quarta-feira, 17 de Janeiro de 2018

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Diferentemente da maioria dos esportes coletivos, o futebol americano tem uma posição mais importante que as outras: a de quarterback. Esse atleta é responsável por organizar e executar as ações ofensivas da equipe e deve ser a voz da comissão técnica dentro do campo. A sua importância fica evidente ao olharmos para as piores equipes da liga; todas elas possuem quarterbacks fracos, além de outros problemas. Cientes disso, concordamos que esse jogador deve ser muito bem protegido e, abaixo, vamos exemplificar o porquê.

O treinamento do quarterback (principalmente do pocket passer) é menos físico em termos de colisões e de resistência do que dos atletas de outras posições. O foco de suas atividades é a parte mental, como o livro de jogadas e a leitura das defesas adversárias. Com isso, esse atleta não apresenta a mesma resistência aos choques que tem os running backs por exemplo. Os defensores, sabendo da importância desse atleta e dessa fragilidade, adoram abusar da força nos tackles contra os mesmos para tirá-los da partida. Assim, impedir que atingam seu quarterback é importantíssimo para que o ele mantenha sua integridade física e dê continuidade ao seu trabalho. Um exemplo claro é Andrew Luck. A linha ofensiva do Colts foi muito ineficaz em sua proteção ao longo dos anos, o que culminou em diversas do atleta.

Além do fator integridade física, há o fator desempenho. Quando um quarterback está sob pressão, com o pocket fechado, seu campo de visão é menor e a chance da bola ser desviada é maior, o que dificulta seu trabalho, além do sack ser iminente. Nessas condições, o QB tende a se livrar da bola com maior displicência, aumentando as chances de interceptação e de passe incompleto e é por isso que as estatísticas como o rating de um QB diminuem bastante quando ele se encontra sob pressão e caso haja o sack, a campanha está praticamente comprometida, já que há a perda de jardas e da descida.

Durante a atual temporada, tivemos vários exemplos do quão importante é uma linha ofensiva, já que ela é a responsável por proteger o lançador. O Seattle Seahawks teve uma linha ofensiva muito ruim, o que limitou o trabalho de Russell Wilson. O mesmo fez milagres durante vários jogos improvisando e saindo do pocket e isso ainda deu uma sobrevida à equipe de Seattle. A temporada da franquia poderia (e deveria) ter tido um desfecho totalmente diferente caso a linha ofensiva tivesse sido, pelo menos, mediana. Os quatro times que permitiram mais sacks ao seu quarterback foram Colts, Lions, Redskins e Jets; todos eles, não por coincidência, ficaram de fora dos Playoffs e dois deles amarguraram a última colocação da divisão.

Óbvio que existem outros fatores para o sucesso de uma equipe, como uma boa defesa, mas, com certeza, proteger o quarterback é um caminho certo para o sucesso.


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2 Comentários

  1. O principal problema do Luck, assim como do Can Newton, não foram, necessariamente, das linhas ofensivas ruins, mas de querer ficar quebrando tackles ao correr com a bola. Isso é algo que não vemos o Russell Wilson fazer.

  2. Alexsander Gonçalves on

    texto muito sábio, acredito que RW3 deve ser altamente valorizado pois protagoniza proezas incríveis mesmo com um inexistente OL, nesta reconstrução eminente em Emerald City, Pete e JS deveriam priorizar a proteção ao seu QB de elite, para assim melhorar não somente a vida de Russ mas também do jogo corrido da equipe e assim podermos competir em alto nível na pós temporada #12s

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