segunda-feira, 9 de abril de 2018

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Estamos nos aproximando do draft e a classe de 2018 é uma das mais prolíferas e profundas dos últimos anos se tratando de running backs. A exemplo do ano passado, existem jogadores que podem ser escolhidos em rodadas futuras e que são capazes de impactar positivamente no ataque dos times que os selecionarem. Aqui vamos analisar alguns dos principais nomes dessa classe.

Saquon Barkley (Penn State)

O que falar de Barkley? Para começar, está sendo apontado como o melhor prospecto na posição desde Adrian Peterson, o que não é pouca coisa. Seu tempo no tiro de 40 jardas foi de 4.40, melhor que running backs recentemente selecionados como Ezekiel Elliot, Leonard Fournette e Alvin Kamara. O jogador apresenta velocidade e explosão surpreendentes e capacidade de acelerar ao longo do campo, somados a qualidades como visão de jogo, habilidade para fazer cortes fechados e força na corrida. Além disso é ótimo recebendo passes, talvez o melhor prospectos nesse quesito do draft (incluindo wide receivers), o que aumenta ainda mais seu valor.

Um outro fator que agrada olheiros é o extra campo do jogador. Todos que falam dele o elogiam por sua entrega, sua presença de vestiário e sua ética de trabalho. Por exemplo, quando disseram para ele no college que deveria melhorar seu jogo aéreo, Barkley passou o verão fazendo rotinas de wide receivers. Como ponto negativo e forçando um pouco a barra, é possível citar sua capacidade de bloqueio para o passe, que não é das melhores. Barkley é um jogador de primeira rodada do draft, muito provavelmente saindo no top 10.

Sony Michel (Georgia)

Apesar de seus 4.54 no tiro de 40 jardas ser abaixo do esperado, Michel continua sendo um dos melhores prospectos desta classe de RBs. Mesmo dividindo o backfield com Nick Chubb, teve em seu ano de sênior 1200 jardas (média de incríveis 7.9 jardas por carregada) e 16 TDs terrestres. Alguns questionam sua habilidade de visão de jogo, já que a linha ofensiva de Georgia é muito boa, porém essa característica é inegável no prospecto. Seus vídeos mostram que ele consegue avaliar em uma velocidade incrível o que está acontecendo na sua frente, identificando bloqueios e marcadores, apresentando uma inteligência de jogo muito acima da média.

Ele também apresenta certa dificuldade em quebrar tackles na força, mas sua boa visão permite encontrar espaços na defesa adversária o que compensa em partes esse problema. Além disso, é um dos melhores bloqueadores para o passe na classe. Seus maiores pontos negativos são seu índice de fumbles, um dos piores entre os calouros dessa classe (um a cada 54,6 carregadas) e sua habilidade de receber passes, que mesmo tendo demonstrado evolução, ainda está em desenvolvimento. Michel é um talento que deve sair entre o final da primeira e início da segunda rodada.

Derrius Guice (LSU)

Um running back com capacidade de ser um corredor de três descidas na NFL. Guice é um corredor resistente, forte e veloz, que não tem medo do trabalho sujo, corre através dos defensores e dificilmente é derrubado por apenas um adversário. Além da capacidade de correr entre tackles, também consegue cortar para a lateral e buscar grandes ganhos de jardas. Não vê problemas quando o mandam fazer bloqueios para o passe e tem certa habilidade recebendo a bola.

Guice possui um histórico de lesões na sua última temporada no college que podem preocupar, lesões estas que podem ser fruto do seu jogo agressivo. Além disso, apresenta em alguns momentos certa dificuldade de improvisar em situações que sua linha ofensiva é dominada, seguindo o plano da jogada ao invés de observar o campo e identificar uma melhor rota. Deve ser escolhido entre final de primeira e início de segunda rodada.

Ronald Jones II (USC)

Uma das características que chama atenção em Jones é a paciência ao correr (no bom sentido), esperando bloqueios se formarem e explodindo entre os espaços. É capaz de correr tanto no meio da linha quanto pela lateral e quando vê campo aberto consegue acelerar para grandes ganhos. É ótimo protegendo a bola, sempre a posicionando firme e no lado correto para que seu corpo fique entre a bola e o marcador.

Jones apresentou alguns problemas com lesões em 2017, mas nenhuma que seja preocupante a ponto de prejudicar seu draft. Seu maior problema é o tamanho. Mesmo tendo ganho peso em forma de músculos entre 2016 e 2017, ainda aparenta ser fraco para aguentar a carga que é ser running back na NFL. A tendência é que Jones acabe sendo draftado apenas no segundo dia, entre os rounds 2 e 3.

Nick Chubb (Georgia)

Chubb teve um 2017 com média de 6 jardas por carregada, 1345 jardas e 15 TDs, isso tudo mesmo dividindo a carga com seu companheiro Sony Michel. Tem força nas pernas e balanço para correr através de tackles e do contato inicial dos defensores, ganhando jardas após o contato. Sua carreira no college foi prejudicada por uma lesão no joelho em 2015, onde rompeu múltiplos ligamentos, mas seu bom desempenho em 2017 somado a suas boas médias no combine mostram que está recuperado desta lesão. Chubb apresenta em alguns casos hesitação ao ler bloqueios e uma visão limitada de jogo, o que prejudica o desempenho de suas corridas. Apesar de ser rápido e ter boa habilidade de cortes, não possui velocidade para jogadas explosivas. Deve ser escolhido entre a segunda e terceira rodada do draft.

Royce Freeman (Oregon)

Freeman tem o biotipo e força necessárias para ser um running back na liga, além de ter balanço o suficiente para manter a jogada viva e ganhar jardas após o contato. É um jogador que cuida muito bem da bola, tendo apenas 9 fumbles em 1026 carregadas. Também tem a paciência para aguardar bloqueios se desenvolverem e correr de forma inteligente quando os espaços aparecem. Tem explosão e velocidade para acelerar após o primeiro corte, mas não velocidade o suficiente para superar defensive backs.

Também apresenta problemas quando a linha falha em abrir espaços e ele necessita fazer mais cortes para evitar defensores, com a tendência de buscar a lateral neste tipo de lance. É sólido bloqueando para o passe, mas o mesmo não pode ser dito quando precisa bloquear para o jogo corrido. Se for escolhido no segundo dia de draft, será apenas na terceira rodada. Mas não será espanto se acabar caindo para o terceiro dia.

Rashaad Penny (San Diego State)

Penny tem a constituição desejada para um running back na NFL e uma velocidade surpreendente para seu tamanho, o que o torna capaz de escapar com certa facilidade do primeiro nível da defesa após a linha de scrimmage. É um corredor paciente e consegue orientar seus bloqueadores enquanto a jogada se desenrola, característica vista tanto em corridas de descidas quando em seu trabalho como returner. Utiliza muito bem cortes e fakes para enganar e se livrar de defensores.

Em San Diego State recebeu também muitos passes, sendo elogiado por ter mãos macias, mas possui necessidade de refinar sua habilidade de correr rotas. Seu maior problema é sua capacidade de aprender o playbook do time, algo que ficou bem claro em sua participação no Senior Bowl e deve fazer com que times o olhem com certa desconfiança. Penny tem tudo para ser um sólido titular e deve ser escolhido no segundo dia do draft.


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