Adiamento da abertura é positivo ou negativo para o Dolphins?

13 de setembro de 2017
Tags: carlos massari, dolphins, Notícias do Dia,

O furacão Irma fez com que a partida entre Miami Dolphins e Tampa Bay Buccaneers, que seria disputada no último domingo, fosse adiada para a semana 11. É uma situação sem precedentes na liga, mas uma catástrofe natural que assolou a Florida não deixou muitas opções. Se não acontecesse tal mudança na tabela, o jogo seria disputado em campo neutro, o que prejudicaria bastante a franquia da AFC Leste pelo fato dela já ter um duelo como mandante a ser realizado em Londres.

Para o Miami Dolphins, o fator casa não é tão pesado. Seu estádio é dos menos hostis da NFL e a torcida não comparece muito. Ainda assim, é melhor atuar nele sete vezes do que seis. Só que jogar dezesseis partidas sem nenhum descanso entre elas pode ser muito pior do que o esperado.

No ano passado, o cornerback do Seattle Seahawks Richard Sherman escreveu um artigo no The Players’ Tribune explicando porque odeia os jogos de quinta-feira à noite. Nele, deu detalhes da rotina de um jogador profissional e explicou como funciona o processo de recuperação durante a semana. Fica evidente a necessidade de uma semana de descanso, na qual os atletas podem passar por uma regeneração mais longa e curar as lesões que sempre existem, por menores que sejam.

O Miami Dolphins é um time que já vem sofrendo com lesões – tanto em 2017 como em anos anteriores – muito mais do que o desejado. Na temporada atual, já perdeu o quarterback Ryan Tannehill e o linebacker Raekwon McMillan, que seriam titulares absolutos e fundamentais para uma boa campanha. Reshad Jones, principal jogador de defesa da equipe, perdeu quase todo 2016. Jay Ajayi não esteve totalmente saudável na off-season. Trata-se de um elenco que já começa seu calendário de jogos mais baleado do que o desejável.

Assim, não poder contar com a bye week de verdade, fazendo dezesseis jogos em sequência, pode trazer graves consequências. O Dolphins já terá para 2017 um elenco mais fraco do que se imaginava e perder mais um ou outro jogador de destaque é capaz de encerrar completamente as esperanças de uma nova ida aos playoffs.

Os negativos são muito maiores que os positivos e, analisando apenas o lado esportivo da situação, seria muito melhor ter jogado contra o Buccaneers na data original e em campo neutro. Porém, também há o lado humano, com jogadores precisando cuidar de suas famílias e marcar presença junto a elas e à comunidade, o que ajuda a justificar o adiamento.

Se existe um lado no qual o adiamento pode ter ajudado o Miami Dolphins é ter dado mais uma semana para a adaptação de Jay Cutler. O quarterback que estava aposentado até pouco tempo atrás teve uma boa pré-temporada e parece já estar entrosado, mas mais tempo para entender completamente o novo playbook e desenvolver química com os companheiros tem apenas bem a fazer.

Há algumas batalhas por posição em aberto em Miami e mais uma semana de treinos também pode ajudar nesse sentido. As operações de futebol da franquia foram movidas temporariamente para Los Angeles, onde acontece o duelo contra o Chargers pela Semana 2. Lá, atletas, famílias e treinadores estão concentrados desde sexta-feira podendo se preparar adequadamente para entrar em campo. É mais uma chance para desvendar quem será titular no interior da linha defensiva ao lado de Ndamukong Suh, Jordan Phillips ou Davon Godchaux, e se Alterraun Verner realmente arrancará um lugar no time titular.

É uma temeridade permitir que um time da NFL atue 16 semanas em sequência, sem qualquer descanso, ainda mais com viagem para Londres e partida de quinta-feira no meio disso tudo. 2017 ainda nem começou oficialmente para o Miami Dolphins, mas vai parecendo ser um ano extremamente azarado.

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Carlos Massari é o setorista da AFC LESTE. Analisa Patriots, Jets, Bills e Dolphins às quartas e sextas aqui no site. No projeto setoristas, falamos dos 32 times a cada duas semanas! Siga-o no Twitter para acompanhar mais da cobertura dessa divisão e debater sobre as matérias: @massaricarlos