As cinco contratações mais arriscadas de 2016

25 de junho de 2016
Tags: andre oliveira, contratações, falcons, free agency, giants, lions, rams, saints, texans,

Uma frase comumente repetida no mundo da NFL é que “a temporada não se ganha durante a Offseason”. Apesar de um pouco antiga, a sentença não poderia ser mais verdadeira. Um bom Draft e uma boa Free Agency não são suficientes se dentro de campo as expectativas não forem correspondidas, principalmente em relação aos veteranos que chegam aos novos elencos. Muita coisa pode dar errado quando se entra em um novo ambiente. Lesões, problemas pessoais, desempenho abaixo do esperado, são vários motivos pelos os quais alguns jogadores nunca se adaptam aos novos times. Com isso em mente, listamos as contratações desse ano que representam o maior risco para suas respectivas novas franquias:

LEIA MAIS: Cinco contratações que devem ter o maior impacto

Brock Osweiler (Quarterback) – Houston Texans

Valor do Contrato: 4 anos e US$ 72M com US$ 37M garantidos

Apesar de conseguir a classificação para a pós-temporada no ano passado, a realidade do problema na posição de QB voltou a perseguir o Texans. O time estava disposto a conseguir uma solução e ofereceu um lucrativo contrato a Brock Osweiler. O problema é que o atleta só foi titular em sete jogos – todos na temporada passada – desde que foi escolhido pelo Broncos na segunda rodada do Draft 2012, dando apenas lampejos de potencial em algumas partidas. Foram 10 TDs e 6 INTs nesse período, até ser substituído por um Peyton Manning voltando de lesão. Aos 25 anos, Osweiler ainda tem muito o que evoluir, mas se vai alcançar esse potencial ainda não sabemos. Pela forma como o contrato foi feito, claramente é esperado que ele resolva o problema da franquia na principal posição do futebol americano.

Mohamed Sanu (Wide Receiver) – Atlanta Falcons
Marvin Jones (Wide Reciever) – Detroit Lions

Valores dos Contratos: 5 anos, US$ 32M com US$ 14M garantidos e 5 anos, US$ 40M com US$ 20M garantidos

Essas duas contratações foram listadas juntas por algumas similaridades. Pelos valores, Falcons e Lions esperam grande produtividade de seus novos recebedores, o problema é que a carreira dos ex-jogadores do Bengals nunca mostrou isso com consistência. Jones sempre deu lampejos de talento, mas nunca alcançou todo seu potencial no time de Marvin Lewis. O jogador tem um histórico de lesões e passou das 800 jardas apenas uma vez na carreira, justamente na última temporada. Já em relação a Mohamed Sanu, nunca foi mais que um WR#3 no Bengals e na melhor temporada da carreira, em 2014, quando passou das 500 jardas pela única vez, Jones perdeu toda a temporada e A.J. Green também enfrentou lesões. Agora em novas equipes, Sanu e Jones não só terão que corresponder as expectativas da torcida como das próprias diretorias.

Janoris Jenkins (Cornerback) – New York Giants

Valor do Contrato: 5 anos, US$ 62,5M com US$ 29M garantidos

Qualquer uma das três contratações de peso que o Giants fez nesta Free Agency – Vernon, Jenkins e Harrison – poderiam entrar nessa lista por seus respectivos motivos, mas nenhuma possui um risco maior que a vinda do ex-CB do Rams. Jogadores como Jenkins são chamados de gamblers (apostadores) por sempre tentarem “adivinhar” onde o QB irá lançar a bola. Naturalmente, esse estilo de jogo acaba permitindo não só fazer grandes jogadas como também cedê-las e os números dele refletem isso. Desde que entrou na NFL, apenas três CBs cederam mais TDs e cinco permitiram mais jogadas de 20+ jardas do que ele. Em contrapartida, são 10 INTs na carreira, sendo cinco retornadas para TDs e 34 passes defendidos (7ª melhor marca desde que estreou). Agora no Giants, Jenkins se torna um dos CBs mais bem pagos da NFL sem nunca ter sido escolhido para um único Pro Bowl.

Coby Fleener (Tight End) – New Orleans Saints

Valor do Contrato: 5 anos, US$ 36M com US$ 18M garantidos

Quando o Colts optou por renovar com Dwayne Allen, que foi menos produtivo e teve mais lesões durante sua passagem pela franquia, já quis dizer bastante o que o time achava de Fleener. A fama de jogador soft (que não se esforça) e os constantes erros em recepções, principalmente no último ano, diminuíram o interesse do time em renovar com o jogador. O contrato assinado com o Saints mostra que o time de New Orleans acredita no potencial dele, contudo é um risco considerável e até certo ponto desnecessário que a franquia decidiu assumir. Benjamin Watson foi um dos melhores TEs da NFL na última temporada e saiu por muito menos dinheiro. Fleener acabou se beneficiando do mercado inflacionado e da necessidade do Saints na posição. Talvez ele acabe se desenvolvendo também sob a tutela de Sean Payton, mas os riscos de não corresponder aos valores investidos é bastante considerável.

Mark Barron (Linebacker) – Los Angeles Rams

Valor do Contrato: 5 anos, US$ 45M com US$ 20M garantidos

Durante seus dois anos com o Buccaneers, Barron nunca justificou o motivo que levou a franquia a escolhê-lo com a 7ª escolha geral. Foi então trocado com o Rams em 2014 por escolhas de terceiro dia de Draft e em 2015 mudou de posição de Safety para LB. A conversão foi um sucesso e Barron se tornou uma importante peça para a defesa do Rams, representando uma recente tendência dos times procurarem LBs menores e mais rápidos capazes de marcar o passe e defender contra o jogo corrido. Em 2016, recebeu uma generosa proposta de renovação apesar de apenas um ano jogando em bom nível. É possível que o jogador continue crescendo em sua nova função, mas também há o risco de não corresponder às expectativas do contrato.

Postagens Relacionadas









André Oliveira acompanha NFL desde 2007 e NCAA Football desde 2012. É fã da estratégia e rivalidade envolvida no esporte. Responsável pela cobertura do College Football na coluna Mundo College, todo sábado. No twitter: @AndreO_NFL