte frase: “O.J Howard é o melhor prospecto na posição de TE em muitos anos.” E sem dúvidas, é uma afirmação verdadeira. Howard tem tudo o que se procura em um jogador da posição: É forte, veloz, ótimo recebedor, percorre bem rotas e tem capacidade para conseguir jardas após a recepção. Além disto, O.J tem mais uma qualidade, esta muito rara em um TE saindo do College, ele é um bom bloqueador. O Bucs teve uma grata surpresa na temporada 2016 com Cameron Brate, o atleta conseguiu 8 recepções para TD e será útil este ano, mas entendo que era impossível não selecionar Howard na pick 19, sendo ele um talento Top 5.

A adição de Howard, além das qualidades já mencionadas, trás uma nova dinâmica ao ataque e o torna bem imprevisível. Jogadores com esta combinação rara de tamanho, velocidade e força, criam um grande problema para os coordenadores defensivos.  Safetys em geral são menores do que eles, portanto levam muita desvantagem física, enquanto os LBs são mais lentos. Neste momento estamos falando de um projeto, O.J não tem um Snap sequer na NFL, todavia ele tem todas as ferramentas para ser um dos melhores de sua posição. A seleção do TE foi um grande presente, não só para Winston que ganhou um ótimo alvo, mas também para o jogo terrestre do Bucs. Howard contribuiu bastante no bloqueio para a corrida em sua carreira universitária. Na temporada 2015, Derrick Henry, hoje RB do Titans, venceu o troféu Heisman contando com uma preciosa ajuda do talentoso atleta.

Na terceira rodada do draft, o Bucs selecionou um dos meus jogadores favoritos neste recrutamento, o WR Chris Godwin.  Em uma boa classe de WRs, considero Godwin bastante subestimado. Acredito que será peça importante neste ataque e poderá ser titular já na semana 1. Nos testes físicos do combine, Chris foi muito bem e mostrou ser até mais atlético do que alguns analistas supunham. Além disto, o WR possui uma característica rara e muito importante: Segundo seus antigos treinadores, Godwin é um estudioso do esporte, sempre buscando mais conhecimento. Sua evolução, principalmente correndo rotas, demonstra isto. Não basta talento; o esforço, a dedicação e a capacidade de evoluir são fundamentais para o sucesso na NFL. O ex-jogador de Penn State tem todas estas características.

Não podemos deixar de mencionar que além destes dois ótimos jogadores, o Buccaneers já havia contratado o veterano DeSean Jackson nesta offseason. O WR vem para dar uma nova gama de possibilidades a este ataque. A velocidade e a experiência de Jackson chegam como um perfeito complemento ao ótimo Mike Evans e aos talentosos Howard e Godwin.

Na temporada passada, o Bucs teve em Mike Evans o seu principal recebedor. Isto é algo que não deve mudar este ano, o problema é que existia um gap muito grande entre Evans e os demais recebedores. Apesar das boas temporadas de Adam Humphries e Cameron Brate, eram necessários mais alvos e de melhor qualidade para Winston. As escolhas de Howard e Godwin e a contratação de DeSean Jackson deixam este ataque muito versátil e um verdadeiro pesadelo para as defesas adversárias. O coordenador ofensivo, Todd Monken, que por sinal também é treinador dos WRs, terá um grupo bem diversificado e talentoso em suas mãos.

Outro ponto vulnerável do ataque do Bucs foi o jogo corrido. Na temporada passado, o time sofreu com contusões e problemas extracampo de seu principal RB, Doug Martin. Jacquizz Rodgers, que era o reserva imediato, também se lesionou. Martin está suspenso nos 4 primeiros jogos da próxima temporada por ter violado a política de drogas da liga. Somando todos estes fatores, muitos analistas acreditavam que o Bucs selecionaria na primeira rodada um RB, a seleção só veio na quinta rodada, o escolhido foi o RB Jeremy McNichols.  A queda inesperada de O.J Howard até a pick 19 e a volta de Doug Martin aos treinos em excelente forma, foram dois fatores que contribuíram para posição de RB não ser tratada como prioridade.

O Buccaneers criou nesta offseason a condição ideal para a evolução de seu QB e por consequência de todo o seu ataque. Os jogadores que chegaram têm todas as ferramentas para contribuir com este objetivo. Para o torcedor do Bucs o momento é de otimismo. Winston hoje é uma realidade, e agora estará cercado por uma quantidade de talento que pouquíssimos jogadores de sua posição possuem. Uma forma interessante de imaginar a qualidade deste ataque é tentar se colocar na função de coordenador defensivo de um adversário. Imagine como seria difícil ter que parar: Mike Evans, DeSean Jackson, Chris Godwin, Adam Humphries, O.J Howard e Cameron Brate. A ameaça poderá ser ainda maior, principalmente se Doug Martin voltar a ser o jogador que já foi. O resultado deste projeto só saberemos no futuro, mas eu acredito que esta offseason colocou a equipe de Tampa em um novo patamar na NFL.


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Diego Alex é o setorista da NFC SUL. Analisa Falcons, Panthers, Saints e Buccaneers às terças e sextas aqui no site. No projeto setoristas, falamos dos 32 times a cada duas semanas! Siga-o no Twitter para acompanhar mais da cobertura dessa divisão e debater sobre as matérias: @Diego_Alex84