terça-feira, 9 de Janeiro de 2018

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A torcida do Tennessee Titans está em êxtase. Além do retorno à pós-temporada depois de quase uma década ausente, a franquia surpreendeu na fase de Wild Card e conquistou uma improvável vitória contra o Kansas City Chiefs, fora de casa. Após um ano de grandes reviravoltas, fica a pergunta: o time tem condições de aprontar pra cima do New England Patriots, grande favorito da Conferência Americana nesta temporada?

Começando pelo jogo de sábado passado, vimos dois tempos distintos do Titans. A equipe foi dominada na primeira etapa pelo ataque do Chiefs e seu setor ofensivo pouco produziu. Na volta do intervalo, a trupe de Marcus Mariota deu a volta por cima contando com uma grande atuação do QB. A melhora na postura do ataque se deu por conta de algumas alterações importantes feitas no intervalo.

Nos quartos derradeiros do jogo, Tennessee utilizou bastante a formação em shotgun, com apenas 1 RB e 1 TE, além de optar por diversas vezes por ir para o no-huddle, deixando o controle do jogo nas mãos de Mariota (que explorou bastante as read options e passes de curta a média distância na zona intermediária do campo). No jogo terrestre, com Mariota escolhendo correr em algumas jogadas, a defesa de Kansas City começou a marcar este tipo de jogada, deixando espaços para as corridas do RB Derrick Henry, que foram fundamentais no 2º tempo. No jogo aéreo, Mariota se encontrou ao lançar onde se sente mais confortável, usando e abusando de seus recebedores pela zona central do gramado. Isso se traduziu em 272 jardas totais nos últimos 30 minutos de jogo, algo que o time só fez em 6 dos 16 jogos anteriores na temporada.

Boa parte desta virada também merece ser creditada ao azar do Chiefs (que perdeu o TE Travis Kelce ainda no 1º tempo) e o péssimo plano de jogo adotado pelo time no segundo tempo, onde o RB Kareem Hunt desapareceu na partida ao carregar a bola em apenas 5 oportunidades. Com isso, ao invés de queimar o relógio e administrar uma boa vantagem, o que se viu foi a equipe dona da casa devolvendo a bola para a franquia de Nashville incessantemente. Isso, porém, não apaga a boa atuação do Titans e como Mariota liderou o seu time como se esperava desde que o atleta saiu do College Football. Na partida do próximo sábado, o Patriots tem clara vantagem nos confrontos entre as defesas e os ataques. Porém, se o Titans for aplicado em sua defesa, pode complicar a partida mais do que se espera.

Defensivamente, a melhor forma de parar o potente ataque do New England Patriots é pressionar os recebedores do time de Bill Belichik perto da linha de scrimmage. O setor, comandado pelo experiente coordenador Dick LeBeau, tem peças para isso. O CB calouro Adoree’ Jackson pode ficar em cima do WR Brandin Cooks, principal arma em profundidade. Já o outro CB, Logan Ryan, pode ficar responsável por quem atuar no slot. Contra Rob Gronkowski, a melhor opção seria utilizar o LB novato Jayon Brown marcando o camisa #87 do Pats, contando com a ajudas dos safeties Jonathan Cyprien e Kevin Byard. Por fim, a contenção de Tom Brady passa por utilizar a pressão com os jogadores de linha defensiva, evitando blitzes.

Já o jogo ofensivo do Titans precisa correr bem com a bola para ter chances de avançar nos playoffs. Derrick Henry precisava ter outra atuação nos mesmos moldes da realizada no último fim de semana, caso contrário será complicado deixar o jogo somente nas mãos de Mariota. Sobre o QB, Belichick costuma pressionar um pouco menos signal callers que costumam correr bem com a bola, deixando sempre um LB espionando suas ações. Logo, será comum ver o camisa #8 com algum espaço e tendo que encontrar espaços para realizar seus passes, uma vez que seus recebedores deverão estar fortemente marcados, mesmo com a inconsistência que o Patriots vem apresentando ao longo do campeonato.

Dito isto, a vantagem está toda com o New England Patriots, que é amplo favorito para avançar à final da Conferência Americana. No entanto, o Tennessee Titans tem armas em seu elenco para incomodar Tom Brady e cia., mas resta saber se o contestado técnico Mike Mularkey e sua comissão conseguirão elaborar um bom plano de jogo. E como estamos de NFL, a liga esportiva mais equilibrada do mundo, qualquer descuido pode complicar o panorama de um jogo que parece barbada.


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