segunda-feira, 12 de Março de 2018

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Feliz ano novo! Opa, já estamos em Março e como assim ano novo? Eu ainda não estou completamente louco. É que na NFL, a próxima quarta-feira (14 de Março) simbolizará o início do calendário da temporada de 2018 deste campeonato que tanto gostamos, situação no qual os times podem oficialmente anunciar novas contratações válidas para as próximas campanhas. Equipes como Cleveland Browns, New York Jets e Indianapolis Colts nadam em dinheiro e poderão tentar compensar a ineficiência de seus elencos com milhões de dólares em salário garantido aos melhores jogadores que ficarão sem contrato, por outro lado, times como Philadelphia Eagles e Dallas Cowboys terão que se virar para ficar dentro do teto salarial, que será o valor exato de U$ 177.2 milhões, então não deverão ser tão ativas quando o mercado oficialmente estiver aberto dentro de dois dias.

Tenha em mente que a principal contratação de 2017 aconteceu exatamente em 31 de Março, quase três semanas após início do novo calendário e por irrisórios U$ 2 milhões de dólares. Um jogador sem confiança, que perdera a titularidade para um calouro tido como um projeto a médio prazo mas que foi inserido no time titular graças ao péssimo desempenho deste citado Quarterback. Ele não só assumiu a titularidade de seu novo time como o fez de forma segura, guiando-o até o NFC Championship Game, um feito realmente lendário e que com certeza atrairá mais holofotes em sua provável troca de time. Você sabe de quem eu falo, não?!

Com isso em mente, é importante analisarmos qual foi o desempenho entregue das contratações mais badalas da intertemporada de 2017. Atletas que assinaram por um grande valor e tiveram um desempenho pífio, que eram tidos como a “cereja do bolo” para seu novo time e fracassar e também o contrário: jogadores baratos que se provaram muito valiosos ao longo da última campanha, alguns inclusive já recompensados com uma generosa extensão contratual já em 2017, uma prova e recompensa pelo ótimo rendimento tido rapidamente em sua respectiva equipe.

Dividi a lista das principais contratações (e outras que passaram despercebidas) em alguns tópicos que correlacionam e tentam criar uma espécie de denominador comum para os jogadores. Boa leitura!

Melhores contratações

CB AJ Bouye – Jacksonville Jaguars
Contrato de cinco anos e U$ 67.5 milhões

Bouye teve uma temporada incrível em seu último ano de contrato com o Houston Texans na temporada de 2016 e despertou o interesse do Jaguars em seus serviços. Mesmo que o valor pago tenha sido exorbitante, o desempenho dele na poderosa unidade defensiva da equipe tem sido merecedor de cada dólar garantido assinado até então. A combinação dele com Jalen Ramsey é tida por muitos como a melhor da NFL na posição de Cornerback atualmente e com apenas 26 anos, é uma peça crucial na secundária de seu time e espantosamente ainda pode não estar no auge da forma física e técnica.

DT Calais Campbell – Jacksonville Jaguars
Contrato de quatro anos e U$ 60 milhões

Jacksonville foi um dos times mais ativos em 2017 e foi certeiro em suas contratações, mesmo que por valores tido como surreais entre os especialistas, mas esta é a free-agency: quem paga mais, chora menos. Praticamente certo com o Denver Broncos (time de seu estado natal), o Jaguars atraiu o veterano DL oferecendo mais de trinta milhões de dólares garantidos somente nos dois primeiros anos de contrato, e convenceu o veterano a se mudar para a Florida. Foram 14,5 sacks (2° na NFL) e três fumbles forçados, sem falar em seu impacto contra o jogo corrido, um atleta realmente completo. O prelúdio de seu desempenho  (e da defesa do Jaguars como toda) veio no primeiro jogo com a equipe, em que conseguiu quatro dos dez sacks na vitória contra o Houston Texans.

LT Andrew Whitworth – Los Angeles Rams
Contrato de três anos e U$ 36 milhões

Um dos motivos que levaram o Rams de pior a melhor ataque em pontos por jogo (algo inédito na era Super Bowl) foi a soberba melhora do desempenho da linha ofensiva. Sean McVay sabia que precisa melhorar este setor e foi cirúrgico ao conseguir atrair Whitworth, que tinha construído toda a carreira no Cincinnati Bengals. Jogando sob um contrato relativamente barato (U$ 15 milhões garantidos neste período), o veterano de 36 anos foi a rocha do ótimo desempenho do Rams em 2017, abrindo espaço para o RB Todd Gurley e sendo uma figura importante na proteção ao QB Jared Goff e o resultado não poderia ser outro: o surpreendente título da NFC Oeste no primeiro ano sob o novo regime.

Melhores pechinchas

QB Case Keenum
Contrato de um ano e U$ 2 milhões com o Minnesota Vikings

Tenha esta contratação em mente caso seu time não seja muito ativo ao longo desta semana. A contratação de Keenum no final de Março quase não teve repercussão na mídia, foi tida como um movimento do time em ter um veterano para ser reserva imediato de Sam Bradford caso Teddy Bridgewater não estivesse pronto para tal ao começo da temporada. Bradford se machucou, Bridgewater não estava saudável e bem.. o resto é história. Nem o fato de Teddy estar saudável no final da temporada foi suficiente para retirarem Keenum do time, pois afinal eles estavam vencendo jogo atrás de jogo. Com um desempenho seguro na posição: 3547 jardas aéreas, 22 passes para TD e apenas sete interceptações lançadas; Foi o sétimo em rating dentre toda a NFL e o segundo em QBR, uma estatística avançada que mede a eficiência dos Quarterbacks, somente o MVP Tom Brady obteve uma nota melhor que a de Keenum. Novamente um free agent, com toda a certeza sua assinatura renderá mais destaque do que a última, afinal as cifras do negócio também tem tudo para serem bem maiores do que ele atuou em 2017.

WR Alshon Jeffery
Contrato de um ano e U$ 9.5 milhões com o Philadelphia Eagles

Jeffery apostou em si mesmo após não conseguir um longo e lucrativo contrato ao longo da free agency e aceitou receber praticamente dez milhões de dólares por uma temporada atuando com o Eagles do QB Carson Wentz, que tinha tido uma boa temporada de calouro. Jeffery foi uma presença sólida ao longo da temporada, anotando nove TDs e sendo uma figura importante na caminha rumo ao primeiro título da franquia. Embora apareça nesta lista, ele foi recompensado pelo ótimo desempenho já em Dezembro passado, assinando um novo contrato de U$ 52 milhões a serem pagos nos próximos quatro anos.

LB Manti Te’o
Contrato de dois anos e U$ 5 milhões com New Orleans Saints

Após uma carreira não tão boa no então San Diego Chargers, Te’o assinou contrato com o Saints para prover uma experiência no corpo de LBs da equipe que contatava somente com Craig Robertson como atleta de impacto na defesa que havia terminado 2016 como a 27ª em jardas totais e 31ª em pontos cedidos, um número assustador. Ele participou dos 16 jogos (sendo dez deles como titular) e foi uma presença sólida no combate ao jogo terrestre da defesa que melhorou subliminarmente ao longo da última temporada, não por acaso o time conseguiu a tão sonhada classificação para os playoffs, embora não tenha feito a caminhada que todos almejavam.

(Algumas) das piores contratações

QB Mike Glennon
Contrato de três anos e U$ 45 milhões com o Chicago Bears

De certa maneira, esta parecia uma contratação prevista a figurar em qualquer tipo de lista como essa. O Bears garantiu U$ 18 milhões para o veterano ser uma espécie de ponte até o QB Mitchell Trubisky, recrutado com a segunda escolha geral do último Draft estivesse pronto para atuar. Em apenas quatro jogo como titular, Glennon teve 833 jardas aéreas e quatro passes para TD, além de cinco interceptações e três fumbles até que sua permanência como titular ficou inviável e Trubisky foi inserido como titular quando ainda claramente não estava pronto, tamanho lamentável foi o desempenho de Glennon, que alternou entre reserva e titularidade durante toda a carreira no Tampa Bay Bucanneers. Glennon, de uma forma até surpreendente ainda não foi dispensado do Bears após um péssimo ano, talvez pela quantidade dead money que deixaria no teto salarial da equipe que poderá ser uma das mais ativas daqui alguns dias.

WR Kenny Britt
Contrato de quatro anos e U$ 32.5 milhões com o Cleveland Browns

Terrelle Pryor teve um ótimo desempenho com o Browns, mas ao melhor estilo Cleveland não foi procurado para uma renovação contratual e optou por ir ao Redskins, onde também não obteve sucesso, aliás. Kenny Britt chegou para substituí-lo após compilar 1000 jardas no então anêmico ataque do Rams, mas o resultado foi desastroso: apenas dezoito recepções para 233 jardas em nove jogos até ser dispensado ao longo da temporada. Em outras palavras, o Browns pagou U$ 10.5 milhões para um jogador que conseguiu dezoito recepções em um ano…sim, dezoito. Ah, e Cleveland não venceu um jogo sequer em 2017.

WR Brandon Marshall
Contrato de dois anos e U$ 11 milhões com o New York Giants

Me custa admitir, mas foi uma contratação que eu errei feio em meu prognóstico. Sinceramente imaginei que seria o casamento perfeito: uma figura veterana como Marshall era o ideal para o time que precisava de uma segunda opção ao jogo aéreo que já contava com a estrela Odell Beckham Jr, e ao preço assinado, parecia ser a contratação perfeita. Em vez disto, foi a primeira peça do quebra-cabeça que guiou o Giants a uma de suas piores campanhas da história da tradicional e longínqua franquia. Problemas extracampo e de vestiário somados ao péssimo desempenho dentro de campo (foram apenas dezoito recepções para 154 jardas em quatro jogos) foram a ponta do iceberg dentro dos milhares de problemas que assombraram o lado azul de Nova Iorque na última campanha. Colocado na lista de machucados após o primeiro mês, o Giants precisa simplesmente admitir que esta contratação falhou e dispensar o veterano para iniciar o processo de reconstrução, que deve ter como principal capa o recrutamento de um novo Quarterback com a segunda escolha geral do próximo Draft, seja Sam Darnold, Josh Rosen ou Josh Allen.

Sei que a lista é praticamente interminável, principalmente a de decepções, mas procurei levar em conta o valor do salário combinado com o desempenho obtido em campo (ou não) e a expectativa criada acerca desta contratação. E bem, tem um tal de Mike Glennon que recebeu um contrato de U$ 45 milhões. Por isso, fique à vontade para usar a caixa de texto nos comentários e discutir comigo (e outros leitores) sobre quem merecia (ou não) estar nela. Comente!

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