sexta-feira, 5 de Janeiro de 2018

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Quando muitos davam como certo a saída de Marvin Lewis do Cincinatti Bengals, eis que a NFL recebe uma notícia que proporciona uma reviravolta no caso. Para surpresa de muitos (diria que todos), a franquia anunciou nessa terça-feira, dia 02/01, a extensão contratual de contrato de seu longevo HC, que irá agora até 2019.

A mudança de decisão por parte do front office do Bengals foi surpreendente, considerando que já havia sido divulgado na mídia que Lewis sairia do cargo de HC da franquia após 15 anos. Não se sabia se o mesmo sairia da franquia, mas o cargo de HC ficaria vago.

Após o anúncio, Lewis declarou:

Meu trabalho é ganhar um Super Bowl”. “Temos um elenco qualificado, mesclando lideres veteranos e jovens em ascensão e estou empenhado em fazer as melhorias necessárias para fazer essa equipe vencer”.

Essa frase não traduz muito o que tem sido o Bengals nesses últimos tempos, e a temporada de 2017 é um exemplo bem prático disso. Uma boa defesa (apesar de ser muito displicente) e um ataque que não tem sabido explorar o melhor de suas peças, como pode ver na primeira metade da temporada. Chegamos ao ponto da franquia não anotar nenhum TD nos dois primeiros jogos, o que acabou resultando na demissão do até então coordenador ofensivo Kevin Zampese. Para seu lugar chegou Bill Lazor, que era o QB coach da franquia.

A franquia terminou o ano com um recorde de 7-9, sem maiores destaque. Terminou a temporada de forma honrosa com vitórias sobre o Detroit Lions e o Baltimore Ravens, vitórias essas que eliminaram ambas as franquias da pós-temporada. Contra o Ravens, a vitória veio com uma conexão de 49 jardas entre Andy Dalton e Tyler Boyd, que ajudou a colocar o Buffalo Bills nos playoffs após 18 anos.

É inegável a importância de Lewis para a história da franquia. Para alguns, suas sete aparições em playoffs, quatro títulos de divisão, e apenas cinco temporadas com recorde negativo dão crédito para que o técnico continue o seu trabalho. O seu bom trabalho a frente da franquia nesse tempo (recorde de 125-112-3) fez com as que as pessoas esquecessem a mediocridade que existia no Bengals. Ele tem participação na estabilização da franquia, no desenvolvimento de jogadores como Andy Dalton, AJ Green, dentre outros, além de ter ajudado no desenvolvimento de um bom número de técnicos para a liga.

Como aprendemos na escola, todo ciclo tem um inicio, meio e fim. E aqui chegamos a um ponto importante que deve ser considerado nessa decisão. Há claros sinais de que o tempo de Lewis a frente da franquia está no seu final. Apesar de ir aos playoffs por 7 vezes nesse período, Lewis ostenta a marca de ter perdido todos os jogos, um feito único na história da liga

Em tempos de mudança na liga, era o momento ideal de se arriscar e buscar um HC novo, que com uma nova mentalidade, aperfeiçoasse as boas peças que encontram-se em Ohio. Ao renovar com Lewis, o Bengals toma pra si uma postura de covardia que preocupa para o futuro da franquia. Se compromete por mais 2 anos com Lewis e poderá, ao término do seu contrato, peças importantes como AJ Green, Daqueze Dennard, Geno Atkins e Carlos Dunlap fora da franquia. Caso chegue um novo HC, poderá pegar uma terra devastada e um inicio de trabalho com um bom nível de dificuldade.

De imediato, é necessário que a franquia acerte seu staff. Paul Guenther, até então coordenador defensivo e muito respeitado na liga, teve seu contrato expirado e já anunciou que não deverá voltar para o cargo. Suspeita-se que vá para o Oakland Raiders, caso Jon Gruden volte a ser HC da franquia.

Para a contrariada torcida, resta agora torcer para que tudo melhore em 2018. Torcer para que a decisão de Mike Brown, owner da franquia, tenha sido acertada. Do contrário, serão dois anos turbulentos anos, para uma franquia que carece de glórias.


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  • Anderson M. Santos

    Browns se cuida, o Bengals vem aí!