32 por 32 – Analisando o potencial defensivo do Giants

15 de dezembro de 2016
Tags: 32 por 32, giants, tiago araruna,

32 por 32 - L32
A coluna 32 por 32 entra no ar toda quinta e faz “observações gerais” sobre a semana que passou, onde nosso colunista expõe aquilo que mais lhe chamou a atenção na rodada. Em seguida, o “Olho Tático” traz vários vídeos de jogadas interessantes para serem analisadas e, concluindo, ainda tem o “No Huddle”, sem conferência com os companheiros de equipe, para as curiosidades e rapidinhas. Quer deixar uma opinião ou esclarecer uma dúvida? A caixa de comentários está disponível no final do post. Obs: Os dois links “Leia Mais” abaixo podem ser essenciais para que você compreenda bem todo o texto.

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observações gerais
Nas observações gerais, nosso colunista traz opiniões a respeito de alguns dos temas mais interessantes dessa semana na NFL.

Brees está com dor nas costas

Drew Brees há três semanas era considerado um dos candidatos a MVP da atual temporada da NFL. Dois jogos depois, com zero TDs e muitas interceptações, um dos mais fantásticos quarterbacks de sua geração saiu dessa discussão muito mais rapidamente do que o tempo que levou para entrar.

Tá certo que Brees não seria o MVP. A NFL não vai dar esse prêmio a um jogador que integra um time que faz a campanha que o Saints faz, mas de qualquer forma é uma pena perceber que ele, finalmente, está com dor nas costas devido ao tanto de peso que tem que carregar na equipe há anos. Tirando Sean Payton, que é um gênio ofensivo, Drew Brees tem tido uma ajuda modesta dos seus companheiros de ataque, onde muitas vezes ele acaba fazendo o nome de vários “Zé” com o seu extraordinário talento. Defensivamente então, nem se fala. É de dar pena o esforço monumental que o Saints exige do seu QB para que produza 30 pontos ou mais toda semana, compensando a incompetência defensiva.

Tic tic tic. Tá ouvindo? São os anos em que ele ainda produz em alto nível sendo jogados no lixo. Peyton Manning se aposentou, mas Brees, Brady e Roethlisberger ainda estão em atividade. Brady e Big Ben têm elencos dignos. Já Brees tem que lidar com sua dor nas costas porque, ao que parece, o Saints não vai conseguir remediar tão cedo.

Romo time?

Sem dúvidas. Já falei aqui anteriormente sobre Romo/Prescott quando todo mundo defendia o calouro. Com o péssimo jogo, onde foi inepto diante do Giants, a imprensa americana e até o dono do Cowboys estão mudando o discurso. Times como o rival de Nova York são os que Dallas vai enfrentar nos playoffs e quando Elliott for limitado – ainda que razoavelmente – ele vai precisar resolver com o braço em descidas chave. Em janeiro o bicho pega, amigo. Não é pouca coisa ser quarterback do time mais popular da américa, disputando os playoffs no seu primeiro ano na NFL.

Romo conhece muito melhor o esquema, é experiente, tem mais química com os recebedores e faz tudo o que Prescott faz, só que mais bem feito. E traz uma verticalidade ao ataque aéreo que Dak ainda está longe de conseguir parecido. Além disso, um QB calouro nunca venceu um Super Bowl e, sinceramente, é em Prescott que você apostaria para quebrar essa escrita? Sério? Acho muito difícil mesmo com a imensa ajuda de Elliott. Com Romo, esse time pode ir bem mais longe e ser muito mais perigoso.

Um sino que toca na neve

Sim, senhoras e senhores. Le’Veon BELL é o sino que toca na neve de Buffalo. Que desempenho espetacular do running back com quase 300 jardas da linha de scrimmage no meio de uma nevasca daquelas no estado de Nova York! Tem muito ataque por aí que não consegue esses números que Bell conseguiu sozinho, hein?

O detalhe é que ele mostrou novamente o motivo de ser considerado um dos 3 melhores RBs da NFL, provavelmente o mais completo junto com David Johnson, do Cardinals. Mesmo em um jogo em que Big Ben foi interceptado 3 vezes, isso foi colocado para debaixo do tapete tamanha a eficiência de Bell. É um ótimo sinal caso o Steelers se confirme nos playoffs porque jogando em estádio aberto e no frio – você leu Foxboro? – um desempenho parecido com esse (60% disso, vai) muda tudo.

olho tático

No “Olho Tático”, trazemos uma análise tática de alguns jogos da rodada com a ajuda de vídeos curtos. Para essa semana, vamos falar da defesa do New York Football Giants. Todos os vídeos aqui utilizados são captados pela câmera all 22, que pega todos os jogadores em uma visão aérea. Você tem acesso a isso aqui.

Repita os vídeos quantas vezes for necessário para observar todos os detalhes.

Uma grata surpresa da temporada 2016 da NFL é a defesa do New York Football Giants. Muito reforçada na Free Agency – falaremos disso mais à frente -, Steve Spagnuolo tem a sua disposição um grupo de talento com destaques em cada nível defensivo e que prova ser consistente a cada semana ao manter o nível de desempenho acima da média na maioria esmagadora dos seus jogos. Selecionamos algumas jogadas do duelo contra o ótimo Dallas Cowboys pelo Sunday Night Football que, aliás, marcou a segunda derrota do time texano na temporada, ambas para o rival de Nova York. Nos dois jogos entre eles, uma demonstração da força de sua defesa no primeiro e a confirmação definitiva no segundo.

Incumbe dizer que Jason Pierre-Paul não jogou e pode voltar apenas em uma fase mais avançada dos playoffs caso o Giants vá longe. Problemas sem o melhor pass rusher do time? Não quando o calouro Romeo Okwara consegue um sack e 8 tackles importantes.

O New York Giants é um time acima da média contra a corrida, marcando pontos com a defesa e ainda não sofreu sequer 30 pontos em uma partida nessa temporada. Não foi possível anular Ezekiel Elliott – nenhuma defesa parece ser capaz disso -, mas colocaram o Cowboys em uma situação desconfortável por diversas vezes, fazendo com que Prescott precisasse usar o braço para conquistar primeiras descidas e manter a campanha viva. E é aí que Dallas sofreu e o calouro deixou de parecer um possível candidato a MVP (?) para se aproximar mais do que ele realmente é: um calouro. Voltando a Elliott, ele conseguiu 107 jardas praticamente inúteis, sendo que apenas 21 jardas em 9 carregadas no segundo tempo.

DT Damon Harrison (via Free Agency), CB Janoris Jenkins (via Free Agency), DE Olivier Vernon (via Free Agency) e Landon Collins (Draft) são os principais destaques defensivos no elenco ativo da equipe hoje. Com a chegada desses reforços e a evolução natural de Collins em seu segundo ano, isso foi possível:

Defesa do Giants (comparativo)

                          2015   |  2016

Contra a corrida: 24ª | 7ª

Pontos sofridos por jogo: 27.6 |18.8

Defesa na red zone: 12ª | 1ª

Em terceiras descidas 32ª | 4ª

A maior evolução da defesa do Giants de um ano para outro se deu em pontos cruciais. As melhores coisas que uma defesa pode fazer é ser um paredão na red zone, frustrando o adversário na parte final do campo e ter a capacidade de resistir em terceiras descidas, muitas vezes forçando o three and out. Isso tira a consistência e o ritmo do ataque nas campanhas. Consequentemente, cai a média de pontos sofridos por jogo.

No vídeo, vemos uma linha desbalanceada com um jogador de linha ofensiva a mais no lado direito, contando ainda com dois tight ends a princípio. Antes do snap acontecer, #82 (TE Jason Witten) vai para o lado esquerdo da linha e provoca um ajuste defensivo por parte do Giants. Imperceptível durante a partida se você não estiver ligado e com os olhos treinados para perceber esse tipo de jogo de xadrez. Antes, é preciso ficar claro que o fato de a linha estar desbalanceada provoca no time de Nova York uma reação e a melhor forma de lidar com uma linha assim é se posicionar de maneira adequada em frente dela. Observe que são 6 jogadores formando a OL + 2 Tight Ends, então o Giants precisa posicionar o seu jogador de linha defensiva que costuma ficar à frente do Center ou o mais próximo disso (#98 – Damon Harrison) de maneira que equilibre o tal desbalanceamento.

Como são 6 jogadores de linha ofensiva (esqueça os tight ends), Harrison precisa se alinhar exatamente no meio deles, ou seja, nesse lance ele deve ficar entre o center e o right guard, que é exatamente o que ele faz. Se fossem 7 jogadores de linha ofensiva, sendo 4 à direita do center, ele deveria ficar em frente ao right guard por estar no meio da OL. Isso em tese, claro. É uma resposta que se adequa à situação e orienta os demais companheiros de linha defensiva e os linebackers.

Olivier Vernon na ponta esquerda da linha (#54) estava aberto em relação ao left tackle e se ajusta para seguir aberto em relação ao tight end quando Witten vai para lá. Da mesma forma Devon Kennard (#59) que estava em frente ao último tight end do lado esquerdo da defesa (era Witten) e, quando ele sai de lá para ir para o outro lado, se realinha em frente ao tight end que sobrou ali. Parecem detalhes, mas cada um desses ajustes fizeram com que Elliott não achasse um corredor facilmente.

Para finalizar esse primeiro vídeo sem me alongar muito, o Cowboys tentou uma espécie de “Trap” que acontece quando a OL deixa um jogador na ponta da linha “livre” de bloqueio para que um bloquador venha do outro lado e o pegue de surpresa. Você pode rever o vídeo e perceber que Witten saiu lá da esquerda para bloquear Kennard na direita. Com o center #72 Travis Frederick indo bloquear no segundo nível logo de cara – veja que ele vai logo atrás do LB Casillas -, Elliott teria espaço para avançar. Na imagem abaixo, perceba Frederick x Casillas (seta vermelha), o bloqueio de Witten no “Trap” vindo do outro lado (amarelo) e o corredor (azul) para o RB do Cowboys. Casillas deveria cuidar daquele espaço e ele o faz batendo Frederick e se livrando do bloqueio para fazer o tackle. Demonstração de um time bem treinado.

tatica-giants

A defesa do New York Giants tem 6 novos titulares em relação a 2015 e esses jogadores contribuem diretamente para a execução da filosofia implementada por Steve Spagnuolo. O time conta com dois cornerbacks extremamente físicos e adeptos da técnica do “bump and run” como veremos no vídeo, Landon Collins é uma peça versátil capaz de ser usado de várias formas diferentes e, principalmente, seus defensive ends também oferecem a possibilidade de serem responsáveis por tarefas diferentes a cada snap.

No vídeo acima, podemos notar que Olivier Vernon (#54) não vai atrás do QB na jogada, mas sim recua na cobertura em zona, acompanhando o movimento dos olhos de Dak Prescott para atrapalhar como for possível o lançamento, seja interceptando, desviando ou ao menos ficando no meio da linha de passe como foi o caso. Dez Bryant está no slot e corre uma rota “in”, bem marcado e com Vernon entre o recebedor e a bola, o que exigiria um lançamento ainda mais difícil e uma janela de passe menor.

Veja como os dois defensive ends recuam em cobertura em zona, enquanto os linebackers servem de pass rushers no lance. Isso é uma técnica muito eficaz para confundir o quarterback, ainda mais um inexperiente como Prescott. Os dois CBs no topo da tela usam a técnica “bump and run”, onde fazem contato na saída do recebedor, empurrando-o e visando atrapalhar a rota. É preciso muita concentração nesse tipo de técnica porque se o contato não acontece e o CB leva um drible logo na saída da linha de scrimmage, dificilmente se recupera. Jenkins é ótimo nisso.

Estamos diante da mesma jogada com uma formação um pouco diferente. É uma “Trap” com Jason Witten (#82) em “motion” pré-snap indo para o outro lado da linha. Após o snap, ele realiza a “Trap” vindo da esquerda para bloquear o DE Romeo Okwara (#78) na direita. Acontece que, diferente do primeiro vídeo, aqui o Cowboys tem 2 WRs (vídeo não mostra) e um Fullback, no outro era 1 WR e nenhum Fullback, o que gerou espaço para um jogador de linha ofensiva e um tight end a mais. Como essa OL não está desbalanceada – LT, LG, C, RG e RT certinho -, não houve a necessidade de ajuste de posicionamento da linha defensiva mesmo com a movimentação de Jason Witten, pois aqueles gaps externos (C-Gaps) estão sob responsabilidade dos linebackers. Quando o tight end do Cowboys muda de posição, apenas o Devon Kennard (#59) abre um pouco mais para fora para manter a integridade do Gap.

gaps

Nessa imagem acima, você pode ver a linha ofensiva de um time. As letras representam os Gaps (espaços entre os jogadores da linha) e os números representam as techniques. Vamos usar outro quadro mais abaixo para as techniques que segue um padrão levemente diferente desse, porém ambos são utilizados. Foquemos nas letras (Gaps).

Pelo vídeo é possível concluir que o DT em frente ao center estava responsável pelo A-Gap entre o center e o right guard (RG), o #95 (DT Johnathan Hankins) que se alinhou no ombro de fora do right guard deveria cuidar do B-Gap entre o guard e o right tackle (RT), o DE Olivier Vernon (#54) ficou entre o left guard (LG) e o left tackle (LT) para impedir a passagem pelo B-Gap do lado esquerdo da linha, enquanto que o DE Romeo Okwara (#78) fechava o C-Gap, externo ao right tackle (RT).

Preste atenção no vídeo, imagem – note que a imagem está do lado contrário em relação ao vídeo – e na explicação. Quais Gaps estão abertos ainda? A-Gap entre o center e o left guard e o C-Gap externo ao left tackle. Ambos são responsabilidades dos linebackers, sendo que o LB Kelvin Sheppard (#91) fechará o A-Gap e o LB Devon Kennard tomará conta do C-Gap. Revendo a jogada, a integridade do Gap é mantida ou alguém é dominado por um bloqueador a ponto de ser inutilizado? Olho no #91 (Sheppard). Veja como ele fecha o A-Gap bem em frente ao RB Ezekiel Elliott e leva o calouro a seguir o bloqueio do TE Jason Witten na “Trap”.

Como Witten anula Romeo Okwara, abre-se o espaço na C-Gap do lado direito, prontamente atacado por Elliott. No entanto, aqui aparece o algo a mais que a defesa do Giants tem. O time estava bem posicionado, mas um bloqueio iria provocar um bom ganho de jardas, isso se não costumasse chegar ajuda nessas situações. Com jogadores rápidos e que leem bem o lance, NY se recupera mesmo quando o ataque encaixa bloqueios bons e abre um Gap. Veja como Sheppard que tinha fechado o A-Gap vai pro outro lado fazer o tackle com a ajuda do safety Andrew Adams (#33). Boooom!

techniques-oficial

As techniques (ou techs – representadas pelos números) nos ajudam a entender o posicionamento dos jogadores de linha e sua função primordial. Quanto mais aberto, mais função de pass rusher. Quanto mais interno, mais obrigação contra a corrida. O jogador que está em 2i-tech seja alinhado em frente ao ombro interno do left ou do right guard, tem uma responsabilidade quase que única de impedir corridas. Um 3-tech é uma espécie de jogador que ajuda contra a corrida na maioria das vezes, mas que também é cobrado para produzir um número razoável de sacks na temporada, a depender da sua prioridade.

O 0-tech em uma defesa que usa a formação 3-4 (três jogadores na linha defensiva e 4 linebackers) é o Nose Tackle, um jogador que costuma ser o mais encorpado – ou pesado/gigante – de todo o elenco e que normalmente é o responsável pelos dois A-Gaps, entre o center e o RG e o que fica entre o center e o LG. Existem defesas 3-4 1-Gap também, mas é outro assunto. Para finalizar os exemplos de techniques, os pass rushers naturais (defensive end em 4-3 ou OLB em 3-4) normalmente se alinham como 5-techs. Claro que nem sempre o jogador será responsável pelo Gap que está a sua frente, pois existem “stunts”, ou seja, cruzamentos de defensores à frente da linha ofensiva para confundir os bloqueadores.

É importante demais entender as techniques para saber quem errou aonde. Quem permitiu a corrida? Quem saiu de posição? Às vezes você pode estar exigindo sacks de um jogador que nem tem tanto essa função como prioridade para o treinador. Os alinhamentos ajudam a mostrar isso. Com essas infos, é possível observar esses vídeos defensivos do Giants e qualquer outro – mesmo ao vivo na ESPN ou EI – com outros olhos.

Mais uma jogada que colocamos em um ângulo não mostrado na TV de forma que você possa ver e testar seus conhecimentos de Gaps e Techniques. Nesse vídeo, aliás, estamos vendo a linha ofensiva de frente, como nas imagens acima das techniques.

O pass rush do Giants é o 12º melhor da NFL nas estatísticas e sem Jason Pierre-Paul havia um receio dentre os próprios torcedores que o desempenho mediano nesse aspecto sofresse um declínio. Contra o Cowboys não aconteceu, mas enfrentando um QB mais experiente e que consiga fazer leituras mais rápidas, bem como ajustes pré-snap, é algo que pode vir a incomodar o time em um possível jogo de playoffs.

Nesse lance, Prescott até que conseguiu fazer uma boa progressão de leituras (3 no total) e o desempenho da secundária fez com que segurasse a bola por quase 4 segundos, o que é fatal na maioria das vezes mesmo com uma linha ofensiva tão boa. O DE Romeo Okwara conseguiu seu sack na partida justamente na jogada do vídeo, suprindo um pouco a ausência de Jason Pierre-Paul. Interessante a técnica de Okwara que começa vendendo um “bull rush”, onde ele vai para cima do OT na base da força, mas um segundo depois parte para uma “speed rush”, apostando na velocidade para dar a volta no bloqueador e enganá-lo.

Como o Cowboys usou poucas formações com 3 ou mais WRs, na maioria das vezes o Giants esteve na formação base 4-3, algo cada vez mais raro porque quando o time coloca um terceiro WR, normalmente um dos linebackers sai para a entrada do nickel CB (marcando o WR no slot). O que transforma a formação 4-3 em 4-2. Não foi o caso nesse duelo. Inclusive, é um detalhe que favorece o Giants, obviamente confortável jogando na sua formação base boa parte do jogo. E por que Dallas faz isso? Porque prefere colocar mais gente para bloquear para sua principal estrela, Elliott. Com isso, usam fullback, jogador extra na linha ofensiva, tight ends…e NY agradece.

Essa é uma chamada fantástica do Dallas Cowboys que me surpreende a cada vez que assisto porque é inacreditável que ela não tenha funcionado como o esperado. Se você pausar aos 5 segundos, verá que o TE Jason Witten tem pelo menos 15 jardas à sua frente se tivesse ganhado na velocidade ou quebrado um tackle. Ou se Landon Collins não tivesse sido um monstro mais uma vez.

Das cinco jogadas presentes na análise tática dessa semana, em quantas Jason Witten saiu de um lado para o outro após o snap? Te respondo. Em três ocasiões. Nas duas primeiras ele serviu como bloqueador para o jogo corrido. Nessa, foi o alvo do passe em uma jogada aérea. Isso é tão importante! O fato do Cowboys variar a jogada em formações parecidas, usando Witten como uma arma no bloqueio mas ao mesmo tempo fazendo com que ele seja um recebedor possível no mesmo tipo de movimentação é vital para que o ataque consiga surpreender as defesas. Seria muito natural que Landon Collins – o único que acompanha Witten – imaginasse que mais uma vez o tight end estava indo para o outro lado apenas para bloquear a favor de uma corrida. O safety do Giants não só não cai em uma chamada inteligente de Jason Garrett como mostra uma velocidade de reação e leitura incríveis.

Assista novamente o vídeo só olhando para Collins e para a bola. Note como logo ele percebe que é um passe e como ele reage rápido a isso já indo atrás de Jason Witten praticamente sem perder tempo. No fim, alcança o TE e faz um tackle perfeito para ganho de apenas uma jarda. Sensacional.

O que os free agents defensivos que o Giants contratou esse ano estão fazendo é algo incomum vindo de jogadores que estavam disponíveis no mercado. Normalmente, jogam abaixo do nível que já atuaram e muitas vezes apenas para cumprir tabela. A franquia azul de Nova York provou que é possível ter a maioria de seus destaques defensivos vindos da Free Agency e isso é tão incrível quanto a própria defesa da equipe em si. O Giants tem desafiado a lógica de mercado e até mesmo as previsões de meio de temporada.

no huddle

  • RB David Johnson se juntou a Edgerrin James (2005) como os únicos a conseguirem 100 ou mais jardas da linha de scrimmage nos primeiros 13 jogos da temporada.
  • Mike Tomlin (Steelers) é o quarto técnico na história da NFL a ter pelo menos 10 temporadas com uma equipe e nenhuma temporada com campanha negativa. George Allen, Vince Lombardi e John Madden são os outros.
  • Marcus Mariota teve a menor porcentagem de passes completos (30%) entre QBs com campanhas positivas e com pelo menos 20 passes no jogo desde JaMarcus Russell em 2009.
  • Com o passe para um TD de 66 jardas anotado por Davante Adams, Rodgers alcançou a marca de 27 passes para TD de pelo menos 60 jardas. Desde 2008, ninguém supera esse número.
  • O Tampa Bay Buccaneers alcançou 5 vitórias seguidas. Da última vez que isso aconteceu, venceram o Super Bowl XXXVII, em 2002.
  • Drew Brees tem 0 TDs e 6 interceptações nos últimos 2 jogos. O último QB a fazer isso em jogos seguidos foi Tyler Palko em 2011 pelo Chiefs.
  • O Giants derrotou o Cowboys por 10 a 07. Esse foi o menor número de pontos anotados pelo time de Nova York e que lhes rendeu uma vitória sob o comando de Eli Manning.
  • Tom Brady está com uma campanha 51-1 contra times da AFC em casa. Na derrota (Bills, 2014), ele foi para o banco no segundo tempo.
  • O Broncos nessa temporada é o primeiro desde 1978 a enfrentar nos seus últimos 3 jogos times com campanha 10-3 ou superior. Vão ter Patriots, Chiefs e Raiders pela frente.

A coluna 32 por 32 entra no ar toda quinta aqui no site. Anote na agenda e não deixe de conferir para curtir a NFL através dos seus detalhes táticos, observações e curiosidades!

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Tiago Araruna acompanha a NFL desde 2006 e é o idealizador do projeto Liga dos 32. Como Editor-Chefe do Portal, está à frente da coluna semanal 32 por 32, toda quinta no ar. Co-apresentador do Podcast Liga dos 32 que vai ao ar às quartas . No twitter: @tiagoararuna