A história do Hall da Fama do Futebol Americano Profissional

28 de março de 2017
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A liga e a historia - L32

Primeiro, explicando a nomenclatura. Não chamamos de Hall da Fama da NFL porque ele é um Hall focado na NFL, mas tem jogador por lá que nunca jogou na National Football League. Explicaremos.

O prédio que abriga o Hall está localizado em Canton, Ohio e foi inaugurado em 7 de Setembro de 1963. À época, foram consagrados 17 nomes que se destacaram na prática do futebol americano. Hoje, temos 287 membros do Hall mais cobiçado da NFL e não apenas jogadores podem ser eleitos e ficarem marcados para sempre na história – técnicos e dirigentes também estão sujeitos a receber a honraria.

Por que Canton? O que essa cidade tem de importante para ser o local que abriga o Hall da Fama? Bem, dentre outras razões, foi lá que a NFL foi fundada, em 1920. Está bem justificado, não? Como falamos no início do texto, nem todos que estão por lá jogaram na Liga: Billy Shaw é a única exceção. O Guard, que fez seu nome jogando pelo Buffalo Bills, atuou por toda sua carreira na AFL (American Football League) antes dessa liga se fundir com a NFL, em 1970.

Os indicados para o Hall são selecionados por um comitê que possui 46 membros, em sua maioria jornalistas especializados que cobrem os jogos da Liga. A seleção desses jornalistas se dá de uma maneira bem objetiva: O chefe de esportes do principal jornal da cidade ganha direito a voto. Cidades que possuam time de futebol americano, obviamente. Há ainda jornalistas que representam cidades que já tiveram time na NFL, mas que já se mudaram para outras localidades. Los Angeles é uma das poucas que já teve time na NFL e não tem nenhum membro integrante da comissão que vota em quem deve entrar no Hall da Fama.

Para poder ser indicado, o jogador ou treinador deve estar aposentado há pelo menos cinco anos. Com base nesse critério, o comitê de seleção escolhe aqueles que serão indicados em três fases de votação até o mês de Outubro para reduzir a lista que eles fizeram ao longo do ano para 25 semi finalistas. Em Novembro, sobram 15 finalistas e o Comitê Sênior adiciona mais dois nomes, totalizando 17 finalistas indicados ao Hall da Fama. Indicado não é eleito.

A fase final que decide os nomes que serão eleitos e entrarão no Hall da Fama – sim, é muito difícil entrar lá e, por isso, é tão valorizado – acontece um dia antes do Super Bowl. Para que possa alcançar a glória, um finalista deve conseguir a aprovação de pelo menos 80% da Comissão Votante e no mínimo quatro jogadores devem ser consagrados a cada ano. O máximo de finalistas que podem ser eleitos por ano são sete. Um jogador ou treinador não entram no Hall representando time A ou B, ao menos não diretamente. O busto que fica à exposição não faz qualquer referência ao time que cada um fez parte, é mais uma reverência à pessoa que a qualquer instituição. Claro que se um jogador que sempre jogou no mesmo time entra no Hall, indiretamente esse time está sendo prestigiado também.

Como tudo na vida, há críticas ao Hall da Fama do Futebol Americano Profissional, muitas delas questionando os votantes, pedindo rotações entre jornalistas que ganharam direito a indicar finalistas, criticando o fato de algumas posições serem esnobadas, dentre outras. Fato é que o evento é motivo de muito orgulho para todos que conseguem chegar ao topo e o Hall é extremamente respeitado pela maioria dos torcedores e jornalistas. Qualquer lista feita no mundo sobre qualquer assunto sempre gerará controvérsias.

A cerimônia de indução ocorre em Agosto e o primeiro jogo da pré temporada é realizado especialmente para fazer parte das homenagens. É aí que se dá início a mais uma temporada da NFL – pré temporada e temporada regular.

Falar da importância do Hall da Fama é necessário para que aqueles que acompanham a Liga há pouco tempo entendam melhor. O Hall assegura a quem consegue ser bom o suficiente para ser eleito um lugar mais especial na história do esporte, é a maior honraria que pode ser concedida a uma pessoa que foi destaque na NFL, motivo de muito orgulho para a torcida e seu time, sem dúvidas um dos ápices da carreira de quem quer que seja.

Como já disse Gil Brandt, analista do NFL.com: “O Hall da Fama ajudou a legitimar o Futebol Americano. Ajudou a criar a História”.

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Tiago Araruna acompanha a NFL desde 2006 e é o idealizador do projeto Liga dos 32. Como Editor-Chefe do Portal, está à frente da coluna semanal 32 por 32, toda quinta no ar. Co-apresentador do Podcast Liga dos 32 que vai ao ar às quartas . No twitter: @tiagoararuna